Acesso rápido

Pontos que merecem atenção para elevar a maturidade digital da sua marca em 2018

por Monica Sayuri Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

Falar sobre tendências para o ano que está por vir pode ser muitas vezes arriscado, pois podemos simplesmente falar de assuntos que não são novidades ou frentes que ainda são muito distantes para a realidade brasileira.

Levando isso em consideração, preferimos lembrar aqui de temas que consideramos importantes para o cenário de marketing digital, e que com certeza contribuirão para elevar a maturidade digital das empresas brasileiras, já que são iniciativas extremamente relevantes para o contexto atual e próximo, além de realistas e condizentes com o estágio de evolução do nosso país.

Integração das estratégias on e offline e a capacidade de mensurar os impactos

Já se fala há muito tempo da importância das companhias adotarem uma estratégia unificada e coerente, tratando os universos on e offline como realidades contínuas e complementares. Porém, apesar disso poder ser colocado em prática de diversas formas (comunicação e experiência coerentes no pdv e na compra online, facilitar a interação dos clientes nas lojas com aplicativos específicos, utilizar informações compiladas através de todas as experiências do cliente com a marca para proporcionar uma comunicação e entrega personalizada, etc.), mudar o pensamento estratégico e os processos já tão enraizados no cotidiano das empresas pode ser um grande desafio.

No geral, muitas marcas contratam agências de publicidade diferentes para suas mídias on e offline. Isso, por si só, já pode ser um grande problema: tanto a visão segregada dessas mídias, quanto o uso de fornecedores distintos, que não se conversam. Garantir, pelo menos, uma linha de comunicação coerente e única já não é uma tarefa simples.

Outro ponto é aproveitar de forma integrada o uso de todos os dados disponíveis pela experiência do consumidor com a marca através de diferentes formas, garantindo um bom conhecimento do cliente e ativação do mesmo de forma personalizada, próxima e de alta relevância.

Existem algumas ferramentas e tecnologias que podem ajudar nessa integração e, principalmente, na mensuração e quantificação desses impactos. Portanto, ao iniciar o planejamento de uma ação ou campanha, definir os objetivos, as estratégias e táticas e os indicadores que serão o termômetro e o direcionador dos bons resultados, a visão e o pensamento estratégico integrado já deve permear o raciocínio dos decisores desde o início até a capacidade e possibilidade de mensurar essas ações.

Uso real de machine learning e a tomada de decisão com base em dados

Se falar sobre machine learning soa muito futurista, é mais do que hora de desmistificar este conceito. Isso porque mesmo quando pensamos em Internet of Things ou ainda qualquer outro tema relacionado à inteligência artificial, esta prática nem é tão distante — do ponto de vista de usuário, por exemplo, o chatbot já é uma realidade que vem chegando aos nossos olhos há um bom tempo.

Mais do que isso, trazendo para o cenário do marketing digital e seu uso nas estratégias, o machine learning se faz ainda mais presente. Uma das ferramentas de mídia mais utilizadas no universo digital, o Google Adwords, por exemplo, já faz uso disso, especialmente, na configuração de um smart biddingonde é possível definir o objetivo desejado (ROAS, melhor CPC, meta de CPA).

Para isso não é necessário nenhum tipo de micro ajuste ou acompanhamento manual — a inteligência artificial faz seu papel analisando todo histórico e performance das campanhas, entendendo o comportamento dos usuários e levando em conta uma série de parâmetros para atingir o objetivo definido na ferramenta.

Comparando com uma segmentação e otimização manual, o uso da inteligência traz maior agilidade e rapidez, além da capacidade de considerar diversos fatores que manualmente seriam impossibilitados, entregando a mensagem e a comunicação ideais, no momento mais oportuno possível.

Indo além e ainda falando sobre estratégias de marketing, a visão de atribuição de mídia é mais do que essencial para um caminho de maior maturidade digital para qualquer companhia. E isso envolve deixar de se guiar basicamente pelo last click e passar a olhar para a jornada do consumidor, para a assistência e a contribuição de cada esforço de marketing para o todo.

Ferramentas de modelos de atribuição tão em destaque como Google Attribution ou Visual IQ, por exemplo, possuem como principal pilar a mudança de estratégia de uma companhia para atribuição de mídia orientada a dados através do uso de machine learning, que indica os pesos e créditos ideais para cada mídia e cada etapa do processo e da jornada do consumidor até a conversão final.

