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Tecnologia de ponta aplicada ao e-commerce: IA, Machine Learning e Big Data

por Rodrigo Pantigas Terça-feira, 06 de março de 2018   Tempo de leitura: 6 minutos

Muito se discute sobre o impacto da aplicação de inteligência artificial na sociedade. Aqueles que têm medo de que a raça humana seja aniquilada por robôs super inteligentes acabam perdendo a oportunidade de aproveitar os benefícios que a Inteligência Artificial (IA), Machine Learning e Big Data podem nos oferecer. Seja na vida cotidiana, seja na vida profissional, no e-commerce.

Já há alguns anos, o uso de AI aplicada à tecnologia para e-commerce é realidade. Você pode encontrá-la em soluções para detecção de fraude, precificação dinâmica, antecipação de demanda com base em tendências, recomendação de produtos, motores de busca mais relevantes e até mesmo na curadoria de conteúdo personalizado.

Se você trabalha no varejo online, certamente sabe da importância e da complexidade de organizar conteúdo de produto. Navegar por categorias dos sites e encontrar inúmeras vezes o mesmo produto porque as informações estão duplicadas no catálogo gera um impacto enorme nas conversões. Não só a duplicação como a (falta de) qualidade do conteúdo podem levar o consumidor a desistir de uma compra ou até mesmo se sentir enganado e ter uma péssima experiência com sua loja ou a marca escolhida.

Números recentes da Shortfarm mostram que 76% dos consumidores afirmam ter encontrado informações de produto inconsistentes durante suas compras online. Ao mesmo tempo, 78% dos consumidores pesquisados dizem não confiar no conteúdo que encontram no e-commerce.

Nesse cenário, AI e Machine Learning podem ajudar muito na organização das informações de produto. Usando uma grande base de dados, é possível treinar o algoritmo de detecção de anomalias para identificar produtos duplicados ou informações incoerentes como, por exemplo, uma toalha de banho que pesa 90Kg ou um sofá de vidro (os dois casos são reais).

Imagine categorizar produtos ou mesmo preencher e corrigir suas fichas apenas com upload de algumas fotos. Isso se torna possível quando os computadores aprendem a “enxergar”, usando Deep Learning e Visão Computacional.

Uma vez que os algoritmos tenham aprendido a “ler” e efetivamente entender, eles podem até mesmo gerar novas informações. Usando NLG – Natural Language Generation (Geração de Linguagem Natural), um software de Inteligência Artificial poderia gerar a descrição do produto baseado em suas características e ainda com as melhores práticas de SEO. Bom, não é?

Considere todo o conteúdo autêntico gerado pelos consumidores. Esse conteúdo é aquele que vai além dos dados de produtos, gerados pelo site dos e-commerces (buscas, navegação e conversões).

Ele é espontâneo, pode melhorar a experiência de navegação e aumentar as conversões. Fotos de Instagram que destacam roupas e acessórios de moda, posts e comentários em redes sociais sobre a qualidade de seus smartphones, vídeos de unboxing e avaliação da última geração de consoles de games retrô… Tudo isso é conteúdo com alto potencial de engajamento e, se bem usado, de conversão e vendas.

Não esqueça também de todas as reclamações registradas na web, os “textões” de Facebook e gente xingando muito no Twitter. Com uso de machine learning, todo esse conteúdo pode ser analisado e categorizado para o melhor uso possível.

Agora, além de “ler”, “enxergar” e “gerar conteúdo”, os robôs, ops… algoritmos também podem interpretar o sentimento nos textos e imagens.

Podem-se extrair insights relevantes sobre a qualidade dos produtos, sentimento e comportamento dos consumidores e aplicar este conhecimento em campanhas de comunicação personalizadas, direcionadas para o indivíduo e com altas taxas de conversão.

Tudo isso parece rocket science, ciência de foguetes, mas as tecnologias estão sendo rapidamente democratizadas e adaptadas em ferramentas de uso simples. Para todas essas soluções, a matéria-prima são grandes volumes de dados (Big Data) e conhecimento para “ensinar” as regras do jogo.

Desde que Deep Learning emergiu nas pesquisa de Redes Neurais, ainda nos anos 1940, ela tem evoluído como tecnologia e permitido que muitas empresas e negócios evoluam com ela. Em 2018, talvez deveremos ver essas tecnologias se popularizarem e continuarem a evoluir por muito tempo. Não perca a oportunidade de aplicá-las para tornar suas operações mais inteligentes.

Se quiser se aprofundar no assunto, confira a apresentação que eu fiz sobre esse mesmo assunto na Conferência E-Commerce Brasil Minas Gerais.

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