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Por que apostar no social commerce?

Por: Redação E-Commerce Brasil

Equipe de jornalismo E-Commerce Brasil

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As pessoas sempre usaram a internet para comercializar produtos. As tecnologias podem mudar, mas o modelo em que duas pessoas concretizam um negócio existe desde a primeira conexão feita. Se formos pensar, até mesmo salas de bate-papo e fóruns de discussões já serviram de plataforma para esse tipo de situação. Principal tendência deste início de década, o social commerce aparece como facilitador para a continuidade desse escambo eletrônico, aproveitando o fenômeno das redes sociais. No mundo inteiro, em especial nos Estados Unidos, trabalhar com sistemas de pagamento integrado às redes sociais é algo comum desde o ano passado, quando as primeiras tecnologias do tipo apareceram por lá. E o surgimento dessas plataformas é natural, levando em conta a realidade de um bilhão de pessoas que utilizam alguma mídia social durante seu dia a dia. O Facebook, principal exemplo da atualidade, com sua estrutura aberta que permite a criação de novos aplicativos por terceiros, serviu como porta de entrada para o crescimento dessa nova tecnologia. Hoje, são mais de 750 milhões de usuários pelos quatro continentes, que comentam, curtem e interagem com o conteúdo preparado exclusivamente para a rede de Mark Zuckerberg. Por isso, oferecer uma opção de fazer compras dentro do próprio Facebook foi um tiro certeiro. E, por enquanto, esse investimento vem apresentando retorno, pois, de acordo com o TechCrunch, um dos principais veículos internacionais de tecnologia, hoje já existem mais de um milhão de sites que fazem uso de alguma maneira desse modelo nas redes sociais. No Brasil, embora o social commerce ainda esteja em fase inicial, já é possível reparar no sucesso dessa fórmula. Primeiro porque o brasileiro é altamente social. Diferentemente de outros países, por aqui é possível ver duas pessoas que não se conhecem conversando no ponto de ônibus, ou na fila de banco. E esse é um dos motivos que fizeram as redes sociais estourarem pelo país. O outro, sem dúvida, foi o próprio crescimento da internet no país. Para se ter uma ideia, em 2002, menos de 20 milhões de pessoas acessavam a internet. Até o fim deste ano, a expectativa do IAB Brasil é ultrapassar os 80 milhões. Para mostrar a força do social commerce no mundo, basta ver as expectativas financeiras para esta década. Segundo a Booz & Co, uma das mais antigas consultorias do mundo, até 2015, nada mais que US$ 15 bilhões devem ser movimentados em alguma plataforma que utilize social commerce, seja Facebook, Twitter, Orkut ou qualquer outra rede social. No Brasil, como esse mercado ainda é novo, os números são naturalmente mais baixos. Primeiro serviço no país que permite transformar gratuitamente qualquer fanpage do Facebook em loja virtual, a LikeStore, que teve sua fase de testes iniciada em maio, foi oficialmente lançada em agosto. A nossa expectativa até o final do primeiro ano é ter uma movimentação de R$ 18 milhões. O grande diferencial do aplicativo é permitir realizar toda a experiência de compra sem sair do Facebook. Isso garante uma conveniência ainda maior para o consumidor, que não é obrigado a navegar em vários ambientes em sua experiência de compra. Outro ponto importante é a mídia espontânea gerada pelo buzz social. De acordo com os dados fornecidos pelo próprio Facebook, um usuário tem em média 130 amigos ligados pela rede social. Cada compra realizada pode ser publicada no mural do comprador, ampliando assim a divulgação dos produtos. A LikeStore não possui nenhum custo de ativação, nem de mensalidade. A remuneração do serviço se dará apenas por um comissionamento sobre vendas realizadas. Outro ponto positivo para o comércio social no Brasil é o bom momento tanto do mercado de e-commerce como do próprio Facebook. Dos 750 milhões de usuários, mais de 22 milhões são daqui. Além disso, o Brasil lidera a lista de países com mais pessoas cadastradas recentemente. Apenas nos últimos seis meses, a versão em português da rede americana cresceu em mais de 130%. Isso sem contar com mais de R$ 14 bilhões negociados pelos e-commerces no ano passado, em todo o país. Sem dúvidas este é o momento certo para investir na internet brasileira. Com todo o cenário positivo, e uma consolidação anual do e-commerce no país, vender seus produtos sendo alavancado pela força das redes sociais pode ser a melhor jogada do ano. Por Gabriel Borges, diretor da LikeStore Artigo publicado na Revista E-Commerce Brasil, edição 04. Todos os direitos reservados. Não é permitida a publicação parcial ou total. Você pode adquirir o exemplar através da nossa página no FaceBook.