Tendências para embalagens que trarão mais sustentabilidade ao e-commerce

por Flávia Moreira Sexta-feira, 02 de julho de 2021   Tempo de leitura: 4 minutos

Sustentabilidade está nos valores e na estratégia de muitos players da indústria e do varejo. Seja um negócio de grande ou pequeno porte, sempre há oportunidade para redução de perdas e otimização de recursos em sua cadeia produtiva. Se você tem uma operação de e-commerce, um importante ponto de atenção são as embalagens secundárias ou de proteção.

As soluções de proteção são fundamentais para manter a integridade de uma mercadoria e gerar uma experiência de compra positiva e a fidelidade de seu consumidor. Ao mesmo tempo, soluções inteligentes são alternativas para redução do impacto ambiental em uma operação que utilize embalagens de proteção.

Imagem de uma embalagem de papelão para o e-commerce
Para a otimização de material, é fundamental contar com a tecnologia de automação nos processos de embalagens.

Portanto, no artigo de hoje quero seguir trazendo uma reflexão sobre as embalagens secundárias. Conversa que já comecei no meu artigo de abril. Mais do que falar sobre o destino da embalagem, quero abordar tendências de inovação de embalagens voltadas ao e-commerce.

Automação

Quando falamos em otimização de material, é fundamental contar com a tecnologia de automação nos processos de embalagens. Afinal, são sistemas que permitem utilizar apenas o material necessário para proteção, conforme o tamanho do produto a ser transportado. Ou seja, não impacta sua integridade e favorece à experiência do cliente — que está cada vez mais consciente e exigente, e utiliza a responsabilidade ambiental como fator de decisão de compra.

Inovação circular

Além de reduzir a quantidade de material de embalagem, é necessário também repensar sobre os materiais disponíveis e investir em pesquisa e desenvolvimento de opções alternativas. O investimento em inovação permite trazer para o mercado materiais mais simples, que garantem proteção e, principalmente, que são apropriados para retornar ao ciclo produtivo, configurando a economia circular.

Um estudo da consultoria Smithers apontou que o mercado de embalagens para o e-commerce cresceu 40% no último ano. Grande parte das soluções mais demandadas é do grupo de produtos infláveis para preenchimento de espaços vazios. São produtos ideais para serem utilizados em caixas, tendo em vista que impedem que o produto se movimente e garante proteção durante o transporte, evitando avarias que demandem eventual troca.

A boa notícia é que a indústria e os varejistas podem optar por almofadas de ar feitas com pelo menos 95% de polietileno reutilizado e que são 100% recicláveis, favorecendo a economia circular. Além de trazer mais sustentabilidade para cadeia, soluções desenvolvidas com plástico reutilizado podem oferecer alta resistência e a proteção necessária durante o transporte.

Digitalização

Temos vivido uma série de transformações influenciadas, em grande parte, pelo avanço dos processos digitais. Além da compra e pagamento de mercadorias, a digitalização deve chegar às embalagens. Um dos pontos em questão trata-se da nota fiscal, que é enviada junto à caixa ou pacote. Está em desenvolvimento um projeto da ABComm que visa eliminar a nota fiscal em papel, ou etiqueta, ao passo que promove a nota fiscal digital. Além do problema de exposição de dados do consumidor, o projeto visa otimizar material contido na embalagem, gerando economia e sustentabilidade.

Sistemas digitais integrados às embalagens de e-commerce também serão importantes para ampliar a disponibilidade de informação sobre o destino da embalagem e fortalecer a comunicação da marca. Por exemplo, por meio de um QR Code, o consumidor poderá acessar detalhes de como realizar o descarte do material corretamente.

Estas são algumas tendências para o e-commerce avançar em operações sustentáveis. Ainda temos muito o que evoluir nacionalmente com legislações que incentivem soluções para o crescimento sustentável do varejo. Porém, ao mesmo tempo é importante ressaltar que algumas soluções já existem e estão disponíveis para indústria dar um passo a frente e atender também a demanda do consumidor por sistemas mais práticos e sustentáveis. Uma pesquisa recente da TetraPak apontou que para 58% dos consumidores, as marcas devem priorizar produção de embalagens sustentáveis.

Sejam primárias ou secundárias, é fato que as embalagens fazem parte da composição da boa experiência de consumo. Ou seja, um fator que vai passar cada vez mais por experiências que otimizem recursos, que sejam mais digitais e, ao mesmo tempo, sejam práticas e possam retornar ao ciclo de produção.

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