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A revolução das App Stores nos SaaS e qual o próximo passo?

por Thiago Lima Terça-feira, 13 de março de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

Antigamente tínhamos softwares que faziam tudo nas empresas. Há 10 anos, quem não se lembra dos famosos ERP’s cheios de módulos? Nessa época, os softwares tinham uma quantidade incrível de funcionalidades e, por isso, eram extremamente complexos para implementá-los. Com o “booom” da transformação digital e de conceitos como Cloud Computing, SaaS, API’s, etc., muita coisa mudou…

Então surgiu uma nova era, com diversos softwares na nuvem focados em resolver problemas específicos. A disputa dos provedores de software não era mais pela quantidade de funcionalidades, e sim por quem resolvia o problema da melhor forma. Alguns exemplos desse movimento: softwares de logística, emissão de notas, gestão de contratos, automação de marketing, avaliações, chats, entre muitos outros.

Com todo esse cenário, o ecossistema de software acabou crescendo muito e, seguindo essa nova onda na busca de uma maior eficiência, as empresas contratantes também tiveram que se adaptar, contratando cinco ou mais softwares, ao invés de apenas um.

Naturalmente um novo problema apareceu: como comunicar ou integrar todo esse ecossistema de ferramentas específicas?”

Isso começou a incomodar as empresas contratantes, que começaram a desenvolver soluções “dentro de casa” com as API’s disponíveis, ou a executar processos repetitivos e manuais de colocar as mesmas informações em diferentes interfaces.

Como resposta dessa problemática, algumas plataformas se posicionaram, fomentando seu próprio ecossistema por meio do modelo de “App Store”, que é praticamente um marketplace de aplicativos. Alguns exemplos recentes no Brasil: VTEX Store, RD Station App Store, Tray Store, Omie Store…

A ideia era simples: criar um modelo em que seja possível qualquer um desenvolver plugins, extensões e até mesmo parceiros e fornecedores, algo muito parecido com o modelo “Open Source” de extensibilidade.

O grande desafio, então, era criar uma comunidade de desenvolvedores e empresas engajadas para crescimento desse ecossistema particular.

Na minha visão, entendo que isso não resolve o problema como um todo, pois não é uma integração 100% fluída. Mas já é uma resposta significante dos provedores de software na nuvem.

Gosto muito do case do WeChat, que para quem não conhece é uma espécie de WhatsApp da China, porém com uma grande sacada: ele tem uma fluidez incrível na integração e comunicação com apps terceiros e, com isso, oferece uma série de serviços agregados aos usuários. Com ele é possível até pedir comida, táxis, comprar ingressos e muito mais.

Vejo que a tendência é cada vez mais uma interface única e facilitadora na comunicação de todo o ecossistema, para uma melhor experiência do cliente final.

Por isso, minha aposta é que o próximo nível de maturidade de comunicação do ecossistema de software seja algo como uma “integration store” — uma loja de integrações disponibilizada pelos provedores de software diretamente aos clientes finais. Algo que crie uma experiência única e fluida aos usuários através de inteligência nas integrações, e não apenas de plugins e extensões.

Acredito que daqui alguns anos a sua empresa estará contratando softwares como CRM’s, ERP’s, gestão de projetos, suporte, etc… Porém, com uma única diferença: os usuários conseguirão executar suas principais ações com uma única interface fluida e inteligente na agregação de todos os serviços.

E você, também acredita nesse modelo?

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