Então, quando falamos aqui de machine learning, queremos abrir a cabeça para algo a mais do que tecnologia: queremos ressaltar a importância de tomar decisões baseadas em dadosaprimorar a estratégia e o pensamento na construção dos esforços de marketing, utilizar estatística e seus conceitos ao fazer correlações e predições em busca de (prever) melhores resultados, personalizar a entrega da comunicação aos usuários, utilizar o máximo das informações geradas e disponíveis para proporcionar melhores experiências para os consumidores.

Entendimento dos consumidores e uso dos dados de forma inteligente

Já passamos da fase de entender e aceitar que o consumidor deve ser o centro — o desafio é incorporar, de fato, na filosofia que rege as definições de estratégias de marketing, comunicação e mídia (que são as áreas normalmente responsáveis pelo contato direto com o cliente da marca).

Quando falamos da importância de entender o consumidor, agora queremos dizer isso de maneira mais profunda: compreender quem são eles, traçar sua jornada, entender seus costumes, gostos, hábitos, preferências e rotinas, antecipar necessidades, desenhar suas personas da forma mais próxima possível da realidade, vivenciar junto com ele e proporcionar boas experiências.

Em resumo, traduzindo isso para um vocabulário mais voltado para negócios, o consumidor interage com a marca de diversas formas, através de inúmeros pontos de contato, gerando uma quantidade enorme de dados.

Saber mensurá-los, interpretá-los e analisá-los da maneira correta, proporciona uma série de diferenciais, dentre eles a personalização na mensagem e na comunicação entregue, ou ainda na experiência de navegação e no conteúdo, maior assertividade ao tentar expandir uma base de clientes através da identificação de similaridades e afinidades em interesses e perfis, e tantos outros.

Para isso, em muitos casos a tecnologia consegue ajudar bastante: uma iniciativa de Onboarding de Dados, por exemplo, acaba permeando os outros dois temas que falamos mais acima, já que consiste na capacidade de enriquecer dados dos usuários (informações offline se juntando à dados online, por exemplo, mas não se limitando a isso), proporcionando maior conhecimento dessa base de clientes e, consequentemente, fazendo uma ativação de forma mais inteligente dos dois lados: tanto para a empresa, que consegue fazer valer a máxima de ‘entregar a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento certo’, quanto para o usuário, que é impactado por uma comunicação aderente e que condiz com seus interesses.

Outra plataforma muito conhecida e que ainda é objeto de desejo de muitas grandes empresas é o DMP (Data Management Platform). Com ele é possível construir uma grande base unificada com informações dos seus consumidores vindo de diversas fontes (online e offline, mídia, CRM, base de dados, web analytics, etc), criar segmentações e audiências através de similaridades e características relevantes, e assim ativá-los em canais de mídia da forma mais personalizada possível. Novamente, aqui estamos falando de uma capacidade de centralização e gestão de dados para o máximo aproveitamento.

Pode parecer repetitivo e até soar bem básico e antiquado para muitos, mas vale reforçar: o uso dos (muitos!) dados que são gerados a cada segundo, a capacidade de identificá-los, organizá-los e integrá-los, e a partir daí gerar aprendizado, histórico, possibilidade de trabalhar com as informações e aí sim entregar uma mensagem e uma experiência personalizadas, entendendo e até prevendo o que o consumidor está em busca, é a chave para uma estratégia de marketing mais inteligente, madura e inovadora.

 

Artigo publicado com autorização da autora. Original aqui.

Você recomendaria esse artigo para um amigo?

Nunca

 

Com certeza

 

Deixe seu comentário

0 comentário

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentando como Anônimo

O projeto E-Commerce Brasil é mantido pelas empresas:

Oferecimento:
Hospedado por: Dialhost Transmissão de Webinars: Recrutamento & Seleção: Dialhost Métricas & Analytics: MetricasBoss

  Assine nossa Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades, eventos, cursos, conteúdos exclusivos e muito mais.

Obrigado!

Você está inscrito em nossa Newsletter. Enviaremos, periodicamente, novidades e conteúdos relevantes para o seu negócio.

Não se preocupe, também detestamos spam.