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A revolução dos pagamentos: da moeda ao smartphone

por Tiago Lourenço Quinta-feira, 29 de novembro de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

Uma geração inteira de pessoas provavelmente não sabe, mas três décadas atrás era necessário deixar uma quantidade considerável de dinheiro em casa para fazer compras e pagar as contas. O talão de cheque era um luxo para uma parcela pequena da população. Os cartões ainda davam seus primeiros passos e conceitos como Internet Banking sequer existiam. Hoje, porém, a situação mudou. O avanço da tecnologia revolucionou o sistema financeiro e há diversas opções para realizar pagamentos no varejo. O mundo mudou e essa nova realidade mexeu com a economia brasileira.

Em 2017, por exemplo, foi a primeira vez que o volume de transações por cartão (crédito, débito ou pré-pago) superou o de dinheiro físico. Os cartões movimentaram R$ 1,36 trilhão, contra R$ 1,31 trilhão em saques, de acordo com levantamento da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito). Além disso, o pagamento móvel já é uma realidade no país com as entradas da Apple Pay e Samsung Pay. A previsão do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) é que as cédulas e moedas serão substituídas por pagamentos no celular até 2030.

A economia brasileira está se tornando cada vez menos dependente do papel-moeda. Isso porque a população tem um acesso cada vez maior aos serviços financeiros. Seja tornando-se clientes de bancos ou adquirindo serviços de outras instituições, como fintechs e startups, que oferecem alternativas para quem não possui conta em banco.

É o caso, por exemplo, dos cartões pré-pagos e cartões virtuais. Já são uma realidade para a grande maioria dos cidadãos e garantem acesso a diferentes serviços, como assinaturas e compras diversas. Quanto mais as transações acontecerem com rapidez, segurança e simplicidade no meio eletrônico, menor serão as que ocorrerão com dinheiro.

Esse movimento de descentralização dos serviços bancários e de pagamentos traz uma série de vantagens para os consumidores e estabelecimentos comerciais. É inegável que a competição estimula o surgimento de novas soluções a preços mais acessíveis. Basta olhar o exemplo do cartão: sinônimo de riqueza nos anos 90, hoje é item essencial para grande parte dos brasileiros. É um caminho sem volta e as empresas do setor precisam estar preparadas para este cenário.

Até porque as fintechs não irão parar de desenvolver novos produtos e serviços. Quem mantém o cliente no centro de sua estratégia sai à frente da concorrência. Ferramentas de CRM (gestão de relacionamento com o consumidor) e análises de dados conseguem personalizar a experiência das pessoas – além do próprio feedback dos usuários permitirem a atualização constante. A tecnologia de pagamento instantâneo é exemplo disso e deve impulsionar modalidades, como P2P (pessoa à pessoa) e P2B (pessoa à negócio). Isso facilita transações financeiras diretas sem a necessidade de intermediários.

A popularização da tecnologia no mundo mexeu com todos os setores, evidentemente. Mas poucas áreas foram tão afetadas e remodeladas como a de pagamentos. Vivemos um momento único: as fintechs estão revolucionando o mercado e democratizando o acesso a esses serviços inovadores. Se antes era necessário caçar moedas e cédulas para fazer uma compra no supermercado, em um futuro próximo você nem precisará abrir a carteira para isso.

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