Variedade dos modelos de e-commerce é maior do que se imagina (e divulga)

por Vinicius Andrade Quarta-feira, 11 de outubro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

O conceito de loja mudou. O espaço físico cheio de produtos ainda existe –  e porque não dizer “resiste” – mas as lojas online são uma realidade cada vez maior para consumidores de diferentes perfis socioeconômicos. Se engana quem pensa que os comércios eletrônicos, chamados de e-commerces são todos a mesma coisa.

Com as tecnologias que se aprimoraram com o passar dos anos, é possível ter diversos modelos de e-commerce, cada um mais apropriado para o tipo de produto que se quer vender, qual cliente deseja atingir e outros fatores que diferenciam uma loja virtual de outras.

Classificado como um modelo já estabelecido e com uma abordagem mais “clássica”, o e-commerce tradicional não tem segredos. A exemplo de lojas como Netshoes e Submarino, são modelos que requerem um alto investimento e enfrentam uma concorrência massiva.

O estoque também precisa ser uma preocupação constante, uma vez que as entregas requerem velocidade. No entanto, com a variedade de plataformas existentes no mercado, é possível se estabilizar com mais facilidade e recuperar o investimento, muitas vezes, com mais segurança.

Um modelo mais moderno e que pode ser uma aposta certa são os e-commerces on demand. Como exemplo temos a própria Vesteer, maior plataforma de criação, venda e distribuição de produtos personalizados em todo o Brasil.

Não é necessário estoque, nem investimento em logística. O menor custo de investimento e a margem de lucro maior do que o modelo tradicional são outras vantagens desse formato. No entanto, há a necessidade de uma plataforma adequada que comporte o modelo on demand.

Em contrapartida e com a possibilidade de menor investimento em tecnologias, temos o modelo marketplace, aplicado em sites conhecidos como o Mercado Livre e o Enjoei. Atualmente, outras grandes redes de comércio online, como as já citadas Submarino, Netshoes e o gigante dos supermercados Walmart estão investindo mais nesse modelo.

Com ele existe a possibilidade de anunciar seus produtos em sites distintos, o que aumenta a exposição da loja e as chances de vendas. Além disso, é um investimento menor para as operações logísticas como um todo.

O modelo marketplace requer um controle maiordas vendas efetuadas e uma negociação constante com os portais que os produtos serão anunciados.                   .

Com um nome um pouco mais complicado, mas muitas vantagens, o dropshipping possibilita um investimento menor e maior possibilidade de expansão. O famoso Alibaba, por exemplo, é um dropshipping que deu mais do que certo.

A gama de produtos que é possível comercializar aumenta consideravelmente e o prazo de entrega é maior do que o normal. Para se organizar esse modelo, no entanto, é preciso um planejamento milimétrico.

Por fim, os tamanhos e funcionalidades das lojas virtuais podem variar, assim como o das lojas físicas. Basta pensarmos na quantidade de modelos de disposição de produtos, araras, arquitetura e vitrines que existem e adaptarmos para o mundo virtual.

Os e-commerces podem não ter um piso, paredes ou vendedores, mas com certeza têm um potencial absurdo que, quando explorado, podem potencializar qualquer ideia.

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