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Por que trabalhar com produtos importados pode ser uma vantagem para o seu e-commerce?

por Rodolfo Martins Quinta-feira, 28 de junho de 2018   Tempo de leitura: 28 minutos

Produtos importados, o que são?

Antes de começar o artigo, é importante que o leitor que se debruça a presente leitura, tenha clareza do que seriam tais produtos importados.

Há produtos de importação e exportação. São tipos de negócios cruciais tanto para uma grande empresa quanto para uma micro.

Produtos de importação são um procedimento comercial. Ele visa transportar algum objeto de um país para algum outro que vai recebê-lo. No mundo globalizado, é muito comum haver produtos que não estão disponíveis um país, e este acaba o importando de outro.

O Brasil, por exemplo, importou muito, em 2016, medicamentos – tanto para humanos, como para animais – (U$ 552.000.000,00). Em seguida, como de praxe, o petróleo, como o segundo produto mais importado (U$ 376.000.000,00).

Também há o mecanismo inverso. Quando o país exporta, ou seja, quando o país manda produtos a outro. O Brasil, também em 2016, teve um produto de destaque: a soja, exportando U$ 2.971.369.086,00.

A presença dos produtos importados no Brasil

Mas, por que estou cedendo esses dados, tendo em vista que não iremos importar petróleo, tampouco exportar soja?

O motivo é para que fique bem ilustrado que há um montante de dinheiro considerável nesse trâmite comercial, entre países. E também, que é possível fazer negócio, até mesmo para um pequeno empresário.

Houve, claro, uma queda de produtos importados entre 2013 até 2016, de 18,2% para 16,4%. Tais números poderiam preocupar as pessoas que pensam em vender produtos importados em terras brasileiras.

Mas, apesar de todo contexto político e econômico, carregado de instabilidades, já em 2017, os produtos importados subiram em 17%. E 2018 tem boas expectativas para retomar a meta de 2013.

Com esse aumento em 2017, pesquisas mostram que, a cada 100 produtos no mercado brasileiro, 17 eram do exterior. Todo esse aumento foi graças à valorização do real.  

Logo, se você pensou em investir em vendas de produtos importados, estamos numa excelente época. E mais, para otimizar seus ganhos, é interessante que haja investimento em venda por vias digitais, ou seja, o e-commerce.

Venda de produtos importados em lojas virtuais

E porque abrir um e-commerce, e não um negócio físico?

Simples. As portas dos negócios físicos estão fechando. Há gastos com energia do local, aluguel e funcionários para guiar os clientes.

O que é importante ter noção aqui é o quão arriscado fica abrir um negócio físico, ainda mais se for pra vender produtos importados.

Conforme o tempo passa, o ser humano cria mecanismos para aumentar seu próprio conforto. Com o advento da internet, os consumidores perceberam que era mais confortável comprar produtos através dela.

Não é à toa que, hoje em dia, há inúmeros aplicativos que têm o intuito de facilitar a vida das pessoas. Isso porque elas vão gastar menos e demandar menos energia para executar qualquer tarefa.

O exemplo disso é o Uber, aplicativo que procura ceder uma corrida a preços mais acessíveis, possibilitando que a pessoa chegue mais rápido a algum lugar. Ou, o iFood, aplicativo que faz um compilado de restaurantes da sua cidade, todos delivery.

Pois bem, as pessoas não estão saindo nem para comer em um restaurante, o que nos mostra que o convívio humano está se restringindo a um círculo menor de pessoas.

E este impacto andou fechando portas de grandes marcas. Por exemplo, 269 lojas da Walmart nos EUA e à fora; da Ralph Lauren, ao menos 50, nos EUA também.

Como os EUA antecipam tudo, – e o impacto no Brasil ainda não é tão acentuado – pode se se esperar um grande movimento de portas a serem lacradas pelo Brasil.

E não é só a crise que impede as pessoas de comprar, sejam produtos nacionais ou produtos importados. Em 2016, houve uma queda de 4,18% em shoppings e lojas físicas. Em contrapartida, só no primeiro semestre, as compras online aumentaram 5,2%.

E por esses e outros motivos, considero importante se ater à criação de negócios online, como o e-commerce, por exemplo.

