Pix Cobrança, Pix Saque, Pix Agendado: novas funcionalidades que estarão no varejo

por Alan Chusid Terça-feira, 01 de junho de 2021   Tempo de leitura: 6 minutos

O ano de 2021 começou agitado no mundo dos pagamentos instantâneos! Além do rápido crescimento e adesão do Pix pelos brasileiros em quase seis meses e a implantação desse serviço no varejo, temos novidades anunciadas pelo Banco Central. Antes de falar sobre elas, é interessante termos alguns números em mente:

  • Recentemente, soubemos que 73% dos usuários de smartphones no Brasil já usaram o Pix e que, desde novembro de 2020, já movimentou 1 trilhão de reais.
  • Já em abril de 2021, um recorde foi batido: quase 500 bilhões de transações foram realizadas usando o Pix.
  • Uma pesquisa aponta que 67% dos brasileiros querem usar o Pix para pagar suas compras em estabelecimentos como supermercados e farmácias.

Com esses dados, podemos ver a ascensão do Pix no Brasil e, como vivemos em uma sociedade em constante atualização e querendo sempre algo novo, o Banco Central apresentou as funcionalidades que serão implementadas nesse serviço.

É importante já entender o que cada uma fará e, claro, as vantagens para os varejistas já prepararem os e-commerces e modernizarem ainda mais a experiência de compra.

Pix Saque

Uma das novidades é o Pix Saque, uma opção que o cliente pode ir até um estabelecimento comercial parceiro de uma instituição financeira e sacar um valor de até 500 reais.

Para isso, o usuário fará uma leitura de QR Code em um equipamento da loja, autenticará a operação em seu celular para fazer a transferência do valor e, em seguida, receberá o montante em espécie. Para os comerciantes, essa é uma chance de trazer mais clientes para o interior da loja, além de diminuir a demanda do transporte de valores (dinheiro em espécie).

Pix Cobrança

Além disso, com o Pix Troco, os consumidores poderão pagar um valor superior ao das suas compras e ter o retorno da diferença em moeda. Já no ar a partir de maio, o Pix Cobrança será uma funcionalidade que será usada para pagamentos com vencimentos, como uma nova versão do boleto.

O Pix Cobrança pode ser usado por lojistas, fornecedores, prestadores de serviços e pessoas físicas. No checkout, os consumidores poderão escolher essa opção para fazer o pagamento da compra em vez do boleto. E fique ligado, pois essa funcionalidade será obrigatória a partir de julho deste ano!

Pix Agendado

O Pix Agendado será obrigatório a partir de setembro de 2021 e essa será a oportunidade das pessoas físicas agendarem o pagamento de uma conta para uma data futura, como funciona no débito automático atualmente.

Agora, um spoiler de 2022: o Pix Garantido será a opção de parcelamento para o cliente comprar da mesma forma que acontece com o cartão de crédito. Ele realiza a compra apenas uma vez, mas todo mês o valor da parcela é descontado da sua conta. Com essas últimas duas funções que comentei, os varejistas não precisam se preocupar em aceitar as condições da adquirente do cartão.

Para os lojistas, essas novidades melhoram o recebimento dos valores, já que entrarão na hora, ao contrário das compras feitas com cartões de crédito, que são pagos 30 dias após o pagamento e tendo o banco emissor do cartão como responsável por garantir o pagamento.

Também, não existe um limite como no cartão de crédito, o que deixa tudo mais fácil para fazer compras de produtos mais caros ou até mesmo de passagens aéreas e, ainda sim, parcelar o valor.

Além disso, com o Garantido e Agendado, o agendamento garante que a operação aconteça, mesmo que o cliente não tenha o saldo em conta, pois o intermediador (instituição financeira) vai garantir o pagamento na data agendada. O mesmo acontece caso o consumidor desfaça o agendamento: os recursos sempre chegarão ao destino.

Por último e não menos importante, teremos o pagamento com Pix por aproximação, funcionalidade a qual poderá entrar em ação pelas máquinas de cartão habilitadas com NFC, a tecnologia que permite esse tipo de serviço por aproximação. Com essas novas funcionalidades do Pix, espera-se que, para o varejo e para os e-commerces, sejam oferecidas melhores condições, taxas menores e mais facilidade para que os comerciantes façam a adesão das novas formas de pagar e receber dinheiro, dando passos cada vez maiores para a digitalização do comércio.

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