O que a política atrelada à reputação digital pode te ensinar?

por Thaysa Coutinho Terça-feira, 05 de junho de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

O ano de 2018 tem copa do mundo e eleição. Agora, eu te pergunto: existe tema mais polêmico do que futebol e política? Se sim, me informe, por favor.

Brincadeiras à parte, não é novidade que a satisfação do brasileiro sobre a política só vai de mal a pior, mas vamos combinar que não fazer a lição de casa, que consiste estudar sobre os candidatos e procurar saber mais sobre seus históricos, não vai ajudar em nada no “Brasil que eu quero”.

Mas não vim aqui com o mesmo discurso pronto. Vim relacionar a política com a reputação digital. O que? Calma, já chego lá.

O “booom de acesso à internet” no Brasil ocorreu em 2008, segundo pesquisas realizadas pelo Ibope/NetRatings, quando foram registrados 22 milhões de pessoas com acesso à internet em seus lares. Junto ao crescimento desse acesso, o ambiente foi se modificando conforme seus comportamentos, e então a web foi dividida em 3 etapas: web 1.0, web 2.0 e web 3.0.

A web 1.0 foi caracterizada pelos conteúdos, em sua maioria, institucionais, onde não havia interação com os usuários e a quantidade de internautas estava começando a crescer. Foi nessa época que as pessoas começaram a usar e-mails.

A web 2.0 foi marcada pelo social. Os conteúdos deixaram de ser totalmente institucionais e os internautas começaram a ter a oportunidade de criar seus próprios assuntos. Foi aqui que surgiram as redes sociais.

Já na web 3.0, a qual nos encontramos agora, é compreendida pelo aprendizado das máquinas. Elas agora decifram conteúdos e indicam soluções sem precisar da intervenção humana.

Tudo isso foi proporcionado pelo investimento em tecnologia, que nos possibilitou ter acesso às informações de maneira rápida e fácil. Quando precisamos de alguma informação, rapidamente temos uma resposta com o famoso “dá um Google aí”.

Fiz um overview rápido sobre uma parte da história da internet para entendermos melhor o acesso às informações, que antigamente eram tão restritos à instituições de pesquisas, como o Ibope, por exemplo.

Agora imaginem, em ano de eleição, como a população tinha acesso aos dados dos presidenciáveis? As pesquisas eram divulgadas nos meios tradicionais, como rádios, televisão, jornais. Hoje, basta “Googlar” e já temos acesso às informações dos candidatos, suas fichas, seus escândalos, históricos, etc.

Mas o que as pessoas levavam em consideração antes de votar em candidato X ou Y há 10 anos? E hoje em dia, o que tem mais peso na hora de eleger um político?

Antigamente (não tão antigamente assim), as pessoas geralmente votavam nos candidatos que tinham mais intenções de votos, investiam mais em propagandas e tinham suas participações em escândalos mais bem acobertadas, obtendo todas essas informações nos meios tradicionais. Nos dias de hoje, com o acesso à internet em qualquer lugar, as pessoas têm informação em tempo real sobre qualquer notícia. Ou seja, se quero saber quais são os candidatos a presidente ou quais são suas propostas e seus históricos, basta jogar nos buscadores e pronto.

Além do acesso à informação quando e como queremos, de uns tempos pra cá estamos levando outras coisas em consideração antes de eleger um candidato, como por exemplo sua participação nas redes sociais, seu número de seguidores e engajamento.

De acordo com uma pesquisa do Facebook feita em 2016, já são mais de 100 milhões de brasileiros ativos na rede social, ou seja, é aquele famoso ditado: quem quer ser visto, tem que estar presente onde as pessoas estão.

Foi o que aconteceu entre 2008 e 2010, quando diversas marcas do varejo começaram a criar suas contas nas principais redes sociais, com a finalidade de interagir com seus consumidores e ganhar novos potenciais clientes.

Não dependemos mais de poucas fontes que detinham a informação. Hoje ela é democratizada e viralizada nas mídias sociais, e se antes os políticos deveriam ser diplomáticos ao aparecer na TV ou em entrevistas para jornais, agora eles devem fazer o mesmo (e um pouco mais) no social. É importante estar ativo e engajar o eleitor onde ele se encontra diariamente, prezar pela sua imagem e reputação digital, assim como fazem (ou deveriam fazer) as marcas.

Para saber a reputação de uma empresa, basta realizar uma pesquisa no site Reclame Aqui e ter uma(s) resposta(s). Para conferir se um político está “andando na linha” existe o Vigie Aqui,por exemplo, uma extensão para o navegador Chrome que destaca em roxo (em qualquer site) os nomes de políticos com pendências na justiça.

Mas e para as lojas virtuais? A reputação delas podem ser facilmente conferidas por meio dos reviews dos compradores. Muitas, aliás, utilizam ferramentas que disponibilizam um selo no rodapé, informando sua confiabilidade diante da nota média das avaliações feitas. Então, basta o consumidor clicar no selo para ver todas as avaliações feitas sobre o site.

Fiz esse paralelo entre política e empresas para mostrar a vocês que, hoje, graças à tecnologia, temos acesso a todo tipo de informação. Portanto o varejista deve prezar pela reputação da sua loja e se preocupar mais com o engajamento dos seus clientes, pois em terra de internet, quem tem voz é rei. Pense nisso.

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