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Meus pedidos de Natal para o e-commerce brasileiro

por Mauro Tschiedel Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

Estamos chegando perto do Natal e o Caio Colagrande, durante a Conferência E-Commerce Brasil RS, em Porto Alegre, me lembrou de fazer os pedidos sobre o comércio eletrônico ao Papai Noel em 2018.

O ano do 2019 poderá ser de grandes mudanças para o país, e espero que não sejam para o lado ruim. Minha cartinha ao Papai Noel vai ser bem simples e direta – para facilitar o seu trabalho e ver se haverá tempo de ler e nos atender – e, claro, de a transportadora entregar.

Querido Senhor de barba branca, trenó colorido e iluminado, aqui vão os meus pedidos para o Natal de 2018:

  • Queria ver um sistema tributário realmente simplificado, sem todo este aparato burocrático que não gera receita alguma para os cidadãos e nem o Estado. Nossos empreendedores não precisam aprender e decorar o que é PIS monofásico, DIFA, DIFAL etc., e aí depois ter que gastar com escritórios contábeis para fazer algo “simples”, que é pagar os impostos.
  • Que os marketplaces entendam que os sellers são parceiros, disponibilizando gerente de conta para todos os vendedores de forma a terem um atendimento justo. Se bancos oferecem gerente às empresas, por que marketplace não pode também?
  • Que as indústrias e fornecedores tenham cuidado ao definir sua entrada nos marketplaces ou vendas diretas aos consumidor para não prejudicar seu revendedores.
  • Que os Correios não criem regras e mais regras do que pode transportar, do que não pode, limites de seguro etc. A última alteração, que cria restrições para produtos com baterias, como como notebook, celulares, brinquedos, restringindo o envio via Sedex Interestadual, vai atrapalhar muitas empresas. Não tá fácil ficar programando regras específicas, nas plataformas para cada situação. É caro e complexo.
  • Que a liminar (ADI 5464) suspendendo a cláusula nona do Convênio 93/2015 seja mantida e a decisão, favorável às empresas do Simples Nacional. Esta liminar ficou conhecida na época por salvar os micro e pequenos empresários optantes do Simples Nacional.
  • Que os vendedores nos marketplaces não sejam surpreendidos com mudanças na regras do jogo. Esse tipo de atitude cria insegurança e prejudica os negócios.
  • Ahhh, que o Mercado Livre me deixe manter as fotos dos produtos com o logotipo, pois elas são minhas e quero que continuem lá.
  • Quase esqueço, vai ser votado o novo Código de Defesa do Consumidor nos próximos meses. Que nossos legisladores tenham o discernimento de que a maioria dos empreendedores não é malandra. Pensem em como proteger os bons empreendedores e não só os clientes.
  • Que os grandes players do e-commerce passem a ser lucrativos, pois esta galera que está enterrando grana de investidores e operando no vermelho, queimando preço e margem, prejudica todo mundo. Aprendam que faturamento não é lucro.
  • Que vendedores aprendam a fazer preço de venda de seus produtos, para que todos tenham lucro e não fiquem competindo com quem vai quebrar amanhã. A conta é fácil.

Bom, em janeiro começa um novo governo, espero que não faça grandes bobagens, que nosso Brasil evolua para um país melhor, mais simples, melhor para empreender, mas sem prejudicar as pessoas que aqui vivem.

Desejo a todos nós um feliz Natal e um ótimo 2019!

Obrigado.

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