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Plataformas digitais de venda online também atraem grandes marcas do varejo

por Almir Neves Terça-feira, 12 de março de 2019   Tempo de leitura: 6 minutos

Os marketplaces — espaços virtuais que oferecem ao cyber consumidor uma rica variedade de produtos —  conquistaram escalas significativas. Esses shoppings virtuais atingem, a cada dia, um volume expressivo de vendas nas principais plataformas do Brasil. Afinal, quem nunca acessou sites como Magazine Luiza, Ponto Frio, Mercado Livre, casas Bahia para pesquisar sobre o produto que se deseja comprar?

Os marketplaces atingem volume expressivo de vendas nas principais plataformas do Brasil

Essas plataformas atendem desde o segmento de aquarismo, luxo, consumos em geral e atendendo até mesmo quem fornece peças de avião. Todos os nichos podem operar no marketplace, sendo que há plataformas mais segmentadas, como por exemplo os esportivos, moda e móveis.

Há vendedores que optam por ter as suas próprias lojas virtuais, mas, neste caso, é preciso ter ferramentas e meios para começar o projeto desde o zero, além de gerenciar e estruturar o marketing para impulsionar as vendas.

Existem sites que disponibilizam plataformas prontas, mas que não dispensam o trabalho nos bastidores, enquanto o marketplace já traz todas essas questões resolvidas. Mas também é possível atuar nas duas frentes para maximizar o resultado.

Antes fechadas em seus próprios ambientes e endereços virtuais, agora quem lança um olhar ambicioso para essa solução são as grandes marcas. Além de se aproximarem do consumidor, uma vez que dispensam intermediários e grandes atacadistas para comercializarem seus produtos, conseguem atingir resultados mais expressivos contando com mais um canal de venda e distribuição.

O mercado de informática, linha branca e autopeça, assim como todos os demais, são afetados diretamente pela margem de lucro, incidindo diretamente na saúde financeira do business. Além de todos esses benefícios citados, trata-se de uma ótima oportunidade para se fortalecer frente ao seu público.

Cada plataforma de marketplace tem seus requisitos de avaliação, mas, no geral, o vendedor online deve atender a alguns critérios como responder as perguntas enviadas pelos clientes, realizar a entrega rápida do produto, levando em consideração que algumas plataformas tem prazo de até 24 horas para despachar a compra, seja pelo correio ou transportadora. É preciso também estar ativo e atento quando houver alguma reclamação, realizar trocas quando há algum problema ou até mesmo a devolução do valor pago.

Começar pelo ambiente virtual, que permite para quem está começando algumas reduções no valor a ser gasto, é uma boa opção. Um ponto comercial exige dispor mensalmente de uma quantia significativa de aluguel, uma equipe trabalhando e operando até dez horas dentro de um shopping, por exemplo. Por todos esses fatores, o online pode ser uma ótima opção. Mas é possível notar também que há uma migração do varejista que já tem uma rede de lojas e quer ter também uma operação online.

De acordo com o especialista, a melhor estratégia é começar com projetos pequenos no marketplace e nas principais opções disponíveis, como o Mercado Livre,  é uma ótima porta de entrada.

Depois que o vendedor vivencia essa experiência, ele pode começar a operar. Noto que, muitas vezes, as empresas maiores querem criar plataformas gigantes que demandam investimentos muito altos e acabam se decepcionando, porque, por mais que se efetue a venda, há um ciclo de aprendizado que envolve também a conquista de clientes, ajuste de preço e, muitas vezes, não há esse entendimento.

O ideal é testar e ir aos poucos conforme o negócio girar, reorganizar a logística interna aprendendo a lidar com estoque físico e virtual. Levar em consideração todos esses fatores facilmente se chegará ao sucesso da operação.

Preço vantajoso

O item mais crucial de um e-commerce é o preço. A indústria e o importador são beneficiados neste sentido porque podem descartar os custos intermediários. Antes de precificar o produto, é preciso entender a regra de cada marketplace. A maioria cobra comissão sobre a venda, valor de frete, e todos esses itens precisam estar na conta final do preço de venda. É preciso analisar se, em alguns casos, não vale a pena o vendedor absorver o preço de frete ou pagar a entrega por meio de uma empresa terceirizada. Outro ponto positivo é que esses ambientes virtuais possuem tecnologia para inibir fraudes, tornando a operação mais segura.

Outro grande desafio é fazer com que o produto tenha destaque que, muitas vezes, já ocorre com quem está presente em uma loja oficial. Por isso, preço é algo muito importante porque pode posicionar dentro dos algoritmos. Fazer uma boa classificação de categoria, ter um bom descritivo, imagens que reflitam o que é aquele produto. Algumas plataformas permitem divulgar vídeos, o que ajuda a sair na frente quando o consumidor está pesquisando sobre um determinado produto.

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