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Por que as plataformas de análise de preços são vitais para o varejo online?

por Pedro Leal Quinta-feira, 04 de setembro de 2014

Não é novidade para ninguém que o mercado de e-commerce brasileiro vem crescendo em faturamento e transações, e devido a este cenário positivo, é natural o surgimento de diversas novas lojas online. O período de 2013 a 2014 representa o momento da criação de 41% das empresas entrevistadas – segundo a Primeira Pesquisa Nacional de Varejo Online, produzida pelo SEBRAE e E-Commerce Brasil. Ao estendermos esse período para a partir de 2011, observa-se que o número chega a 70%.

Ainda de acordo com este estudo, podemos observar que a média de investimentos em marketing representa, aproximadamente, 15% dos seus faturamentos, mas apesar desta parte ser destinada ao desenvolvimento comercial das empresas, ainda vemos uma alta desistência nos carrinhos de compra (cerca de 60% não tem venda efetuada).

Segundo o SEBRAE, entre os 7 principais desafios apontados pelos varejistas que criaram seus negócios antes de 2005, a formação de preço, ou precificação, foi citada como um dos pontos delicados. Sabemos que isto não deixa de ser uma preocupação hoje em dia, visto que estamos na era da informação e a qualquer momento um consumidor pode acessar seu smartphone, pesquisando o preço de um produto e verificando se ele está adequado.

O que podemos perceber é que hoje temos consumidores muito mais experientes e exigentes. Os webshoppers estão munidos de plataformas que os farão chegar o mais rápido possível ao produto que querem comprar, dentro de seus próprios requisitos – preço, confiabilidade da loja, prazo de entrega, frete grátis etc.

Nas tradicionais teorias de marketing – como sugerido por McCarthy – o Composto de Marketing básico envolve 4Ps: Produto, Preço, Praça e Promoção. Subentende-se desta forma que o investimento em marketing deveria ir muito além das simples campanhas publicitárias que são feitas pela grande maioria dos e-commerces.

Observando o cenário em que somam-se os fatos de diversos players surgirem todos os anos, menos de 60% dos varejistas operarem com lucro, a média de conversões não passa de 1,5% e aproximadamente 60% dos consumidores fazem sua compra diretamente influenciada pelo preço. A análise e estratégia de preço de uma empresa não pode ser deixada em segundo plano.

Baseado nesta demanda latente, em 2010 o mercado de monitoramento de preços, inteligência competitiva e pricing voltado ao e-commerce deu seu pontapé inicial no Brasil. Os varejistas naquele momento tiveram a oportunidade de acompanhar cada movimento dos seus concorrentes 24 horas por dia. Neste modelo, encontram-se inúmeras oportunidades de otimização de margens e de administração de portfolios.

Em pouco tempo, este tipo de análise tornou-se fundamental aos e-commerces, pois fornece insights valiosos para gerar melhores tomadas de decisão, além de automatizar processos, eliminar riscos de erros humanos e aplicar corretamente as estratégias de preço.

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2 comentários

Comentários

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  1. Pedro, interessante seu texto levantando a questão das variáveis de preço no e-commerce, trazendo um novo olhar através dos dados numéricos apresentados.
    Essa competitividade nos preço leva a um novo desafio: “A comparação de preços em tempo real” que se torna cada vez mais difícil de ser feita manualmente.

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  2. Olá Daniele boa tarde. Concordo com você sobre o desafio “do tempo real”. Não é por acaso que está entre aspas, porque antes de mais nada precisamos definir o que é tempo real. Imagine se você tem um site com 5.000 produtos comparáveis com outros 5 sites que você queira monitorar. Vamos supor que “tempo real” seja atualização a cada 5 minutos para todos produtos. Nesse caso a ferramenta faria 8.640.000 requisições em um único dia e em um mês 267.840.000. Lembrando que apenas para sua loja. Por isso é importante questionar sempre ferramentas que prometem o tão sonhado “tempo real”

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