Por que fraudes diminuíram em 2020 mesmo com crescimento do e-commerce?

por Rafael Chinaglia Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021   Tempo de leitura: 4 minutos

Todo mundo sabe que 2020 foi o ano de maior destaque da história do e-commerce (por causa da pandemia). Diante disso, era de se esperar também que, proporcionalmente, a quantidade de fraudes crescesse. Mas não foi o que aconteceu.

Em outras palavras, as tecnologias antifraude têm mostrado força e eficiência para barrar as tentativas de fraudes, mesmo com o grande aumento do comércio online e da demanda por análises de transações.

De acordo com dados do Raio-X da Fraude 2021, em 2020 foram analisadas 74 milhões de vendas a mais do que em 2019. Os dados do Raio-X deste ano levam em consideração transações realizadas no ano passado por mais de 27 mil empresas.

A taxa de tentativas de fraudes no e-commerce brasileiro ficou em 2,07%. Ou seja, 2.07% dos pedidos analisados foram tentativas de fraudes. Em 2019, esse índice tinha ficado em 2,52%

De acordo com o relatório, foram analisadas 170 milhões de vendas online em 2019, que representaram 25 bilhões de reais em transações. Dessas, 1 bilhão foram tentativas de fraudes. Já em 2020, foram analisados 244 milhões de pedidos online, que representaram 35 bilhões de reais. Desses, 1,3 bilhão foram tentativas de fraudes.

Esses números mostram não só o crescimento do comércio eletrônico, como o aumento da consciência dos gestores em se proteger. A necessidade de ter uma postura de defesa diante dos ataques online ajuda não só as empresas, mas os consumidores também.

Novo normal das tentativas de fraudes

A pandemia obrigou muita gente a trabalhar em home office. E com os criminosos não foi diferente. Os fraudadores estão em casa trabalhando sem parar para descobrir novas maneiras de aplicar golpes e conseguir fazer compras fraudulentas.

Entre os golpes está o roubo de dados, que permite ao criminoso ter acesso às informações mais sigilosas dos clientes. Com isso, é possível fazer novas compras pela internet se passando por um cliente real de uma loja online.

Mas antes da compra propriamente dita, os fraudadores agem como “testadores”. Ou seja, para não chamar atenção da vítima — que não sabe que seus dados foram roubados —, os criminosos fazem uma compra com um valor baixo, para saber se aquele determinado cartão ainda é válido e se a compra será aprovada.

Se for aprovada, o fraudador já sabe que aquele cartão está ativo e que a vítima tem um limite “X” de uso. A partir deste momento, é questão de tempo para que uma nova compra fraudulenta seja realizada, desta vez com um valor maior.

Mas, apesar da ousadia das tentativas cada vez mais criativas de roubar dados dos clientes, nada disso tem efeito se a empresa dona da mercadoria tiver um antifraude ativo em sua loja online. Um sistema assim ajuda a diminuir o chargeback e a evitar prejuízos financeiros e crises com os clientes.

Mitos da fraude

Um antifraude eficiente fica de olho em tudo durante uma transação online, inclusive no dia em que os golpes são aplicados. Você sabe quais os dias da semana em que a fraude geralmente é realizada? Se você chutou que é aos fins de semana, errou! A maior parte das tentativas de fraudes ocorre durante a semana, de segunda a sexta.

Outro mito das fraudes é com relação aos horários em que elas são realizadas. Muita gente pensa que é durante a madrugada. Mas não é! Afinal, o criminoso também precisa descansar, não é mesmo? O Raio-X da Fraude 2021 mostra que a maior incidência de tentativas ocorre entre meio-dia e 17h59, bem no horário em que eu e você também estamos trabalhando.

Além disso, pela primeira vez, o Raio-X identificou que os golpes têm sido aplicados principalmente por meio dos smartphones, não mais por desktops. É o que podemos chamar de ousadia do mal em trabalho remoto, com o objetivo de executar seus planos em qualquer parte do planeta.

Por isso, quanto antes nos anteciparmos para tentar blindar nossos e-commerces, menores serão as chances de sermos vítimas de tentativas de fraudes em uma venda online.

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