Como criar e-commerce para revender produtos importados

Para ir contra a instabilidade das vendas, sobretudo de importados, em uma loja física, é importante mostrar a você que criar um e-commerce não é tão complicado quanto parece.

Um e-commerce (ou electronic commerce) é um site onde as pessoas vendem seus produtos. Ou seja, uma loja online.

É preciso, antes de tudo, criar um domínio para a loja. Só assim será possível fazer o link para se ter acesso ao site. É simples, basta ir ao site do registro.br e comprar o domínio.  

Se você não conhece nada sobre programação, e não quer gastar com isso, há plataformas que possibilitam criar um e-commerce em poucos cliquesBasta procurar o que é mais cabível à circunstância, no caso, para vender produtos importados.

Dá para perceber que algumas destas plataformas cobram mensalidade e outras não. Como é de praxe da lógica capitalista, quando se paga, o lojista consegue customizar de acordo com seu gosto, criando layouts mais dinâmicos e didáticos, além de funcionalidades ‘premium’.

Não se esqueça das formas de pagamento. Seja em depósito, boleto, cartão (crédito ou débito) – e as várias bandeiras. De forma a facilitar ao consumidor obter aquele produto.

Criei a plataforma para vender. E agora, o que vender?

Muitas pessoas tem dúvidas sobre o que vender na internet através de um e-commerceCom o aumento de confiança depositada em compras online, o seu site customizado, como trabalhou para sê-lo no tópico anterior, não tem como seu negócio ruir.

Sobretudo se você investir em artigos de moda, como roupas e acessórios. Isso pois roupas, especialmente femininas, são os artigos importados mais comprados (13,6%).

É nicho que dá tão certo. Você pode vender pelo Facebook ou com loja dentro do Instagram, inclusive.

Porém é necessário ter um bom planejamento de gerenciamento de informação para que os produtos sejam divulgados. Sempre alimentar às páginas das redes das sociais com os produtos disponíveis e interagir com os clientes em potencial.

Fazer promoções nas redes sociais também é uma solução interesse de chamar a atenção do público. Afinal, quem resiste a uma promoção?

Além de tudo você pode fazer um perfil das pessoas que costumam buscar o seu produto e adicioná-las em massa para que atinja o número de clientes em potencial com mais facilidade.

Mantenha um atendimento exclusivo e de qualidade, sempre informando sobre o prazo de entrega dos produtos da loja virtual.

Fazer um preço competitivo no mercado é um grande diferencial, uma vez que os produtos importados são diferentes e não costumam ser vendidos no Brasil. Quando são, os empreendedores os vendem por um valor alto demais, o que não os torna tão atrativo.

“Ah, mas eu não tenho dinheiro para alugar um galpão, ou um espaço, mesmo que pequeno, para guardar o estoque desses produtos importados”. O próximo tópico soluciona este problema com a opção de estoque terceirizado.

Estoque terceirizado para produtos importados

Além de você precisar de um lugar de estoque – e com isso, surgir preocupações como aluguel, pagamento de funcionários para cuidar do estoque, segurança, etc -, ainda é preciso que se tenha uma noção do fluxo de saída de algum produto.

Você pode comprar e deixar em estoque 100 calças jeans, por exemplo. Mas, não se sabe ao certo se haverá uma saída boa, sobretudo se você está começando o negócio agora. É possível que você invista uma grande quantidade de dinheiro em um número x de produtos, que, por ventura, não sejam vendidos.

É nesse momento que o estoque terceirizado entra em ação, e é compensatório, principalmente para revender produtos importados.

Quando você contrata um estoque terceirizado, ocorre um vínculo entre o seu negócio e aquele fornecedor. Vindo a comprar o produto apenas quando for revendê-lo.

Assim, além de economizar dinheiro com um espaço físico de estoque, não precisa comprar os produtos antecipadamente para, em seguida, revendê-los.

Muito menos precisa recorrer a empréstimos com juros abusivos!

Quando você quiser ter em mãos o produto importado, estará lá, a pronta entrega para você revendê-lo para seu cliente.

Se o estoque não é meu, e sim de um fornecedor – logo, terceirizado –, como ocorrem as negociações? Há naturezas diferentes desse tipo de estoque. Como o cross docking e dropshipping.

O que é um estoque cross docking?

