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Não subestime o poder dos influenciadores digitais. Eles podem alavancar o seu e-commerce

por Gabriela Szprinc Quarta-feira, 23 de agosto de 2017   Tempo de leitura: 4 minutos

O sucesso de um e-commerce depende de muitos fatores, como um nicho de mercado bem definido, um meio de pagamento seguro e, mais do que nunca, um vigoroso marketing digital.

A propaganda ainda é a alma do negócio, e, no mundo virtual, habitado por milhões de potenciais clientes, ela pode ser determinante para a sobrevivência de um comércio eletrônico.

Atualmente, no entanto, é impensável traçar uma estratégia de marketing digital que não inclua os chamados influenciadores, ou seja, personalidades da internet que divulgam produtos e serviços em plataformas como blogs e redes sociais (Facebook, Intagram, Twitter, entre outras).

Pesquisa realizada pela MindMiners  para o PayPal no começo do ano, mostra o caminho das pedras, principalmente quando o público é formado por Millennials: o WhatsApp lidera no quesito “veículo de comunicação mais usado”, com 91,7%. Já o Facebook e o YouTube foram citados por 86,7% dos entrevistados.

Outro estudo interessante, este da Sprout Social, revela que 74% dos consumidores usam as redes sociais para orientar suas decisões de compra. Não é pouca coisa!

É o chamado de “Comunicação 2.0”, pelos especialistas. Hoje, graças às facilidades promovidas pelo mobile e pelas redes wi-fi, qualquer pessoa pode produzir conteúdo, criar tendências e se tornar referência social a um custo irrisório.

Com grande número de seguidores e poder de influência (como o próprio nome diz), esses profissionais online são garantia de impulso para o seu e-commerce.

Mas calma, porque, segundo recente pesquisa do YouPix, no Brasil, somente 2% dos influenciadores digitais geram 54% das interações nas redes. Ou seja, influenciador há aos montes, mas os que “realmente influenciam” são poucos. E costumam valer cada centavo neles depositado.

Um ponto importante para reflexão: ao contrário do que acontece com uma peça publicitária, a divulgação via influenciador surge em um contexto mais espontâneo e de maior engajamento, o que aumenta o apelo da mensagem.

Porém, é preciso escolher cuidadosamente esse parceiro comercial, levando em conta o perfil do influenciador, como reputação, segmento de atuação e nível de popularidade.

A qualidade do conteúdo que ele produz também é importante! E o tipo de público que ele atinge (faixa etária, poder aquisitivo etc.), a fim de que a marca, o serviço ou o produto se torne conhecido e desejado pelas pessoas certas.

É fundamental lembrar também que o influenciador ideal para o seu e-commerce não é, necessariamente, um rosto conhecido pelo grande público, a exemplo de um artista da televisão ou um formador de opinião tradicional, como um jornalista renomado em determinada área.

Há blogueiros e YouTubers sobre os quais muita gente nunca ouviu falar, mas que ostentam uma notável capacidade de persuasão junto aos seus milhares de fãs.

Para ajudar nessa pesquisa, existem sites como Followerwonk, Little Bird, BuzzSumo, GroupHigh, Onalytica, Brandwatch e Traackr, dedicados ao monitoramento desse universo.

Fato é: nenhum e-commerce que se preze pode subestimar a importância dos influenciadores digitais. Até um prêmio, criado pela revista Negócios da Comunicação, já existe para prestar reconhecimento a esse personagem fundamental do marketing contemporâneo. Ao que tudo leva a crer, veio para ficar.

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