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Saiba mais sobre Page Experience para e-commerce

por Felipe Bazon Segunda-feira, 02 de maio de 2022   Tempo de leitura: 13 minutos

Page Experience já é um dos principais fatores de rankeamento do Google. Entenda, a seguir, como ele deve ser trabalhado no e-commerce!

A experiência do usuário nas páginas é determinante para o sucesso do e-commerce. As pessoas querem ser bem recebidas e informadas para fazer suas compras com segurança e sem obstáculos. É por isso que o Page Experience para e-commerce se tornou tão importante.

Page Experience é um conjunto de métricas que o Google usa para avaliar a experiência que uma página oferece. Envolve a velocidade de carregamento, a segurança dos dados, a compatibilidade com dispositivos móveis, entre outros elementos que vamos ver a seguir.

Page Experience é um conjunto de métricas que o Google usa para avaliar a experiência que uma página oferece.

Então, se você deseja alcançar as primeiras posições do buscador e conquistar a satisfação dos visitantes, precisa saber quais métricas de experiência da página deve otimizar.

Neste artigo, você vai entender melhor o que é Page Experience, sua importância no SEO para e-commerce e os principais elementos que a sua loja virtual deve otimizar. Acompanhe agora!

O que é Page Experience?

Page Experience é um conjunto de indicadores de experiência na página que o Google utiliza para classificar os resultados da pesquisa orgânica.

Eles revelam como está a experiência de interação dos usuários com a página. Se essa experiência for bem avaliada pelo algoritmo do Google, as páginas tendem a melhorar sua posição no ranking da busca.

O Page Experience envolve as “principais métricas da web” (Core Web Vitals, que englobam as métricas LCP, FID e CLS) e outros indicadores de pesquisa. São eles:

  • Velocidade de carregamento da página (Largest Contentful Paint ou LCP);
  • Velocidade de resposta às interações do usuário (First Input Delay ou FID);
  • Estabilidade visual durante as interações do usuário (Cumulative Layout Shift ou CLS);
  • Compatibilidade com dispositivos móveis;
  • Uso do protocolo HTTPS;
  • Ausência de intersticiais intrusivos.

A inclusão do Page Experience no sistema de classificação da pesquisa do Google foi anunciada em 2020 e concluída em agosto de 2021.

Vale ressaltar: as métricas de Page Experience são apenas alguns dos fatores que o Google usa para fazer o ranqueamento. São essenciais para melhorar o posicionamento das suas páginas no buscador, mas não são os únicos elementos que devem ser otimizados, ok?

Qual a importância do Page Experience para e-commerce?

Em qualquer site, o Page Experience deve ser uma das prioridades em uma estratégia de SEO. Mas, quando tratamos de sites de e-commerce, esses indicadores ganham ainda mais relevância, já que estão diretamente relacionados à performance de vendas e conversões.

No e-commerce, a experiência do cliente acontece online. Grande parte das suas percepções sobre a loja vêm da experiência de compra no site. Se a página demora para carregar, se não funciona bem no celular ou se não oferece segurança, o usuário se sente frustrado, fica com uma imagem ruim da loja e tende a desistir da compra.

Além disso, o Google percebe que a experiência na página não está sendo positiva para as pessoas. Isso leva o site a perder posições no ranking e, consequentemente, diminuir seu tráfego orgânico e a visibilidade no buscador.

Portanto, os indicadores de Page Experience para lojas virtuais são essenciais para conquistar a satisfação do cliente e gerar mais conversões, além de melhorar o posicionamento no Google.

Cinco elementos de Page Experience para e-commerce que você deve otimizar

A seguir, trouxemos as principais recomendações de Page Experience para e-commerce que você deve otimizar na sua loja virtual. Aproveite para melhorar a experiência do usuário nas suas páginas:

1. Melhore a velocidade das páginas

A velocidade é um dos fatores determinantes da experiência na página. O Google mede isso de duas formas: o tempo de carregamento da página e a velocidade de resposta à primeira interação do usuário.

Esses dados são medidos, respectivamente, pelo LCP e pelo FID, do Core Web Vitals. O Google recomenda que o LCP fique abaixo de 2,5 segundos, e o FID, abaixo de 100 milissegundos. Dentro desse intervalo de tempo, o usuário tem menos chances de abandonar a página.

