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Por que e como inserir meu e-commerce em um marketplace?

por Galleger Ilhe Terça-feira, 22 de março de 2016

Nesses casos, uma das alternativas bastante exploradas por várias lojas, é a integração aos marketplaces. Os números desse tipo de negócio comprovam a eficácia: o marketplace da Amazon, gigante varejista mundial, faturou, em 2014, 43 bilhões de dólares, valor equivalente a 48% de sua receita total. No Brasil, o investimento nesse modelo de negócio começou em 2013 e em 2014 cresceu 50% atingindo um faturamento de 9 bilhões de reais.

Se para os marketplaces o negócio é bom, para os pequenos varejistas, em especial, não é diferente. Para explicar melhor, lá vai uma analogia, que boa parte de quem vive no universo do e-commerce já ouviu, mas é sempre válido repetir, especialmente para quem está chegando agora: os marketplaces são como shoppings centers virtuais ou grandes feiras livres, eles agregam diversos produtos, de diversas lojas diferentes. No caso, o consumidor compra no ambiente virtual do marketplace x, mas quem, de fato, realiza a venda é a loja y, que também fica responsável por toda logística de entrega.

Além disso, há pontos positivos em outros quesitos, como o investimento, que é baixo. Em geral, existem têm modelos pré-prontos de vendas e a comissão é negociável. O legal é que esse tipo de negócio dá uma grande possibilidade de retorno, o que no início de um e-commerce é bastante vantajoso e necessário! Vale ressaltar que a questão do retorno aqui é generalizada e, na realidade, é bastante específica para cada caso, vai depender do segmento, do tipo de produto anunciado e demais variáveis.

Outro ponto muito positivo do marketplace é a visibilidade que ele dá a quem se insere em sua plataforma. Uma loja virtual que está começando, precisa trabalhar do zero para adquirir tráfego. Nos marketplaces, o tráfego já está estabelecido, já existem usuários assíduos e compradores fiéis. Imagine dessa forma: na hora de escolher o local para instalar uma loja, qual a opção mais vantajosa – uma rua escura, predominantemente residencial, em um bairro afastado da área central e com pouca circulação de pessoas ou uma loja localizada em um shopping center, na área central, próxima a bancos e a outras lojas, com intensa circulação de pessoas? É bastante óbvio.

O marketplace, no universo virtual, funciona como esse shopping center, atraindo o público para sua loja e produtos – público que não os conheciam, mas que torna-se consumidor em potencial. Além disso, inevitavelmente, todo e-commerce que está começando está localizado naquela rua escura, naquele bairro afastado. Não tem jeito. Mas o objetivo é, aos poucos iluminar o trajeto e tornar o caminho conhecido, o que não acontece da noite para o dia, mas acontece. E os marketplaces atuam justamente nesse ponto, ajudando a iluminar o caminho e torná-lo mais conhecido.

Essa visibilidade toda que os markeplaces proporcionam também são resultado de um intenso trabalho com as ferramentas de SEO. Em uma busca por determinado produto, é possível notar que a maioria dos resultados listados na primeira página são os grandes varejistas. Além disso, na briga entre um marketplace e uma loja virtual recém criada, certamente quem ganha é o marketplace. Para o pequeno lojista, fica a opção de aproveitar a deixa e usar o espaço oferecido.

Vale ressaltar que a inserção nos marketplaces depende da disponibilidade da plataforma escolhida lá no início da loja virtual. Algumas não permitem integrações completas e eficientes. Portanto, se a intenção é atuar nesse sentido, é preciso se atentar a isso no momento de escolher em qual plataforma seu e-commerce operará. Uma das mais populares e que permitem tal ação com facilidade é a plataforma Magento.

É importante apostar ainda em ferramentas de integração, que auxiliem o lojista na escolha de quais produtos entrarão para os marketplaces, mas isso dentro de seu próprio ambiente virtual. Com essas ferramentas é possível importar dados tanto da loja para o marketplace como o inverso. Desso modo, o processo é automatizado e a gestão facilitada. Apesar disso, destaco a importância de manter o gerenciamento do negócio por meio de um ERP ou BackOffice. Assim, o e-commerce pode comportar um número cada vez maior de operações e pode gerenciá-las de forma integrada, tendo uma visão ampla do negócio ou específica de cada etapa do processo.

De qualquer modo, antes de fazer o investimento, é importante avaliar a possibilidade de retorno de acordo com as particularidades de cada negócio, considerando o tipo de produto e demais variáveis. Afinal qualquer investimento sem o mínimo estudo é nada mais que um tiro no escuro. Para o empreendedor, ficam as dicas e a ideia. Pesquise, estude, busque, encontre e aproveite as oportunidades!

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