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Veja 7 dicas para aperfeiçoar e agilizar sua gestão de sortimento

por Marise Araújo Quinta-feira, 14 de março de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

O varejo tem a difícil missão de fazer a gestão de sortimento em diversas categorias, muitas delas com uma dinâmica muito rápida de renovação. Nesse cenário, normalmente o varejo recorre a dois caminhos:

  1. Escolher apenas um pequeno grupo de categorias (as principais em faturamento) para fazer uma revisão mais profunda;
  2. Ter uma grande equipe para atender toda a demanda de revisão de sortimento.

A dificuldade na gestão de sortimento é que normalmente o processo é muito moroso. São muitos os indicadores utilizados e a equipe comercial precisa (e gosta) de validar os itens escolhidos diversas vezes. Ocorre com frequência que o processo de decisão do sortimento fique apenas no tático (escolhendo SKU a SKU), com pouca estratégia de categoria envolvida, sem um olhar para o consumidor / shopper da rede.

Mas como fazer essa revisão e resolver definitivamente os dilemas da gestão de sortimento?

Listamos sete aspectos fundamentais a serem levados em conta no processo de revisão de sortimento. Eles tornarão sua decisão mais técnica, estratégica e ao mesmo tempo pragmática, sem perder tempo demais.

1 – Entenda seu consumidor e não esqueça do posicionamento da sua rede

Não é novidade que o consumidor precisa estar cada vez mais no centro das decisões. Portanto, diante de uma discussão de sortimento, nunca se esqueça de perguntar se seu consumidor compraria aquele produto. Verifique dados. Qual o perfil de compra do cliente? Qual sua árvore de decisão? Como tem comprado produtos com o mesmo perfil? Qual ticket médio e frequência?

2 – Indicadores corretos

Quantidade não é qualidade. É essencial trazer para a revisão de sortimento aqueles indicadores que têm uma relação direta com a escolha correta do portfólio. Cada varejo possui um olhar diferente para seu negócio. Mas é importante responder à seguinte pergunta: esses indicadores me ajudam a escolher os melhores produtos? Além de volume e rentabilidade, eles me garantirão a variedade que os consumidores buscam?

3 – Fuja da curva ABC

Nenhum produto pode ser analisado em um contexto isolado. Na famosa curva ABC, onde são escolhidos os produtos com melhores vendas (A/B), normalmente os produtos da curva C são preteridos. Este método pode te levar a desconsiderar produtos importantes para seu consumidor e para a imagem da sua loja.

É de extrema importância fazer uma escolha de sortimento baseada em uma estrutura mercadológica correta, em que produtos substitutos e correlatos possam ser analisados em conjunto, disputando o mesmo espaço. Só assim você irá garantir que todas as soluções para os consumidores sejam consideradas.

4 – Papel da “categoria” versus “meta” da companhia

Como essa categoria contribuirá na composição do número da companhia? Essa pergunta é essencial para nortear uma escolha mais conservadora ou mais agressiva de sortimento. O papel da categoria é correspondente à meta proposta pela companhia? Está alinhada com o perfil do canal e a missão de compra do consumidor na sua loja?

É fundamental levar em conta o papel estratégico definido para cada categoria no seu varejo. As categorias destino, por exemplo, têm o papel de atrair o público para aquela loja e normalmente têm um sortimento maior. Já as categorias de conveniência suprem necessidades de praticidade e compra por impulso. Um sortimento mais básico já resolve.

5 – Olhe tendências e mercados, mas não se esqueça do seu posicionamento

O mercado dá indícios importantes de inovação e tendências que são imprescindíveis para seu negócio. Mas evite entrar em uma “moda” que não combine com o posicionamento do seu varejo. O ideal é absorver a tendência, sem esquecer o posicionamento.

6 – Tecnologia e metodologia são essenciais

Para revisar um grande número de categorias e SKUs é muito importante se utilizar de ferramentas automatizadas. A tecnologia viabiliza um processo metodológico eficiente e traz agilidade e assertividade para o processo.

7 – Clusterização como aliada e não como vilã

O processo de clusterização — agrupamento de lojas com características semelhantes — é uma metodologia para facilitar o trabalho de escolha de sortimento (e não dificultar). Muitos varejistas optam por fazer uma clusterização que, muitas vezes, não condiz com a realidade de suas lojas. O método, então, acaba por complicar o posterior trabalho de gestão de sortimento. Por isso, faça uma clusterização minuciosa e criteriosa para garantir que ela ajude em vez de atrapalhar lá na frente.

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