Para melhorar a velocidade das páginas, você pode tomar uma série de medidas, entre elas:

  • Melhorar o tempo de resposta do servidor;
  • Eliminar caracteres desnecessários do código-fonte;
  • Adiar o carregamento de scripts e CSS que não são essenciais para a página;
  • Otimizar e comprimir imagens;
  • Dividir tarefas longas do JavaScript em tarefas menores;
  • Entregar diferentes elementos com base na conexão de rede do usuário.

2. Corrija os elementos instáveis no layout da página

O indicador Cumulative Layout Shift (CLS), do Core Web Vitals, mede a ocorrência de mudanças inesperadas no layout da página, enquanto o usuário interage com ela.

Sabe quando você vai clicar em um link, mas, de repente, ele desce um pouco e você acaba clicando no lugar errado? Isso acontece quando o layout se movimenta enquanto a página carrega, mas é um problema para a experiência do usuário.

Para evitar que isso aconteça, você deve otimizar as configurações dinâmicas e os elementos da página que carregam de forma assíncrona. Estas são algumas medidas importantes:

  • Definir espaços fixos para anúncios e conteúdos dinâmicos para evitar que eles se redimensionem inesperadamente;
  • Definir as medidas de altura e largura de imagens e vídeos para o navegador já prever o espaço daquele conteúdo;
  • Usar o pré-carregamento de fontes por meio de API a fim de evitar que o navegador use fontes genéricas antes do carregamento da fonte original.

3. Utilize o design responsivo

O design responsivo não é a única forma de ter compatibilidade com dispositivos móveis, mas é um dos métodos mais recomendados. Afinal, esse recurso permite que o site se adapte a qualquer tamanho de tela que o usuário utilize.

A intenção é que os visitantes consigam navegar facilmente pelo site usando o celular. Eles devem conseguir encontrar o que querem, clicar nos botões, ler os conteúdos e finalizar a compra sem dificuldades. Pode parecer óbvio, mas muitos sites ainda não se adaptaram ao mobile-friendly.

Para garantir uma melhor experiência, o ideal é adotar a perspectiva do mobile-first, que coloca o desenvolvimento e o layout de sites para dispositivos móveis em primeiro lugar. Depois é que as páginas são adaptadas para o desktop.

4. Cuide da segurança dos dados dos usuários

A segurança de dados deve ser uma preocupação de qualquer site. Além de ser importante para a classificação no Google e para a experiência do usuário, é também uma determinação legal, definida pela LGPD.

Nas lojas virtuais, isso é ainda mais importante porque os sites lidam com dados sensíveis dos usuários, como senhas, endereços e número do cartão de crédito.

Por isso, a recomendação do Google é utilizar o protocolo HTTPS, que é obtido por meio de um certificado SSL. Esse certificado, que muitas vezes já está incluído no serviço de hospedagem de sites, garante que os dados dos usuários sejam criptografados e protegidos de roubos e fraudes.

5. Evite o uso de intersticiais intrusivos

Outro elemento importante do Page Experience para e-commerce são os intersticiais não-intrusivos.

Eles se referem ao uso de elementos que obstruem totalmente a visualização do conteúdo pelo usuário. Muitas vezes, são usados para fins promocionais, como pop-ups de anúncios, solicitações de inscrição na newsletter ou sugestão de download do app para usuários mobile.

Muitos visitantes tendem a abandonar a página quando isso acontece. Por isso, o Google entende que esses elementos intrusivos prejudicam a experiência do usuário. Além disso, os intersticiais de página inteira dificultam a leitura do conteúdo principal pelo Googlebot e, assim, atrapalham a sua indexação.

Então, se você deseja inserir pop-ups promocionais ou avisos logo que o usuário acessa a página, cuide para não obstruir todo o conteúdo. Em vez de intersticiais de página inteira, utilize banners que ocupam apenas uma parte da tela e oferecem facilmente a opção de fechá-lo.

A intenção do Google ao utilizar o Page Experience na classificação da pesquisa é tornar a web mais útil e agradável para os usuários. Por isso, esses indicadores também devem estar no seu planejamento de SEO para que o Google avalie bem as suas páginas.

Agora você já tem as principais recomendações de Page Experience para e-commerce e pode começar a otimizar a sua loja virtual. Mas não deixe de lado outros elementos de SEO on page e off page que também contribuem para a experiência do usuário e o posicionamento no Google.

Leia também: Google Page Experience: seu e-commerce está preparado?

 

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