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Tendências e oportunidades no e-commerce brasileiro

por Leandro Ratz Quarta-feira, 22 de maio de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Saiu uma nova pesquisa sobre crescimento, tendências e oportunidades no e-commerce brasileiro. Segundo dados da Compre&Confie, mesmo com queda na economia, o comércio eletrônico teve crescimento de 23% no 1º trimestre.

Entre os países da América Latina, Brasil fica em primeiro lugar

Se ainda existe dúvida sobre investimento no setor de E-commerce no Brasil, é mera especulação. O cenário mostra um mercado positivo e com muito espaço para crescimento. A Webshoppers, pesquisa da Nielsen/EBIT, traz dados positivos de 2018. E você acompanha logo a seguir:

  1. Após dois anos, e-commerce volta a crescer dois dígitos em 2018: 12%.
  2. Brasil alavanca o crescimento da América Latina, a qual cresce 17,9% em comparação com 2017.
  3. E-commerce ganha importância e passa a fazer parte do dia a dia do consumidor. São 58 milhões de consumidores que fizeram pelo menos uma compra online em 2018. Desses, 10 milhões fizeram sua primeira compra online no mesmo ano.
  4. Conectividade e logística/impostos-tributos ainda são as maiores barreiras do mercado. A internet brasileira é 3 vezes mais lenta que a média global.
  5. Número de pedidos é o responsável pelo crescimento do e-commerce em 2018. Categorias de baixo ticket médio são as que mais contribuíram para o crescimento. Perfumaria e Cosméticos registram alta de 51% em volume de pedidos.
  6. A evolução do m-commerce é uma das alavancas do crescimento, seguido pela democratização do setor. M-commerce cresceu 41% em pedidos em 2018.
  7. As compras à vista são uma grande saída para classes econômicas com menor poder financeiro. Elas representam 54,2% de todas as compras de 2018.
  8. Frete grátis voltou a ser destaque na estratégia de atuação e de aquisição de novos clientes. Os 10 maiores varejistas brasileiros voltaram a utilizar a estratégia.
  9. Nordeste cresce 27% em faturamento ao comparar 2018 com 2017. Com 7 bilhões de faturamento, a região chega a 13,2% do país.
  10. O brasileiro comprou menos no exterior em 2018. Com a alta de 14,4% na média de cotação do dólar, os gastos em sites internacionais diminuíram 22%.

Antes de mencionar dados atualizados, vamos falar de tendência para os próximos anos (curto prazo):

Produtos das categorias de Entretenimento, Turismo/Serviço e Bens Duráveis já são representativos. Isso vale tanto em termos de volume de vendas, quanto em relação a empresas que atuam com excelência.

Chegou o momento de as categorias de produtos de giro rápido (FMCG, abreviação em inglês) apresentarem crescimento no e-commerce brasileiro.

Os principais destaques do segmento de giro rápido são: Perfumaria e Cosméticos, Fraldas, Remédios, Pet Care, Bebidas e Alimentos Não-Perecíveis.

Na rota global: o Brasil já está bem avançado, trabalhando fortemente em bens não duráveis no e-commerce.

A tendência de crescimento do e-commerce, entretanto, é mundial, segundo o portal eMarketer. Liderado por Ásia e Pacífico (+30,3%), o e-commerce apresentou 24% de crescimento no mundo todo em 2018, atingindo uma marca de 2,9 bilhões de dólares em vendas.

Na América Latina, o crescimento foi de 17,9% com relação ao mesmo período de 2017. Se concentrarmos os dados na América Latina, podemos entender um pouco melhor o cenário, comparando as vendas no online e no offline.

Com a inflação em +47,6%, as variáveis foram as seguintes:

Brasil

  • Online: Imp. Vendas 4,3%, crescimento de +12,0%;
  • Offline: PIB +1,1%, FMCG -2,8%.

Argentina

  • Online: Imp. Vendas 2,3%, crescimento de +37,5%;
  • Offline: PIB -2,6%, FMCG -2,8%.

México

  • Online: Imp. Vendas 1,3%, crescimento de +15,3%;
  • Offline: PIB +2,0%, FMCG +1,8%.

Demais países LATAM

  • Online: Imp. Vendas 2,5%, crescimento de +19,5%;
  • Offline: PIB +1,2%, FMCG 0,8%.

Dessa forma concluímos que a tendência para o crescimento do online supera os números do offline. Além do crescimento, temos atualmente uma mudança de cenário, onde o físico passa a ser um complemento do online, e não o contrário.

Um tema muito importante é o investimento no mobile. Em janeiro de 2019, as vendas via dispositivos móveis representam 42,8% de todos os pedidos do e-commerce do Brasil. Enquanto o e-commerce total cresceu 12% em 2018, o m-commerce cresceu 41% no mesmo período.

Raio-X do e-commerce de forma geral

O ano de 2018 foi bastante turbulento. Tivemos eventos como a Copa do Mundo, eleições, alta do dólar e os impactos da Greve dos Caminhoneiros. Ainda assim, o comércio eletrônico brasileiro manteve a curva de crescimento, registrando faturamento de R$ 53,2 bilhões, uma alta nominal de 12% quando comparado a 2017.

Falaremos um pouco mais de categorias. Nesse caso, o que está vendendo mais no e-commerce. Em 2018, Perfumaria, Cosméticos e Saúde passam a liderar o ranking de maior número de pedidos, com 16,4% de participação (4,4 pontos percentuais a mais em comparação com 2017).

Moda e Acessórios têm 13,6% de participação em número de pedidos. Completam as cinco primeiras categorias de produtos com mais pedidos em 2018: Casa e Decoração, com 11,1%; Eletrodomésticos, com 10,6% (campeã no ranking de faturamento); e Livros, Assinaturas e Apostilas, com 7,5%. Com essas informações, aliás, você pode traçar sua estratégia para os próximos anos.

O cenário de e-commerce no Brasil é muito promissor e positivo. Acredite e trabalhe duro para aproveitar essas oportunidades. Atente-se às tendências, invista mais em tecnologia pensando na experiência do consumidor e esteja pronto para novas formas de consumo.

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