O que seu e-commerce pode aprender com o sucesso do Alibaba

por Juca Oliveira Quinta-feira, 11 de abril de 2019   Tempo de leitura: 7 minutos

Nos últimos anos existiu um crescimento exponencial na quantidade de lojas virtuais. Junto a isso, houve também o surgimento de inúmeras empresas que podem ser consideradas um exemplo de e-commerce de sucesso. Uma delas é o Alibaba, da China, famoso por vender praticamente todos os tipos de produtos por preços extremamente acessíveis.

Robôs entregam pedidos feitos por comando de voz no hotel do futuro do Alibaba/Divulgação
Robôs entregam pedidos feitos por comando de voz no hotel do futuro do Alibaba/Divulgação

No artigo de hoje, conheceremos em mais detalhes a história desse gigante do e-commerce. Veremos desde o seu surgimento até as estratégias de sucesso adotadas pela marca. Quer saber mais e buscar inspiração para a sua empresa? Continue a leitura!

Surgimento do Alibaba

A história começou com Jack Ma, um ex-professor de universidade que foi o responsável por criar o China Pages, o primeiro site comercial (e também primeira empresa da internet) da China. Contudo, como o governo do país é de natureza comunista, os planos de Jack Ma foram interrompidos e o China Pages fechou.

Em 1999, com mais 17 amigos, Jack criou o projeto de outra empresa eletrônica, chamada de Alibaba. O empresário defende que o ponto mais importante para a criação de e-commerces chineses foi a carência de informações sobre o país em suas buscas na internet.

Capital financeiro

Se engana quem pensa que o Alibaba é apenas o maior e-commerce da China. O site também é o maior e-commerce do mundo. A trajetória de sucesso de Jack Ma o fez respeitado pelas autoridades governamentais da China e tornou-o um ídolo para a população local. A fortuna do também filantropo gira em torno dos 10 bilhões de dólares, a terceira maior da China.

Devido à sua grandeza, o valor de mercado das ações do Alibaba na Bolsa de Valores americana por vezes já superou as ações de outras companhias célebres, como a IBM e o Facebook. A tendência é que o valor da empresa permaneça em alta, chegando perto da valorização de outras grandes marcas mundiais.

Não é à toa que muitos especialistas de mercado consideram o e-commerce a quarta maior companhia de tecnologia existente, ficando atrás apenas da Apple, Google e Microsoft. Vale mencionar que a AliExpress, plataforma digital bastante popular no Brasil, faz parte do grupo Ali Baba. É por meio desse site que diversos brasileiros acessam o site chinês e realizam suas compras.

Modo de operação

O varejo é um dos meios mais fáceis de obter informações para serem utilizadas de forma inteligente. A primeira dica que pode ser aprendida com o Alibaba é usar o big data para identificar quem está comprando ou consumindo sua marca, bem como o que essa pessoa faz, quais são seus hábitos, sua presença em redes sociais, entre outros pontos importantes.

A diferença da China frente a outros países é a transparência dos dados compartilhados com os parceiros a fim de alavancar os negócios. Oposta aos Estados Unidos, por exemplo, que possui um ecossistema em que todas as empresas são independentes e sem integração, a China conta com uma grande integração de informações, o que possibilita um amplo panorama de como o comprador age em todas as esferas.

No caso do Alibaba, outro fenômeno representativo é o contato próximo da marca com o cliente e a forma como o consumidor interage. Esse fenômeno ganha ainda mais destaque no dia 11 de novembro, quando é comemorado o “Single’s Day” (Dia do Solteiro), data que reúne performances de gala e recebe várias personalidades, além de artistas internacionais.

Atualmente, o Single’s Day é considerado o maior evento da China e conta com a parceria de milhares de marcas nacionais e internacionais, sendo que 90% da venda total é realizada por mobile, ultrapassando os 800 milhões de pedidos gerados apenas na data.

Estratégias de branding

Por possuir a maior base industrial de bens de consumo e a maior população online do mundo — cerca de 420 milhões de pessoas — a China ostenta condições únicas para o desenvolvimento de e-commerces. Nesse mercado, ninguém está mais bem posicionado do que o grupo criado por Jack Ma. O portal Alibaba foca nas operações entre empresas (B2B) e conquista mais da metade do seu faturamento em negócios entre nações.

Em 2003, o empresário decidiu apostar no setor de vendas ao consumidor final (B2C) e fundou o Taobao, que passou a dominar 80% do comércio eletrônico do mercado chinês. Em 2009, o site tinha conquistado 200 milhões de usuários e 29,4 bilhões de dólares em transações.

A população chinesa, especialmente os jovens, é viciada em compras pela internet e, por meio das plataformas, busca a aquisição de eletrônicos, roupas, sapatos, lentes de contato, óculos, marcas de luxo e, claro, mercadorias pirateadas. Apesar do compromisso dos dirigentes do grupo com a “integridade”, o comércio de produtos falsificados não é limitado no Taobao.

O crescimento das duas plataformas foi impulsionado com a criação do Alipay, sistema de pagamento online do grupo que também se tornou o maior do mercado chinês, com transações diárias de milhões de dólares. As estimativas do Grupo Alibaba são de que o Alipay supere o faturamento de ferramentas semelhantes, como o PayPal e o eBay.

Futuro do Alibaba como e-commerce de sucesso

A grande aspiração de Jack Ma para seu império é dominar toda a cadeia que envolve o sistema de vendas online, do fabricante ao comprador individual, numa estratégia denominada B2B2C.

Fora da China, o grupo pretende implementar o conceito B2B2C por meio de parcerias, aquisições ou novos negócios próprios. A estratégia começou nos EUA, quando a companhia chinesa investiu 100 milhões de dólares na compra das empresas californianas Vendio e Auctiva. Com a aquisição, Jack pretende fazer a ponte de ligação entre seus clientes chineses e os compradores norte-americanos.

Um dos maiores obstáculos para se tornar um e-commerce de sucesso é acertar na logística. Afinal, quem compra pela internet espera receber suas mercadorias rapidamente, com segurança e sem avarias. Além disso, devoluções ou trocas costumam ser um desafio para a maior parte das lojas virtuais, que nem sempre contam com parceiros de distribuição à altura.

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