Pequeno grande influenciador

por Diogo Aurélio Sanfins Quarta-feira, 11 de outubro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Sabidamente para que se possa vender mais é necessário aparecer mais, não por acaso as empresas que produzem ou importam seus produtos investem em mídia de divulgação, escolhem os possíveis canais para a divulgação, avalia-se público alvo, renda, melhores horários, canal influenciador e etc.

Enfim, diversos dados são verificados para que se tenha a certeza de que o canal de mídia escolhido realmente vale a pena, então é feito todo o trabalho da edição das peças e publicação e claro investe-se os valores necessários, até aí o caminho padrão na busca dos melhores resultados.

Porém, um canal de grande importância é deixado de lado por muitas empresas, aqueles que já acreditam na sua marca os pequenos e médios revendedores de e-commerce que compram e revendem os itens para seu público alvo.

Tal nicho de e-commerce é de suma importância pois este já é um parceiro e investe seu capital para expor os produtos a milhares de pessoas mundo afora ainda mais agora com termo “digital influencer” em alta, ou seja aquele que influencia algo, empresas pagam altas somas aos influenciadores, sim afinal eles mostram o produto ao expectador da mídia.

O time do pequeno e-commerce, está em contato direto com o cliente, conhece a operação toda, do pré até o pós venda. Numa analogia, o pequeno faz a zaga, meio de campo e ataque ao mesmo tempo, e, portanto, sabe os anseios do consumidor, antecipando e tirando dúvidas comuns.

Isso é uma das vantagens, pois facilita no momento de criação da descrição do produto, fotos e vídeos elaborados em detalhes que muitas vezes o próprio fabricante ou o marketplace jamais enxergará, pois sua demanda é de grande escala o que o desfavorece nesse campo de detalhamento.

Com o desbravamento dentro do e-commerce, feito por alguns fabricantes, como um canal próprio e exclusivo pode enfraquecer sua relação com diversas lojas que ofertam os mesmos itens na rede com a concorrência natural entre si, algo que traz melhores resultados para ambos, impactando lá no final da cadeia de venda.

Muitos abandonam seu core-business na criação e produção partindo para o varejo ao consumidor final, perdendo seu foco, com tal ação perde relevância de seu produto exposto em diferentes lojas e nichos, para ficar exposto apenas em seu próprio site, a marca falando de si mesma nem sempre é uma boa prática de publicidade, o consumidor quer comparar, quer ter opiniões diferentes das do próprio dono da marca.

Sabidamente, o e-commerce ainda é uma pequena fatia perto do total de vendas do varejo brasileiro. O e-commerce chega a 3% do total de vendas do varejo, ou seja, 97% das pessoas ainda compram no mundo físico.

É um número muito expressivo, mas de acordo com a PricewaterhouseCoopers, a maior influência para a decisão de compra do consumidor é na internet, cerca de 77%. Números que se complementam e mostram a força da internet perante todos os outros canais de mídia, ou seja, o consumidor lê na internet com o influenciador, conhece o produto e marca e tem a sua opinião formada, mas por diversas questões ainda prefere comprar no mundo “offline”.

Claro, é um caminho enorme de crescimento para o e-commerce brasileiro, para poder, de fato, converter mais. O setor logístico terá um papel grande nisso, ainda na rabeira dos países mais desenvolvidos. De acordo com os dados é o canal que tem claramente o poder de influência de compra lá no final da compra.

A questão que se aborda é de que o foco de ação de marketing deve ser intensificada nestes importantes parceiros, os números mostram que investir nesse canal é rentável já além da venda, este exerce papel influenciador no final do processo de compra do consumidor.

Na Catmania , por exemplo, temos um trabalho intensificado com poucos fornecedores, criamos muito material de divulgação como fotos, imagens, infográficos, descrições completas e detalhadas, artigos de blog e também vídeos. Nós estudamos e gravamos alguns quando posso apresentando as bolsas e mochilas ao público que já busca os itens deste nicho de mercado, é uma troca onde ambos se fortalecem.  E a sua empresa tem focado esforços de mídia nesse sentido?

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1 comentário

Comentários

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  1. Realmente isso é importante, as empresas pagam milhares de reais pra um blogueiro ou youtuber e se esquece do seu canal de vendas que divulga ele com todo carinho com todas informações tim tim por tim tim, belo artigo e bem apontado.

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