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Como trabalhar com estoque reduzido sem perder vendas

por Felipe Perlino Sexta-feira, 09 de agosto de 2019   Tempo de leitura: 8 minutos

Tradicionalmente, os profissionais do varejo costumam enxergar o estoque de produtos como um “mal necessário”. De um lado, a sua falta resulta na perda de vendas, tangibilizada pelo famigerado “produto esgotado” no e-commerce. Por outro lado, o estoque é um dos custos mais pesados numa operação de varejo. Equilibrar bem o nível de estoque sempre foi um dos maiores desafios desse segmento. Com a ascensão do Unified Commerce, em breve esse problema poderá deixar de ser uma dor aguda do varejo. Descubra como solucionar esse desafio.

O ônus de se trabalhar com estoque de produtos

Existem pelo menos quatro principais custos que não podem ser esquecidos na hora de se calcular o custo do estoque:

  • Custo das mercadorias: é o valor pago aos fornecedores. Normalmente é o que mais demanda capital de giro de um varejista;
  • Custo de manutenção e armazenagem dos produtos;
  • Custo da perda de produtos;
  • Custo dos produtos encalhados, queimados nas tradicionais liquidações.

Por mais custoso que seja, os varejistas não podiam trabalhar com baixo nível de estoque, até então para não perderem vendas por falta de produtos – a chamada ruptura de estoque. É exatamente este o problema que o Unified Commerce consegue atenuar.

O que é o Unified Commerce

Existem diversas definições de Unified Commerce, mas todas concordam que:

  • A experiência do cliente deve ser a grande prioridade – independente do canal de venda;
  • As empresas precisam deixar de operar em silos e trabalhar de maneira mais cross-functional para entregar tal experiência;
  • Precisa haver uma plataforma única, capaz de ter visão completa do cliente e das operações realizadas em todos os canais de venda.

Na prática, isso significa, por exemplo, que o cliente pode fazer uma compra pelo site e escolher retirar na loja e, ao ser identificado, receber uma promoção customizada que resulta numa nova compra – tudo isso com preços e mensagens uniformes. Mas não é isso que costumamos ver na maioria das vezes:

  • Em geral, as operações do e-commerce e das lojas físicas costumam ser tratadas de maneira completamente apartada,
  • Além disso, os diferentes sistemas numa operação desse tipo não costumam estar completamente integrados: plataforma de e-commerce, sistema de frente de caixa e sistema de atendimento, por exemplo;
  • Isso explica porque o mesmo produto pode ter custos diferentes na loja física e no e-commerce. Neste cenário, a experiência do consumidor fica bastante comprometida.

Trabalhando com um estoque único para todos os canais de venda

Implícito no conceito de Unified Commerce está a premissa de se trabalhar com um estoque único, centralizado, independente do canal de vendas. E justamente quando o varejista passa a olhar para todo o estoque da operação – e não somente para o estoque local – abre-se um mundo de oportunidades para que se possa trabalhar com um estoque reduzido sem perder vendas. Considere as seguintes situações:

  • Compra online usando o estoque do e-commerce;
  • Compra online usando o estoque da loja;
  • Compra na loja usando o estoque do e-commerce;
  • Compra na loja usando o estoque da própria loja;
  • Compra na loja usando o estoque de outra loja.

Neste novo contexto, quando um produto está em falta no estoque local, outros estoques passam a ser utilizados para se evitar a ruptura de estoque:

  • O e-commerce passa a trabalhar com os estoques das lojas físicas (buy online & pick up in-store ou buy online & ship from store);
  • A loja física passa a trabalhar com o estoque do e-commerce ou de outras lojas (Prateleira Infinita, ou Endless Aisle).

Como implementar o Unified Commerce na prática

O primeiro passo será encontrar um fornecedor que consiga integrar os diferentes sistemas utilizados em cada um dos seus canais de venda. Isso é fundamental para que se tenha uma visão completa do cliente e das suas interações realizadas em cada canal.

Talvez alguns dos seus sistemas não possam ser totalmente integrados a esse ecossistema (plataforma de e-commerce, sistema de frente de caixa ou OMS, por exemplo). Neste caso, poderá ser necessário substituí-los, por mais trabalhoso e custoso que isso possa ser.

O segundo passo é procurar uma plataforma de pagamentos que suporte uma operação de Unified Commerce. Algumas dicas para isso:

  • Verifique se o fornecedor tem soluções para todos os canais de venda: online, mobile e In-Store;
  • Confira se o fornecedor oferece a ferramenta de Split de Pagamentos ou Marketplace. Este recurso é especialmente útil para remunerar as diferentes partes envolvidas na venda (originador da venda e dono do estoque) ou ainda para permitir reembolsos parciais (na compra de dois produtos, posso devolver apenas um deles, sem precisar estornar o valor completo da venda).

Por fim, antes mesmo de assinar contrato com os fornecedores, tente fazer pequenos projetos pilotos. Não só você conseguirá validar se a solução proposta atende ao seu negócio, como também vai conseguir medir seus benefícios antes de fazer o roll-out para toda a sua operação, inclusive sem substituir completamente os seus sistemas legados. Não deixe de fazer esse test-drive. Se possível, você pode economizar muito tempo e dinheiro.

Leia também: Especialista explica como driblar a perda de dinheiro no e-commerce

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