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As principais tendências tech para marketing digital em 2019

por Lucas Guanaes Quinta-feira, 07 de fevereiro de 2019   Tempo de leitura: 14 minutos

O marketing digital está em constante movimento. Por estar diretamente sujeito às voláteis tendências da publicidade, dos avanços tecnológicos, das mudanças legislativas e de um acervo de ferramentas que surgem todos os anos, e rapidamente se tornam obsoletas, há flutuações constantes nos modus operandi das empresas desta área, o que acarreta a necessidade de se manterem atualizadas em relação a todos os fatores que influenciam direta ou indiretamente em suas atividades.

A adaptação do mercado para acomodar a experiência do usuário com vídeos deve crescer

A chegada de um novo ano nos convida a uma reflexão sobre quais dessas tendências, ferramentas, mudanças e avanços devem ser levadas em consideração e quais talvez sejam apenas modismos ou promessas infundadas. Apesar das incertezas inerentes ao futuro, preparamos uma pequena lista de novidades que consideramos importantes.

Os termos em destaque a seguir foram elencados por especialistas da área como os tópicos de maior probabilidade de virarem (ou manterem-se como) tendências em 2019. Neste artigo, falaremos um pouco sobre os mais citados.

Vídeo Marketing

É evidente a importância das mídias digitais de vídeo neste final de década. O Youtube, maior plataforma de vídeo do mundo, por exemplo, foi avaliado em mais de $150 bilhões em 2018 (Business Insider, 2018), contando com cerca de 1,5 bilhão de usuários (Business Insider, 2018), segundo dados divulgados pela consultoria internacional de levantamento de dados Statista.

Anúncios em vídeo têm, historicamente, maior taxa de conversão e maiores níveis de interação (Hubspot, 2018) e de retenção do que outras formas de mídia. A explosão de vídeos adaptados para mobile e a adaptação do mercado para acomodar a experiência do usuário (como a nova funcionalidade de anúncios verticais do Google) prometem um crescimento neste sentido.

A implementação de publicidade em vídeo vai além do Youtube e de vídeos nos sites institucionais corporativos. Principalmente por meio do Google Display Network, é possível a inserção de vídeo em diversos sites da rede, seja diretamente em banners ou em hover ads.

Voice Search

Desde o advento da pesquisa por voz, em 2008, estima-se que o uso deste recurso tenha crescido 3500% em 2018 (Mary Meeker, 2018) e a tendência mantém-se positiva. Com o aumento de gadgets de pesquisa por voz como o Amazon Echo Dot e o Google Home, assim como o avanço da inteligência artificial, é natural que o hábito e a demanda por serviços do gênero aumente.

Ainda que estes sistemas estejam em um estágio muito inicial no Brasil, especulamos que haja um avanço significativo em 2019. Empresas que demonstrem certo pioneirismo nesta área e adotem rapidamente estas tecnologias estarão na vanguarda, munidas de mais tempo e menor pressão concorrencial para a implementação.

Um indicativo desta tendência, além do crescimento mensurável das vendas de equipamentos que funcionam com voice search e das próprias inserções desta funcionalidade da web (Mary Meeker, 2018), é a atenção dada pela própria Google a esta tecnologia.

Para manter-se pioneira, os desenvolvedores da Google Cloud lançaram, em 2018, a Cloud Speech-to-text. Este software é uma api que reconhece mais de 120 idiomas e os converte em texto.

Esta tecnologia promete alterar o modo como utilizamos a web, transferindo o paradigma digital para uma interação mais livre, sem a necessidade de um meio físico além do ar para transmitir nossas ideias para a web.

Chatbot

Todos já utilizamos um chatbot em algum momento na atualidade. Quando precisamos tirar dúvidas com nossa operadora de telefonia móvel; ao pedir à Siri, Cortana ou Alexa para enviar uma mensagem, contar uma piada, tocar uma música e pesquisar algo; ou ao marcar um horário de atendimento no Poupatempo.

Você agora reconhece um chatbot, mas o que ele é afinal de contas? Podemos dizer que é um programa que simula conversas humanas, respondendo às mesmas como programado, permitindo assim a automatização de processos burocráticos e repetitivos, como vendas e atendimento. Assim, ele é ideal para situações como consultas de pagamentos, respostas a dúvidas frequentes e vendas, onde as possibilidades podem ser dispostas em fluxogramas e depois estruturadas em forma de diálogos, do início ao fim. Muitas empresas têm substituído atendentes por ferramentas com esta tecnologia.

Este modelo é baseado em regras, com comandos específicos, obedecendo fluxo de navegação muito claros e estruturados que direcionam o usuário durante a conversa. É importante esse direcionamento para evitar que o público busque por informações ou serviços não disponíveis, o que poderia gerar frustrações e possivelmente o afastaria de futuras interações. Claro que existem casos em que o atendimento pessoal é insubstituível, assim, um canal deve ser mantido para tais situações.

