Operação Logística no e-commerce: própria ou terceirizada?

por Ademir Zanini Júnior Quarta-feira, 03 de agosto de 2016

Pela definição do CSCMP – Council of Supply Chain Management Professionals, “logística é a parte do gerenciamento da cadeia de abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semiacabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes”.

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Essa definição é válida para todos setores do mercado, independente da área de atuação da empresa, porém, no varejo online a logística tem um papel ainda mais fundamental. Em um e-commerce, a operação logística representa um custo expressivo que, se mal projetado, pode se tornar um gargalo, impactando diretamente na satisfação do cliente e na saúde do negócio. De maneira geral, os custos de uma operação logística de e-commerce estão divididos em: 58% com frete, 23% armazenagem e 19% com custo de manuseio.

Diante da importância do assunto, ao planejar a logística, uma das dúvidas que o lojista costuma ter é se deve optar por ter uma operação logística própria ou terceirizada.Uma pesquisa feita pela ABCOMM – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico -, em 2013, com 225 comércios eletrônicos, mostrou que 82% deles possuíam logística própria, 7% contavam com operação terceirizada  e outros 10% mesclavam operação própria com terceirizada. A prática nos mostra que essa proporção se mantém atualmente.

Para avaliar qual o melhor modelo para cada negócios, alguns pontos  devem  ser levados em consideração: a quantidade de sku´s para armazenar e o volume de pedidos de expedição. Também é preciso considerar se os produtos possuem sazonalidade ou são vendidos como forma de campanha, o que demanda um planejamento extra para garantir a entrega nos prazos estipulados.

Outro fator que pode ajudar na decisão do varejista online é ele ter bem claro até que ponto  pode contar com cada uma das modalidades logísticas – própria e terceirizada – para expedir produtos de mais de uma localidade, aproveitando assim possíveis isenções fiscais.

Em uma operação terceirizada o lojista tende a não se preocupar com a locação de espaço físico, gerenciamento de estoque (inventários, endereçamento de estoque, movimentação de produtos de acordo com curva de vendas, etc), tempo de expedição e equipe. Esses costumam ser serviços básicos oferecidos pelo operador e, para a segurança do negócio, devem estar registrados em contrato.

Outra vantagem de estar em uma operação logística terceirizada é poder contar com descontos nos fretes, já que essas empresas acabam fechando contratos mais atraentes com as transportadoras fazendo com que o custo do frete caia.

Por outro lado, considerando alguns cenários, há casos em que a operação logística própria pode sair mais em conta. Quando o lojista se propõe a realizar ele mesmo a operação logística do seu e-commerce ele provavelmente estará adentrando um mundo novo, sobre o qual pode não possuir grandes conhecimentos, por isso, é essencial se preparar bem.

Um sistema ERP contribui para tal organização, dessa maneira pode-se atender e ampliar o número de pedidos sem ter problemas futuros, lembrando  que é preciso se planejar quanto à locação do espaço físico e área adequada para recebimento, armazenagem, separação e expedição dos pedidos, além de contratação de mão de obra.

Em alguns casos, é na experiência do dia a dia que se define o limite de pedidos que se pode  atender diariamente, porém, é importante, a partir disso, realizar um planejamento  adequado de escalabilidade e estar preparado para ampliar o local de armazenagem e a equipe de trabalho, de acordo com o crescimento do volume de vendas. Outra questão importante é avaliar as vantagens e desvantagens de implementar um sistema de WMS – Sistema de Gerenciamento de Estoque. Para decidir sobre isso é preciso considerar o custo, tempo de implantação e as características próprias de cada operação.

De maneira geral, a parceria com um bom operador logístico costuma livrar o lojista de várias dores de cabeça e contribuir  muito para o bom andamento de toda operação de e-commerce. Mas, a decisão final depende muito das características particulares de cada negócios, considerando os pontos que abordamos acima. No caso de contratar terceiros, vale também considerar a importância de trabalhar com uma rede de fornecedores experientes e garantir que o dono do e-commerce, ou uma pessoa de sua confiança, acompanhe de perto a operação e o crescimento do negócio. Isso é essencial para tomada de decisões assertivas.

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