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Retail Big Show: a experiência do consumidor e melhorias no ambiente online

por Ana Paula Andrade Segunda-feira, 08 de janeiro de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

Dezembro é sempre um mês de expectativas para quem atua com varejo. Isso porque, grande parte dos executivos brasileiros se prepara para integrar a segunda maior delegação estrangeira (em termos de tamanho) que visita anualmente o Retail Big Show, promovido pela NRF (National Retail Federation) na segunda quinzena de janeiro.

O encontro anual mais importante da indústria do varejo mundial já é centenário, está na 107ª edição, e reúne no Jacob K Javitz Convention Center milhares de líderes, entusiastas e empreendedores do setor para discutir tendências, construir networking e para aprender mais sobre como as marcas de varejo, de todos os tamanhos, estão transformando a era digital e também como estão se transformando diante dela.

E, apesar de todas as barreiras que temos no Brasil para adoção de novos modelos e para a tropicalização da inovação, o fato de estarmos atrás apenas do Canadá, nacionalidade da maioria dos presentes estrangeiros no evento, nos mostra que nós temos pessoas engajadas em fazer o cenário mudar e em buscar o que há de mais inspirador na área. Estamos diante de gente disposta a enxergar novas formas de fazer as coisas em meio a um negócio tradicionalmente tão importante, que move a economia mundial.

Além disso, engana-se quem pensa que a conferência está relacionada apenas ao varejo físico e seus desafios e implicações. Estudando a agenda do evento, meu palpite para este ano é que o “varejo disruptivo” seja a bola da vez! Vimos ao longo de 2017 um cenário de fortes emoções e rápidas transformações.

Claros exemplos disso foi a compra da Whole Foods, uma cadeia de vendas de supermercado, pela gigante Amazon e também da marca de vestuário Bonobos pelo Walmart. Isso reflete para nós o grande momento “tubo de ensaio” que estamos vivendo com os grandes players desse jogo buscando novos formatos e parcerias para estarem preparadas para os próximos tempos.

Uma das primeiras apresentações do palco principal vem com um case que pretende nos despertar exatamente esse sentimento: o “showman” da Levis, o CEO James Curleigh trará sua fala sobre “Aprenda com a Levi´s: como a startup de 150 anos continua a transformar a sua marca icônica”.

A empresa que hoje está presente em aproximadamente 70% dos guarda roupas americanos, dá exemplos de inovação e motivação para se manter nesta posição. Como alinhar a estratégia de inovação com a execução?

Ainda no primeiro dia, o evento traz a palestra de Soeren Stamer, CEO e Co-Fundador da Core Media AG, “O caso insano de um negócio: por que CFOs de marcas adoram unir sites de venda e de marca”, que trará cases inspiradores para duplicar a receita on-line e mostrar como as principais empresas globais superam a lacuna entre lojas online e seus sites usando conteúdo para mudar o e-commerce.

Contaremos com discussões de grandes e novas marcas sobre como aplicar melhorias na experiência do ambiente online. Kevin Bradshaw, gerente de vendas e desenvolvimento de negócio da Americas Denso trará o painel Denso Drive: “Revolucione a produtividade e as tecnologias disruptivas com um orçamento pequeno”, que explora a conectividade, comunicação para gerar dados e análises, gerenciamento de garantias, tempo de atividade e manutenção, além de uma visão geral da proteção da marca e formas de oferecer um futuro mundo digital com protocolos de segurança (blockchain), aplicação de QR Codes e autenticação anti-fraude.

A FIS Global, fornecedora líder de soluções para pagamentos e fidelidade, oferece através de Dean Peacock, uma discussão sobre táticas omnichannel e como os pagamentos direcionam a conexão entre canais e seus clientes.

Para embasar ainda mais o meu palpite sobre a disrupção ser o tema do ano, o evento fecha com a presença da Tommy Hilfiger, uma das principais marcas fashion mundiais, presente em mais de 100 países, em todo o mundo. Por mais de 30 anos a empresa lidera indústrias com colaborações inovadoras, desfiles de moda imersivos e inovação de ponta.

Em uma conversa com Michelle Peluso, da IBM, que é a moderadora do debate, o fundador e designer principal da Tommy compartilha como a interrupção, a tecnologia e a inovação mantiveram a sua marca como vanguarda nesta indústria.

Para fechar minhas sugestões, apesar de todas essas discussões e experiências serem por si só, ótimas, para quem estiver no evento este ano, algo tão enriquecedor como participar das conferências e visitar a feira é sair do pavilhão e respirar o clima de inovação que são as lojas da cidade.

A NRF divulga, logo no início do evento, uma lista de endereços que merecem visitas e que são destaque justamente por implementar aquilo que pode ser só teoria na conversa do palco principal. É realmente impressionante conferir a velocidade que o varejo americano tem no que diz respeito à execução e interminável correção de novas realidades.

Ainda não sabemos quais serão as marcas da vez, mas vale lembrar de algumas da última edição passada, como Adidas, Nike, Eataly, Story, Samsung entre outras. Agasalhem-se bem, com roupas e calçados bem confortáveis e “ótimas experiências”!

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