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Você é único, por que seus produtos não seriam?

por Larissa Lotufo Segunda-feira, 04 de junho de 2018   Tempo de leitura: 10 minutos

O comércio mudou muito nas últimas décadas, assim como o perfil de seu consumidor. E um dos aspectos que mais chama a atenção nessa evolução é a possibilidade do mercado de quebrar a padronização industrial a um custo acessível. Mostrando que a customização de produtos está se popularizando para se adaptar às necessidades dos consumidores.

É o que mostra o crescimento do mercado de personalização de produtos dentro do e-commerce. Se antes esse mercado era restrito aos consumidores de alta renda, atualmente é possível encontrar lojas de personalização a preços próximos à realidade de grande parte dos consumidores.

Os avanços tecnológicos vivenciados pela indústria e pelos sistemas de gestão tornaram essa realidade possível, tendo em vista que antes era muito custoso e demorado modificar as características de um produto ou mesmo operacionalizar o fluxo de separação e entrega do mesmo.

Personalização

Todavia, com a maior variedade de opções oferecidas pelas máquinas de produção e sistemas de gestão – como os ERPs – as duas pontas do processo permitiram que a personalização de produtos se tornasse uma realidade ao consumidor médio. Alguns nichos mostram como esse mercado é diverso: de capinhas de celular a sapatos, a personalização é possível.

É interessante notar como essa tendência está sendo absorvida até mesmo por grandes empresas. A Nike e Brastemp, por exemplo, criaram espaços virtuais nos quais os clientes podem customizar as cores de seu seus produtos.

E se você pensa em aplicar a personalização de produtos em sua empresa ou quer abrir um negócio neste nicho é bom ter em mente que o planejamento e a estratégia devem fazer parte do seu plano de negócio. Da mesma forma, é necessário escolher uma boa plataforma e um sistema de gestão para acompanhar suas operações com segurança e garantir o sucesso dos processos.  

Administração do ERP

Vinícius Tonelli, analista e desenvolvedor, explica que as opções disponibilizadas pelos sistemas de gestão variam de acordo com as definições de categorização e organização de produtos desenvolvidos pela loja. Por isso, “é importante que o lojista defina esse processo com bastante cuidado, pois um processo bem definido permite que o ERP adicione mais especificações e variedade no catálogo oferecido ao cliente”.

Tonelli exemplifica apontando que, em algumas plataformas, utiliza-se a opção de nomenclatura de “grades” divididas em grade vertical e grade horizontal. Já em outras, utiliza-se a variação – dividida em variação e subvariação – e campo estendido.

Na prática, essas diferenças não alteram em nada no gerenciamento interno do pedido. Porque essas nomenclaturas são apenas maneiras de classificar a características e personalizações dos produtos. Essas diferenças são notadas na maneira como o produto é organizado e exposto na loja. Na opção por grade, é possível que, ao chegar a vitrine do e-commerce, o cliente encontre diversas opções de características dos produtos para filtrar até chegar ao produto final. Por exemplo: Tênis > Feminino > De corrida > Adidas > Azul > 37.

Variação de campo estendido

Já nas plataformas que adotam a variação e campo estendido pode ser que o cliente tenha acesso a no máximo dois níveis iniciais. Ou seja, a categoria e subcategoria. Sendo que as demais características são acrescentadas em cada produto. Portanto, o cliente busca por tênis + de corrida e as outras opções são apresentadas na tela. O que é possível notar nestas diferentes formas de organização é que a árvore de categorização das lojas é montada em níveis diferentes. Na grade usam-se níveis infinitos e na variação são no máximo dois níveis, sendo que cada um pode apresentar características (ou campos estendidos) variados.

Dentro do ERP o que varia é só o nome que é dado a essas variações. Mas a sua função é a mesma no processo de gerenciamento: grade  vertical / grade vertical = variação / subvariação = categoria pai/ categoria filho.

Separação dos níveis de variação

O gerenciamento dos produtos personalizados é feito independentemente pelo ERP. “O lojista terá acesso ao gerenciamento usual, com emissão de notas fiscais, encaminhamento para transporte, acesso a relatórios de venda, tudo como está habituado”, explica Tonelli. Isso acontece porque as variações oferecidas pelos produtos ainda se encaixam dentro de campos preexistentes dentro do ERP: “é como se as variações fossem adaptadas aos campos de descrição e características dos produtos”, ele completa.

Para que essa situação seja mais fácil de ser visualizada, observe as telas de pedidos oferecida pela loja Dimona:

Como pode-se notar, a categorização da loja é feita em 2 níveis somados aos adicionais de campo estendido. Assim, o cliente tem acesso ao tipo do produto no primeiro nível – camiseta – e às características do produto no segundo – modelo, material do produto e cor. Já os itens de personalização ficam no campo estendido. No ERP, o lojista vai observar o produto em dois níveis e os anexos do campo estendido.

Produtos personalizados e comuns

Gustavo Andrade, gerente de marketing, aponta que “dentro do ERP não há distinção entre produto personalizado e o produto dito comum. Os dados da personalização serão organizados em campos especiais chamados de características ou atributos, dentre outras nomenclaturas. No final do processo, a personalização vai ser dividida entre produto disponível no estoque e o serviço a ser prestado com este produto. Ou seja, a customização nada mais  é do que serviço de singularizar um produto através do nome, idade, estampa e assim por diante”.

Tonelli também dá uma dica final para o lojista que busca trabalhar com a personalização de produtos dentro de seu e-commerce: “é muito importante que o lojista se atente ao processo e saiba bem como classificar esses produtos dentro de grupos e depois adicionar as suas características que são variáveis com bastante clareza aos campos oferecidos pelo sistema, a partir daí o ERP torna o processo bastante automatizado e fácil de gerenciar”.  

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