Tendências para o comércio digital em 2017

por Larissa Lotufo Terça-feira, 11 de abril de 2017   Tempo de leitura: 8 minutos

O mercado e-commerce nacional faturou R$ 53,4 bilhões em 2016 e apresentou alta de 11% em relação a 2015, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Espera-se que em 2017 ele se expanda ainda mais, atinja o faturamento de R$ 59,9 bilhões e siga a tendência de consolidação no Brasil.

Esses resultados mostram como a expansão das lojas virtuais tem seguido um ritmo de crescimento no país, ao contrário do desempenho das lojas físicas, que sofreram decréscimo de 6,2% de acordo com o IBGE.  Esse comportamento do mercado nacional leva as(os) empresárias(os) a investir mais no mundo virtual, para isso é importante estar de olho nas tendências desse mercado.

Diferente do varejo comum, o e-commerce sofre modificações de práticas de maneira mais rápida, devido ao forte vínculo com a tecnologia. Por conta disso, é essencial que os investidores desse nicho estejam sempre de olho nas novidades que o mercado oferece. Para que o ano de 2017 seja bastante positivo para a sua loja virtual, destaco algumas práticas indicadas no comércio online.

A primeira tendência esperada neste ano é o crescimento das compras por meio de smartphones e tablets. O tema foi assunto de diversas palestras do 7º Congresso E-commerce Brasil Vendas 2017 – até mesmo grandes empresas relacionadas com o comércio virtual, como o Google e o Facebook, indicam aos empresários incluir cada vez mais informações voltadas à busca feitas via dispositivos móveis.

Em sua apresentação no Congresso, Rodrigo Rodrigues, do Google Brasil, apontou que os empresários devem construir os anúncios do AdWords voltados ao acesso mobile, com atalhos para área de conversão e fácil caminho para a loja online.

O site, aliás, deve ter layout próprio para mobile e disponibilizar informações sobre a empresa, como telefone, localização, páginas em redes sociais ou app de compra, sendo que todas essas informações ficarão dispostas em botões de fácil acesso para o consumidor.

As mesmas indicações foram feitas por Vitor Stossel, do Facebook Brasil, que também chamou a atenção para a importância que as campanhas interativas vêm ganhando no mercado virtual. Stossel indicou que os empresários explorem o uso dos vídeos – de preferência curtos e diretos – na hora da composição de campanhas online. Isso porque os consumidores gastam cinco vezes mais tempo em imagens não estáticas – como vídeo e gifs – do que em anúncios estáticos.

Ao mesmo tempo, o uso do storytelling para criar anúncios é uma forte tendência de 2017 para o comércio virtual. Isso porque esse tipo de campanha prende a atenção do consumidor, que quer anúncios que lhe causem identificação e sensação de imersão, segundo Stossel.

O desafio da composição desse tipo de campanha é o tempo: os anúncios não podem ser longos, mas devem passar a mensagem de forma completa independente do tempo proposto. Essa interação entre as campanhas e os clientes prometem aumentar a conversão das lojas.

No mesmo sentido, o marketing digital busca inovar em 2017 para solucionar problemas como falta de lealdade do cliente e dificuldades de conversão no mercado virtual, de acordo com Ching-Hung Li, do E-commerce Taiwan.
Li indica que os empresários foquem na criação do “ecossistema do cliente” para compreender melhor a sua trajetória de compra. Desse modo, é possível melhorar a interação da loja com o que o cliente busca em sua jornada, aumentando a retenção de público e aumentando a conversão.

Uma das soluções para a criação deste ecossistema, segundo ele, é a criação de campanhas que levem em conta que o seu cliente pode estar em qualquer lugar, acessando a sua campanha em qualquer momento. Por isso é importante criar campanhas com demandas direcionadas de acordo com a localização de seu consumidor, já que esta prática direciona melhor o momento de compra do cliente.

Outra tendência, iniciada em 2016, mas que deve ganhar força em 2017, é a criação de campanhas promocionais direcionadas de acordo com o perfil do consumidor. Li exemplifica essa estratégia através de três perfis: o do cliente que nunca comprou, o que comprou uma vez e o que se cadastrou no site da loja, mas ainda não efetuou compras:

Ao mesmo tempo, as empresas devem manter o histórico de seus consumidores, para que possam estar sempre presentes no momento de compra ideal do cliente. Por exemplo, se um cliente compra peças de roupas de bebês em sua loja hoje, daqui a dois ou três anos a sua empresa deve oferecer indicações de compra para roupas de criança para esse cliente, já que com o passar do tempo a necessidade deste consumidor será outra.

Outra prática importante para manter a competitividade no mercado é oferecer múltiplas formas de pagamento ao consumidor e facilidade de parcelamento quando for possível. Ter processos de entrega e devolução facilitados também podem diminuir a insegurança de compra do público, que passará cada vez mais a compreender que o comércio virtual é tão sério e real quanto a físico.

Todas essas práticas indicadas para 2017 seguem a tendência de consolidação do mercado virtual frente ao cenário brasileiro e buscam que as empresas alcancem o principal objetivo do comércio: fazer os clientes lembrarem se sua empresa quando procuram certo produto.

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