Acesso rápido

Supermercados online: a próxima disrupção do comércio eletrônico

por Patrícia Quintiliano Quarta-feira, 05 de junho de 2019   Tempo de leitura: 7 minutos

Os supermercados online são a próxima grande promessa de disrupção no comércio eletrônico. Isso acontecerá menos pelas novidades do setor e mais pelo enorme faturamento e espaço ocupado na vida das pessoas e da economia.

A evolução será lenta. As respostas são dos respondentes de uma pesquisa sobre o Futuro do Supermercado Online. O levantamento foi realizado em janeiro deste ano com profissionais do varejo supermercadista online e offline.

As regras continuarão a serem ditadas pelas exigências dos consumidores. Eles se preocupam com a rapidez das entregas, personalização, praticidade, confiabilidade nos serviços e na origem dos produtos.

Entregas com drones não estão no radar das soluções para o encurtamento do tempo. Tampouco está o pagamento com moedas virtuais, como os Bitcoins. Já o uso da inteligência artificial na personalização do atendimento, indicação de produtos e evolução dos algoritmos de reposição de itens industrializados farão parte do cotidiano.

Inteligência artificial e os hábitos de consumo

A evolução da conectividade dos aparelhos domésticos, também chamada de internet das coisas (IoT), e a democratização dos assistentes virtuais como Siri e Alexa, auxiliarão os consumidores no abastecimento de seus lares, aliando praticidade e urgência.

Frente aos avanços na inteligência de abastecimento individual, fica a dúvida: qual o impacto nos estoques e negociações de volume tradicionalmente realizados entre indústria e varejo?

As categorias com maior tendência à migração para o comércio eletrônico são: limpeza e cuidados com as roupas e com a casa, higiene pessoal, bebidas e produtos para animais de estimação.

Especialmente os produtos perecíveis deverão ser atendidos por sites especializados. Podem ser divididos em categorias como carnes resfriadas ou congeladas, pratos prontos congelados e frutas, verduras e legumes. Tudo muito segmentado, cada uma dessas categorias.

Como serão as entregas dos supermercados online?

A exigência pela rapidez aumentará ainda mais. Dessa forma, há mais pressão na cadeia logística, pois as entregas devem ser feiras em  algumas horas depois do pedido.

Além disso, algumas lojas poderão oferecer retirada em postos estrategicamente posicionados, modalidade também chamada de “click and collect”. Este pode ser um ponto a favor dos varejistas já consolidados frente aos aplicativos independentes, ainda pouco expressivos no mercado.

Na esteira da praticidade, aglutinadores eletrônicos de pedido farão o rastreio dos menores preços, prazos e fretes e informarão aos consumidores as melhores opções.

As compras de supermercado online por dispositivos móveis crescerão e se consolidarão. Isso pois é como se o formato de proximidade das lojas físicas evoluísse tanto a ponto de estar, literalmente, na mão dos consumidores.

E como ficam as lojas físicas?

Nem por isso as lojas físicas deixarão de existir. Essa é a única grande certeza dos especialistas respondentes da pesquisa: ambos os canais, físico e online, coexistirão.

Caberá aos pontos-de-venda físicos uma adaptação para serem não só um local de estocagem, mas também de entretenimento. Neles, as experiências sensoriais e a apresentação de novidades serão as estrelas da loja.

Ou seja, haverá, no ambiente físico, um fortalecimento daquilo que o online ainda não consegue entregar: experiência sensorial.

Atualmente, apenas 19 das 144 maiores redes supermercadistas possuem uma operação online, afirma a Zebra Technologies. Ademais, os poucos aplicativos independentes não tem mais do que cinco anos de existência.

Estimativas indicam que o faturamento online gire em torno de R$ 1 bilhão. Ainda assim, este é um mercado promissor. O varejo supermercadista em sua totalidade faturou R$ 355,7 bilhões com 89 mil supermercados e representou 5,2% do PIB nacional em 2018.

As projeções globais realizadas pela Statista indicam que, até 2025, 20% do consumo de produtos de supermercado serão feitos por comércio eletrônico. E a Amazon deverá continuar à frente desse ranking.

Você recomendaria esse artigo para um amigo?

Nunca

 

Com certeza

 

Deixe seu comentário

0 comentário

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentando como Anônimo

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  Assine nossa Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades, eventos, cursos, conteúdos exclusivos e muito mais.

Obrigado!

Você está inscrito em nossa Newsletter. Enviaremos, periodicamente, novidades e conteúdos relevantes para o seu negócio.

Não se preocupe, também detestamos spam.