O que podemos esperar do e-commerce no segundo ano da pandemia

por Thiago Sarraf Terça-feira, 20 de abril de 2021   Tempo de leitura: 5 minutos

No que o começo de março de 2020 foi feito de incertezas e medos, o restante do ano, para o e-commerce, foi um ano de Black Friday. Com recordes de vendas e faturamento em diversos setores, os empreendedores foram obrigados a se digitalizarem a fim de continuarem suas vendas.

E agora, o que podemos esperar do e-commerce no segundo ano de pandemia? Será que bateremos novos recordes e que o mercado digital terá o mesmo crescimento que o ano passado?

O e-commerce em 2020

Com a marca histórica de R$ 87 bilhões faturados em 2020, segundos dados do Webshoppers, o mercado de e-commerce viveu um crescimento repentino e inesperado no ano passado. Já prevíamos crescimento de dois dígitos para o mercado, mas não que o faturamento dos primeiros meses do ano fosse superar os da Black Friday e demais datas de grande venda.

A ABComm também registrou a abertura de 107 mil novas lojas online só nos primeiros meses de 2020, bem como o Mercado Livre ganhou aproximadamente 5 milhões de novos consumidores no âmbito da América Latina.

Ou seja, tivemos crescimentos históricos para o mercado de e-commerce no primeiro ano de pandemia. Afinal, as compras online foram o que restaram aos consumidores tradicionais, já que muitas lojas se encontravam fechadas e havia restrição de circulação nos estabelecimentos.

O que os lojistas podem aprender com 2020?

Com o aumento de novos consumidores online e na mudança de novos hábitos de consumo, os empreendedores observaram o potencial do e-commerce e este é o momento de investir no negócio.

Entrega de experiências

Qual a razão de muitos preferirem as compras físicas às online? Para diversos setores, como moda e decoração, sentir o tecido das roupas nas mãos e ver a real cor e proporção dos móveis é um grande fator decisivo para a compra do produto.

Com o fechamento de lojas físicas, o desafio deste setor do e-commerce foi entregar experiências parecidas aos consumidores, sem que precisem sentir o produto fisicamente antes da compra, mas ainda fiquem satisfeitos com a chegada do produto.

Neste sentido, a descrição bem-feita dos produtos e fotos de boa qualidade são seus maiores aliados. São os substitutos do tato que procuram reproduzir, com fidelidade as sensações e proporções, para que não haja quebra de expectativa na entrega.

Segurança e fraude

Especialmente a parcela com maior idade dos consumidores ainda possui o pé atrás nas compras online. Seja o medo de os dados serem clonados, ou o medo de pagar pelo produto e não o receber.

Por isso é importante ressaltar no ambiente de sua loja que é um lugar seguro e confiável. Bem como deixar claro políticas de devolução caso algo dê errado.

Fornecer o maior número de informações para que os consumidores se sintam seguros em finalizar a compra em seu e-commerce.

O investimento online

Para as lojas que não possuíam ambiente virtual ou que quase não investiam no crescimento deste ramo do negócio, a pandemia trouxe relevância para lojas bonitas e bem desenvolvidas.

O e-commerce não é apenas criar a loja e deixar os produtos à venda, esperando que alguém encontre seu endereço e faça compras. A internet é um ambiente que não perdoa. Aliás, os consumidores não tem tempo ou paciência de buscar coisas que vão além da segunda página do Google.

Além disso, o investimento online abre espaço para mais um meio de aumentar as vendas e expandir o negócio.

O que esperar do e-commerce em 2021?

Com mais um ano de pandemia e sem a “normalização” dos comércios e estruturas, podemos esperar o mesmo crescimento do e-commerce em 2021?

Esperar que o e-commerce bata as mesmas taxas de crescimento e faturamento de 2020 é um otimismo positivo demais. O “novo normal” já faz parte do cotidiano da população. E quem tinha que começar a comprar online, já comprou.

Aliás, mais um ano de confinamento pode ajudar a estabilizar as compras online, especialmente para os novos consumidores que entraram no universo online. Mas não creio que vamos ter números tão significativos como no ano anterior.

Com mais de um ano para se adaptar, já está mais do que na hora dos e-commerces tanto de pequeno quanto grande porte estarem prontos para atender maior demanda e entender o novo comportamento do consumidor online, a fim de alavancar as vendas.

O cenário é positivo, com certeza. Antes de 2020 o e-commerce representava apenas 5% do varejo físico e, agora, as lojas online ganharam um espaço maior de confiança no consumidor. O e-commerce tem potencial para continuar crescendo pelo menos dois dígitos por pelo menos mais 10 anos.

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