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Saiba o que é chargeback e como evitar o prejuízo

por Gustavo Chapchap Quinta-feira, 10 de janeiro de 2019   Tempo de leitura: 7 minutos

Entre as dificuldades enfrentadas pelo setor de e-commerce, o chargeback figura entre as principais. É possível evitar? As chances de zerar a prática são bem remotas. Porém, existem medidas que podem ser adotadas para minimizar os problemas.

Esse é o assunto que será tratado neste artigo. Vamos esclarecer suas dúvidas e fornecer dicas sobre as iniciativas que podem ser adotadas. Acompanhe!

Entenda o que é chargeback

Para esclarecer, vamos começar com a definição sobre o significado do termo na área de e-commerce. Chagerback é o cancelamento do pagamento da compra feita via cartões de crédito ou débito.

Como se pode imaginar, trata-se de um problema sério. Afinal, o principal objetivo de qualquer lojista é fechar vendas e boa parte delas depende desses meios de pagamento! E o que fazer quando, após a compra, o pagamento é cancelado pois a negociação foi considerada “inválida”?

Geralmente, a pendência é ocasionada por duas situações:

  • Não reconhecimento da compra por parte do consumidor;
  • A transação foi considerada irregular pela administradora.

Vamos analisar nos próximos tópicos o que pode ser feito em cada situação, mas registre essa informação: é importante ter uma estratégia para lidar com isso, uma vez que os números são mais altos do que se imagina e o chargeback pode prejudicar bastante a saúde financeira do e-commerce.

A responsabilidade do chargeback

De quem é a responsabilidade do chargeback é uma dúvida recorrente na área de e-commerce. Isso acontece porque nem sempre se presta atenção a todos os detalhes dos contratos das administradoras de cartões de crédito.

O fato é que nenhuma delas garante a venda realizada via internet. Ou seja, no caso de fraude ou má fé, o risco é da loja.

A condição do negócio pode se complicar quando o volume de chargeback é muito alto. A explicação: as administradoras retêm o valor dos pedidos legítimos para compensar os cancelamentos, o que pode complicar o fluxo de caixa da operação.

Chargeback: como funciona

Como você deve ter deduzido, no dia a dia das relações comerciais o chargeback é um instrumento que garante um ambiente mais seguro para as administradoras de cartão. É uma forma de evitar que o cliente seja lesado pelo uso indevido dos seus dados ou em função do não cumprimento das regras previstas no contrato.

A solicitação do cancelamento deve ser feita pelo próprio consumidor, ao detectar uma movimentação suspeita. A operadora vai analisar a situação e, confirmado o problema, executar o estorno do valor.

Além de fraude, que ocorre quando houve um uso não autorizado do cartão, também são comuns outras situações, como erros de processamento por parte do banco e aqueles gerados por falhas do e-commerce.

Nesse último caso, aparecem com frequência cobranças indevidas (foi lançado na fatura um valor maior do que o combinado) e problemas na entrega da mercadoria.

Detalhe importante: no chargeback o cliente precisa indicar uma razão legítima para solicitar o cancelamento.

É uma demanda diferente da prevista no chamado direito de arrependimento, que consta do Código de Defesa do Consumidor. Nesse caso, específico para as compras via internet, a pessoa pode simplesmente desistir do negócio, sem explicações.

Quais ações o e-commerce precisa adotar

Agora que já esclarecemos como o chargeback funciona e os problemas que pode acarretar para a operação, vamos analisar as medidas que podem ser adotadas para minimizar os prejuízos.

Para começar, vale enfatizar a necessidade de cuidar da comunicação da loja. Seja objetivo ao informar as características dos seus produtos e serviços, bem como os critérios adotados para pagamento e entrega.

Nos casos de “desacordo” comercial, são recorrentes as reclamações relacionadas à falta de informação. Então, quanto mais cuidado o e-commerce tiver, melhor. Isso também pode ajudar a minimizar os problemas com pessoas que agem de má fé.

Especificamente para inibir eventuais fraudes, algumas iniciativas funcionam bem. Vamos analisá-las!

Contratação de serviços de terceiros

Dependendo do porte do e-commerce, nem se deve discutir a necessidade de contar com o serviço de terceiros para fazer a gestão de risco da venda.

No dia a dia, é complicado fazer esse tipo de monitoramento internamente. Lembre-se de que nem sempre temos como contar, por exemplo, com as ferramentas tecnológicas adequadas para esse tipo de trabalho.

Operações especializadas em sistemas antifraude, contudo, investem constantemente na atualização das soluções empregadas para evitar problemas.

Emprego de intermediários e gateway de pagamento

Além dos sistemas de prevenção de fraudes, outra medida importante é atuar com intermediários ou com gateway de pagamento.

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