Até agora falou-se em situações completamente previsíveis, mas e quando há mais de uma maneira de se perguntar a mesma coisa? Ou quando o usuário tenta buscar algo que não está no algoritmo do programa naquele momento? Cobrir todas as formas que uma mesma pergunta pode ser feita em uma mesma configuração é virtualmente improvável.

Para auxiliar nesta questão é utilizado um modelo baseado em inteligência artificial, gerando uma interação mais personalizada e eficiente. Estes softwares são considerados “inteligentes” já que utilizam as entradas dos usuários para melhorar seus processos e aumentar a sua capacidade de resposta e repertório. Também permite integrações com diferentes sistemas, como CRMs e Bases de Conhecimento.

As vantagens da utilização de chatbots são diversas, como agilidade, eficiência e praticidade no atendimento ao público, que por sua vez se encontra cada vez mais em contato com a tecnologia; disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana; redução de custos com operações de atendimento e otimização dos recursos, permitindo que a interação com agentes humanos aconteça apenas em casos complexos onde é realmente necessário este contato. Segundo dados levantados pela IBM em 2018, chatbots podem responder por 80% de questões rotineiras e diminuir os custos com atendimento ao cliente em mais de 30%.

Interfaces bem desenhadas e estruturadas podem melhorar a experiência do cliente, gerando conversas amigáveis e satisfatórias através da capacidade de processamento de linguagem natural e amadurecimento da tecnologia com o aumento de interações com usuários, através da inteligência artificial e machine learning.

Inteligência artificial

Apesar dos diversos estudos desde a década de 50, que preconizavam a criação e uso de máquinas inteligentes, não faz muitos anos que deixamos de considerar a inteligência artificial, ou IA, como é comumente chamada, uma tecnologia de ficção. De uns anos para cá, diminuíram-se os custos de produção e os avanços tecnológicos permitiram sua popularização para diversos setores.

A IA pode ser definida como um sistema que percebe o seu ambiente e toma atitudes que aumentem o sucesso em determinada tarefa. São máquinas que “aprenderam a pensar” e tomam decisões baseadas em dados, algumas estimativas preveem que a IA irá superar o cérebro humano até 2040.

Existem diversas aplicações para a inteligência artificial desde reconhecimento facial na área de segurança, carros autônomos e até ativos gerenciados por robôs no mercado financeiro. No marketing digital não é diferente, as ferramentas de análise de dados, processamento de linguagem natural, mineração de dados e aprendizado de máquina são recursos que, se utilizados corretamente, podem fazer com que os seus dados se tornem extremamente úteis, permitam decisões cada vez mais assertivas e, acima de tudo, façam com que a sua marca esteja mais próxima ao consumidor.

Por exemplo, para a personalização de conteúdo podemos usar o aprendizado de máquina para personalizar o que o usuário recebe. Um bom exemplo, são os algoritmos de recomendação da Netflix e do Spotify, que se otimizam a medida que o usuário assiste novas produções e fornecem catálogos de filmes/músicas personalizados.

Em mídia, a tendência é que se torne comum a chamada “Publicidade Intencional”, ou seja, a IA identifica o que um possível cliente está tentando buscar e fornece anúncios com mensagens e imagens personalizadas para ele. Tal ação faz com que o impacto da mídia seja mais efetivo e as análises de dados mais robustas, ainda mais quando somadas aos modelos de análises preditivas, que já são tendência há alguns anos. Tais modelos utilizam geralmente grandes quantidades de dados processados (Big Data) e permitem tomadas de decisões com maior embasamento estatístico e assertividade.

Percebemos claramente um ciclo, a cada ano surgem novas aplicações e avanços tecnológicos que aumentam o leque de opções de uso para a IA e, diferentemente do que dizem, o céu não é o limite.

Conclusão

Em resumo, percebe-se que todas as tendências tecnológicas tem como foco a automatização. Ao se automatizar processos simples online, de complexidade baixa à mediana, que é responsável pela alocação de muitos agentes humanos e consome elevados períodos de tempo, ganha-se em otimização de utilização de recursos para atividades que tragam maior valor agregado aos prestadores de serviços. Automatizar os processos mecânicos permite direcionar esforços a tarefas que desenvolvam melhores formas de se ajudar e entender o usuário.

Artigo republicado com autorização da autora. Texto original disponível aqui.

Autores do artigo:

Lucas Guanaes | Bacharel em gestão do comércio Internacional, atuou com logística e com análise de dados aplicados à economia antes de migrar para o Marketing Digital. Na DP6, já atuou em projetos de DataViz, Digital Analytics, e arquitetura de dados.

Matheus Félix | Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Instituto Federal de São Paulo. Atuou por um ano e meio na área da saúde e hoje é Analista Júnior na DP6. Muito ligado em política, tecnologia e artes, gosta de debater os problemas do mundo e procurar soluções. Na DP6, já atuou com projetos de arquitetura e coleta de dados e suporte de ferramentas da Google Suíte 360.

Rafhael Gabnai | Tecnólogo em Logística e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, atuou por 10 anos no setor Logístico e há mais de um ano se aventura como Engenheiro de Dados no mercado de Marketing Digital.

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