A tradução ao pé da letra de cross docking é “cruzando as docas”. Este nome surgiu quando os navios descarregavam produtos em caminhões, sendo que cada caminhão já tinha um destino distinto um do outro.

O cross docking, claro, não é apenas utilizado por navios. Este termo se popularizou e é usado da seguinte forma, como no exemplo:

Ana entra no seu site de roupas – o que você elaborou no passo-a-passo dos itens anteriores.

Sua loja, por exemplo, se chama “Colcha de Retalho”, indicando que vende todos os tipos de retalhos, de roupas femininas, à cama, mesa e banho. Mas todos são tecidos chilenos.

O site, então, poderia ficar como www.colchaderetalho.com.br.

Ao ver a diversidade, Ana deseja comprar um conjunto de toalhas vermelhas, uma calça tamanho 44 de um jeans mais escuro. E, próprio de regiões frias do Chile, o jeans possui um reforço, sendo, então, mais quente que os jeans produzidos no Brasil.

Ana faz o pedido dos produtos importados, ou seja, da calça e do jogo de toalhas. Vamos supor que eu sou o dono da empresa Colcha de Retalho e anoto aquele pedido, que irei reconduzir ao armazém ou estoque com quem faço associação.

Pedido anotado e devidamente feito ao estoque. O estoque entrega para mim e eu o envio à Ana – já com embalagem e etiqueta da loja.

Ao ter esse tipo de associação, posso garantir uma entrega mais rápida, já que tenho vários armazéns disponíveis para fazer a entrega do produto.

E dropshipping, o que é?

A palavra em inglês significa “largar uma remessa”, ou “despachar uma compra”. É ainda mais cômodo para o dono da Colcha de Retalho.

Ana faria o pedido no site normalmente. A diferença se encontra no fato de que, ao invés de o produto passar pelo armazém para depois seguir ao cliente, o produto é enviado do fornecedor diretamente para o cliente, não precisando passar pelas mãos do dono na empresa.

Seria assim: Ana faz o pedido de seus produtos pela internet. O dono de Colcha de Retalho informa ao fornecedor e o próprio fornecedor faz o envio do produto importado para Ana.

Essa é outra opção de o empresário não precisar gastar quantia exorbitante em algo que pode ser que não dê certo.

O produto já existe no estoque. Se você vender, ótimo! Se não vender, tudo bem, também, pois não irá perder algum investimento feito de forma incerta.

Além disso, o lojista pode testar vários produtos diferentes, já que não precisa comprar no atacado.

Afinal, dropshipping vale a pena? Quanto custa para manter um estoque?

Sabemos que trabalhar com produtos para revender direto da fábrica tem suas vantagens, como o custos reduzidos, mas será que vale a pena para você? Antes disso, vamos entender mais sobre custos de estoque.

Para determinar de forma certa o custo de estoque, é preciso levar em conta uma série de contingentes.

Há o custo de mercadoria vendido (CMV), mas há mais cálculos a serem considerados. Não tem somente o custeio das vendas das mercadorias que este armazém guarda.

Há uma variável considerável de estoque, e, por esse motivo, elencar os estoques de maneira uniforme é errado. Mas há alguns parâmetros comuns e isso serve para o nosso caso de produtos importados também.

No caso de Ana, ao comprar um jogo de toalhas e a calça, faltarão, automaticamente, esses produtos. Não é apenas a Ana que veste 44. Outra cliente pode gostar do mesmo modelo.

Para que o estoque não seja prejudicado, é preciso, então, repor os produtos vendidos. Para isso há o custo de pedido. Tendo como foco a reposição dos produtos que podem fazer falta.

Claro que apenas a calça da Ana não irá prejudicar o estoque, mas há a possibilidade de, no dia seguinte, serem vendidas 20 calças e o estoque zerar. E, ainda no próximo dia mais destes produtos sejam vendidos.

Por isso, é importante investir e gastar com o custo de pedido, pois, mais para frente, você não será afetado com o custo de falta. O custo de falta faz com que o armazém perca associações e clientelas em geral.

Se os produtos não estiverem disponíveis na loja, os clientes podem se aborrecer, e, com o tempo, desfazer a associação.

Custos de manutenção

Além destes custos que englobam casos de rotatividade – ou seja, preocupação em nunca deixar o produto faltar – há o custo mais fixo, isto é, o preço que se paga para manter e mercadoria intacta, dentro do armazém, enquanto ela não é vendida.

