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O marketplace provocará a profissionalização do e-commerce?

por Felipe Marti Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

O marketplace ficou latente no vocabulário dos profissionais de e-commerce no mercado brasileiro há cerca de 6 anos. Em 2012, o sucesso da Amazon nos EUA era emergente e sites com modelo de negócio similares estavam em franca evolução do ponto de vista de audiência e tráfego — caso do Mercado Livre.

Este último citado estava em rebranding no momento e antecipando estratégias, as quais lhe permitiu ser o gigante dentro do modelo online atualmente no Brasil.

O modelo White Label parecia atender à necessidade de momento e as lojas lançavam a entrada de novas categorias como novidades de aumento de portfólio aos seus clientes. No entanto, o cliente era direcionado ao e-commerce parceiro, por muitas vezes, inclusive, saindo do ambiente da loja de origem e fechando o pedido no site terceiro.

Parecia dentro do “jeitinho” brasileiro que a solução estava definida a médio prazo! Fazia todo sentido plugar um site especialista do segmento operando a gestão de categorias onde não era o core business de sua operação, se aproveitando do branding de terceiros para venda de produtos — que antes seu site não era destino —, bem como ganhar um incremento de receita por comissão destas vendas realizadas sem custo logístico e de estoque próprio.

Mas a longo prazo os e-commerces não se profissionalizaram: não fizeram a “lição de casa” a ponto de proporcionar o estoque de produtos do parceiro para fechamento de compra em seu próprio ambiente de site! Pasmem, mas em pleno 2018 temos e-commerces relevantes no modelo de 6 anos atrás!

Neste meio tempo vimos lojas virtuais com DNA de “inovação” acelerando este processo de venda, rentabilizando o seu modelo de negócio online e enxergando no marketplace uma saída para a redução de custos próprios, a fim de beneficiar inclusive seus canais de vendas multicanais no ambiente on e offline. Mas podemos falar que são exceções.

Com a crise dos últimos 2 anos, muitas operações foram verdadeiramente “empurradas” a se adaptar a este modelo. O marketplace no Brasil nasce por necessidade e não por inovação na maioria dos mercados e segmentos.

Por outro lado, temos e-commerces especialistas que se oferecem para operar venda de categorias em lojas deficitárias em portfólio. Dependendo do segmento, estas lojas ainda são reféns de marcas conceituadas de mercado, amarrando assim a melhor gestão de margem e condição a rodar sem sites parceiros.

O aumento da produção das marcas próprias derruba este conceito, mas ainda vem a passos curtos versus a velocidade necessária! A indústria de linha branca tem isso “na veia”, porém apresenta margens apertadas. Já outros segmentos, como fashion/moda, por exemplo, possuem margem altas, mas pouca expertise na gestão da marca própria.

De todas as ondas que tivemos no mercado nos últimos tempos, ditas em palcos e fóruns de e-commerces — seja venda multicanal, omnichannel, mobile ou por QR Code —, o marketplace é necessário, pois atende às necessidades do consumidor, bem como dos players para gestão ideal de operação.

No entanto ele deve ser um modelo híbrido, onde sua marca ecoe como um site de referência e destino para determinados produtos ou categorias. Ou seja, vendendo a experiência de compra com a terceirização do serviço através de operação de lojas conceituadas e parcerias.

E lembre-se: um pós-vendas bem feito, soando com um suporte completo ao cliente, é realizado através de soluções sistêmicas e intuitivas na sua plataforma e ambiente de site. Caso contrário, você voltará no tempo e ficará refém de um modelo a operar sempre no sacrifício de gestão!

Que Nossa Senhora do marketplace e São Judas da Profissionalização abençoe a todos!

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