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O que ainda precisamos reforçar sobre banco de dados

por Luiz Felipe Rocha Terça-feira, 22 de fevereiro de 2022   Tempo de leitura: 7 minutos

No universo digital, sabemos que algumas ações tendem a servir como fontes de informação para gestão estratégica. O marketing digital tem ajudado milhares de sellers a atuarem com bastante afinco no e-commerce a partir dos dados obtidos durante a experiência de consumo dos clientes. À medida que consumidores navegam pelo mercado digital, o big data captura uma base de dados robusta que pode ser estrategicamente alocada na decisão e no direcionamento das estratégias de vendas.

É válido salientar que de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018, o tratamento que damos aos dados pessoais deve perseguir o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e privacidade, e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural. Destinado a regular todo e qualquer tipo de tratamento realizado por pessoa natural ou jurídica de direito público ou privado, essa lei exige que os e-commerces fiquem adaptados à LGPD.

O banco de dados de clientes pode ser caracterizado como todas as informações pertinentes ao comportamento de um consumidor específico, ou seja, o público-alvo. Além disso, ele é responsável por capturar e armazenar informações sobre os fatos que permeiam a realidade desses consumidores, evitando que algumas decisões sejam tomadas baseadas em suposições. Quando se constitui uma base de dados, é bem possível conhecer mais detalhes a respeito daquele perfil consumidor de modo que algumas ações de marketing possam ser desenvolvidas até de forma automatizada.

Devemos observar como utilizar esses dados para que estrategicamente possam surtir efeitos positivos no operacional da empresa. Primeiro, devemos sempre manter todas base de dados atualizadas, pois, mesmo com as melhores técnicas do mercado, referências desatualizadas podem comprometer as análises. Explorar os números reais e factíveis pode direcionar uma tomada de decisão mais assertiva. O comportamento do cliente é um dos principais elementos que irão constar nessa observação de dados. A partir dele, você conseguirá tangenciar a compreensão de suas expectativas e desejos. Ainda falando sobre cliente, é muito importante classificar o nível de interesse dos seus consumidores a partir de uma análise de lead scoring, pois uma pontuação estabelecida para cada lead aumentará a efetividade das campanhas de marketing e vendas.

O setor de atendimento se beneficia, e muito, do banco de dados, pois ele contribui para o desenho do processo de vendas mais assertivo, desde a forma como abordar o cliente potencial, na maneira de como contornar objeções e, ao final, em como fechar a venda. Por isso, conseguimos dizer o quão importante é para empresa selecionar informações bem qualificadas.

Um banco de dados pode ser constituído de diferentes fontes de informação, pois quanto maior a quantidade de coleta de dados ele realizar, melhor será a análise sobre o comportamento do cliente. Independentemente da origem dessas fontes, sejam elas através de formulários online ou das mídias sociais da empresa, o fundamental é que elas estejam concentradas em uma ferramenta só. Dessa forma, as informações poderão ser utilizadas de forma mais ágil e funcionalmente de acordo com os objetivos da marca. O acesso a esses dados precisa acontecer de maneira fácil, confiável e, essencialmente, eles devem estar protegidos – de acordo com a LGPD. A captação deve acontecer automaticamente e é necessária uma capacidade de processamento que suporte possíveis escaladas mercadológicas.

Para que a sua empresa possa utilizar esse bem tão precioso, que são as informações acerca do cliente, algumas ações devem ser tomadas para o sucesso e a eficácia na construção dessa base de dados:

  • Todos os setores da empresa podem conter informações relevantes. Portanto, insira ferramentas para captação de informações de acordo com a configuração de cada setor.
  • Defina o propósito do seu banco de dados. Para qual ou quais finalidades você está construindo essa base informacional? Subsidiar decisões gerenciais? Analisar as operações internas da sua empresa? Vender mais? Ter a clareza sobre esses objetivos fará com que a configuração que captura esses dados esteja alinhada com o seu propósito.
  • E por fim, saiba como escolher os métodos adequados para coletar esses dados. As informações sobre os consumidores estão dispersas por todas as partes, e você poderá utilizar diversos métodos para compor essa base: entrevistas, questionários, ferramentas digitais de web analytics ou social analytics.

Empresas que possuem um estruturada de captação de dados bem substanciada conseguem estar à frente da concorrência ao utilizarem técnicas ligadas às novas tecnologias, mitigando erros no processo de tomada de decisões.

Leia também: 10 maneiras para usar os dados a favor do varejo moderno 

 

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