Que seriam custos de armazenagem, com gastos como IPTU, aluguel, contas de luz e água. Também funcionários.

O custo de capital também é importante, já que envolve a possibilidade de roubo e produtos que estão por vencer. Bem como aqueles custos de risco, que seriam os produtos que perdem seu respectivo valor, sejam porque o produto já venceu, ou porque foi extraviado.

Entendi. Agora como eu faço para revender produtos importados sem estoque?

Parece estranho esse subtítulo? Sim, parece. Mas não é nada que já não falamos acima. Principalmente se falamos no método dropshipping. Onde o próprio fornecedor irá enviar a mercadoria, poupando o lojista das preocupações relacionadas ao estoque e a postagem para entrega.

As únicas preocupações do dono de Colcha de Retalhos, por exemplo, serão em conseguir fornecedores confiáveis e trabalhar em detalhes como layout do site, investir em propagandas para vender bem seus produtos.

Esse mecanismo é o inverso da importação direta, já que esta exigiria do empresário um armazém ou um local próprio para guardar seus produtos importados. E, como vimos, manter os produtos de forma que eles permaneçam intactos gera um alto custo. A proposta deste artigo é que possamos obter produtos importados de uma forma legal e barata.

Escolha de fornecedores

Este tópico dialoga bem o que falamos sobre estoque terceirizado. Da maneira como esquematizamos, é possível tornar real esse sonho de ter seu próprio negócio. Mas, até agora falamos de propaganda, do site que será preciso montar para expor seus produtos – tal qual numa vitrine – e de alternativas de estocar mesmo não tendo estoque.

Mas… De onde tiramos todos esses produtos, que, aqui, no caso do exemplo, seria de utensílios de roupas femininas, bem como cama, mesa e banho?

De fornecedores que tenham esse produto e, por se tratar de um produto importado, nada mais óbvio do que ser um fornecedor do exterior.

Seja comprando seus produtos importados por dropshipping ou negociação à prazo, é preciso se comprometer com fornecedores dropshipping minimamente reconhecidos, que serão justos na forma de pagamento, no preço, e no prazo de entrega.

Os produtos importados precisam ser: verossímeis com o prometido, bem como de qualidade. Cumprir com os prazos. Ser organizado.

E os fornecedores que cumprem com a maioria dessas exigências são, por exemplo, o Aliexpress e o eBay.

Plataformas de lojas virtuais sem estoque

Como já elaboramos uma suposta loja e até demos o nome – Colcha de Retalho –, é possível perceber que já foi feito o enfoque num tipo de produto. Temos, então, um nicho a ser explorado: de roupas femininas, e cama, mesa e banho.

Ter um nicho de produtos simples, isto é, de pouca variedade de produtos, é essencial para começar o negócio.

Será difícil fixar-se com segurança no mercado vendendo de alfinetes até peças de automóveis, não? Por isso, pelo menos de início, é importante traçar esse nicho com um leque mais restrito de produtos. Seria interessante também, entender as particularidades de cada modelo de loja virtual.

O que você está esperando para abrir o seu e-commerce?

Para empreender, basta iniciativa e visão de mercado. Na história do mundo dos negócios, milhares de empreendedores começaram do zero, sem muito dinheiro disponível para montar o próprio negócio.

Estes empreendedores foram atrás de alternativas e ideias inovadoras para entrar no mercado e muitos deles construíram um império.

Justamente por isso você deve acreditar nas possibilidades que estão disponíveis para você construir o seu negócio.  A área de produtos importados está em alta e pode ser muito lucrativa.

Produtos importados são diferenciados, contém uma demanda enorme, além de proporcionar um lucro impressionável e gerar um custo benefício grande para o consumidor.

O consumidor está sempre em busca de novidades e produtos que podem fazer diferença no dia a dia. Além disso, busca também exclusividade no atendimento e facilidade. São condições que o comércio de produtos na internet pode garantir com qualidade e prontidão.

Invista em seu empreendimento no segmento de e-commerce e colha bons frutos da prosperidade!

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1 comentário

Comentários

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  1. Artigo fraco. Não mencionou sobre o processo tributário, as formas de desembaraço, as obrigações fiscais na importação, e como as PMEs podem se preparar para isso.

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