O que fazer para melhorar a experiência de entregas no e-commerce?

por Gustavo Chapchap Quinta-feira, 05 de abril de 2018   Tempo de leitura: 8 minutos

As entregas no e-commerce são um dos principais fatores críticos de sucesso do negócio. Afinal, não basta ter a melhor plataforma, produtos de qualidade e marketing eficiente: o webshopper valoriza, em primeiro lugar, a praticidade e a conveniência.

Assim, se o frete não é vantajoso e o produto não chega rapidamente, com integridade e no prazo combinado, dificilmente o cliente será satisfeito e fidelizado. Além das opções convencionais de frete, há diferentes modais disponíveis no mercado. E são eles que vamos abordar neste artigo. Confira!

Qual é o atual cenário de entrega no e-commerce brasileiro?

Um estudo da Manhattan Associates, empresa especializada em sistemas omnichannel, estimou que o e-commerce brasileiro perde R$ 11,8 bilhões ao ano por problemas com transporte e logística.

O momento crucial da transação é a fase de cálculo de preço e prazo da entrega. Na pesquisa, 74% dos entrevistados afirmaram já ter abandonado o carrinho por causa do preço do frete. Outros 63% abortaram a operação por não aceitar o tempo de entrega da mercadoria. O relatório Webshoppers mostra que o prazo médio prometido em 2017 foi de 9,1 dias.

O grande desafio do varejista é diminuir esses índices e aumentar as taxas de conversão, escolhendo modais de transporte capazes de transferir o maior número de mercadorias no menor tempo possível e com o mínimo custo. Nesse sentido, já não vale considerar apenas os métodos tradicionais de envio oferecidos pelos Correios.

Vamos, então, conhecer outras formas de entrega no e-commerce, bem como vantagens e desvantagens para cada perfil de negócio.

Quais são as alternativas aos Correios?

Apesar da facilidade de integração com plataformas de e-commerce e abrangência total do território de entrega, os métodos de envio oferecidos pelos Correios apresentam algumas desvantagens para o lojista. A principal delas é a instabilidade do sistema: são recorrentes os anúncios de greve que paralisam o trânsito de mercadorias.

Além disso, os produtos enviados não podem pesar mais de 30 kg. Por isso, essa modalidade de frete é ideal apenas para pequenas empresas virtuais, com baixo volume de transações. Mas, se você trabalha com um volume de negócios maior, conheça opções e tendências que prometem reduzir os custos logísticos de entrega no e-commerce.

Transportadoras

Para saber se vale a pena contratar uma transportadora, primeiramente você deve analisar algumas estatísticas do seu e-commerce. Assim, identifique se seu volume de vendas para determinadas regiões viabiliza melhores preços dos serviços de entrega.

Depois, faça uma pesquisa entre os concorrentes para obter condições que sejam vantajosas para o seu negócio. Na análise da relação entre custo e benefício, é preciso considerar:

  • Quais são os pontos de embarque e desembarque;
  • Quais são os custos relacionados à atividade de entregas;
  • Se existem cuidados especiais com manuseio das mercadorias;
  • Quais são os prazo de entrega prometidos;
  • Qual é a disponibilidade de uso do meio de transporte, considerando suas demandas;
  • Se o transporte a ser contratado cumpre normas de segurança e exigências legais.

Apenas depois de responder à essas perguntas será possível ter certeza se a contratação de transportadoras é a opção de entrega mais vantajosa para seu negócio e para os consumidores.

Drones

Essa modalidade já tem ganhado alguns adeptos entre grandes players do mercado, como a Amazon. O lançamento do programa Amazon Prime Air foi anunciado em dezembro de 2016, quando a empresa utilizou o drone pela primeira vez em uma entrega que durou 13 minutos, levando ao comprador uma TV portátil e um saco de pipocas.

Depois disso, o recurso passou a ser adotado por estabelecimentos como padarias e pizzarias que desejam transmitir valores de inovação. Mas, em termos de viabilidade em operações de larga escala, ainda é uma possibilidade bastante remota.

Isso porque esses aparelhos exigem alto investimento e não podem ser facilmente regularizados, pois dependem de autorização dos controles de tráfego aéreo. A capacidade de entrega e autonomia de voo ainda são insuficientes, além da necessidade de carregamento da bateria, que toma um tempo considerável, e de manuseio altamente especializado.

Bicicletas

Acredite, bicicletas vêm despontando como um dos mais promissores modais de entregas para e-commerce dos últimos tempos. Trata-se de um transporte barato, saudável, silencioso e ecologicamente correto — em meio ao trânsito caótico das grandes cidades, pode ser até mais veloz do que veículos automotivos.

A tendência começou em alguns países da Europa e nos Estados Unidos e já vem sendo utilizada no Brasil por empresas como a Netshoes. A Amazon também tenta promover a consolidação dessa modalidade, prometendo entregas em até uma hora.

Para ser rápido e vantajoso, o serviço precisa estar concentrado em uma região específica, preferencialmente com malha cicloviária bem desenvolvida. As maiores estão no Rio de Janeiro, com 374 km de ciclovias, e em São Paulo, que tem 219,5 km de ciclovias, 67,5 km de ciclorrotas e 3,3 km de ciclofaixas permanentes.

O varejista pode optar por uma frota própria ou serviços especializados, que se posicionam com o valor da logística sustentável e já começam a se multiplicar nas capitais e grandes cidades do país.

Frota própria

Quando o destino é próximo ao depósito ou centro de distribuição, vale muito a pena apostar em entregas com frota própria, seja de caminhões, carros ou motos. Embora essa modalidade exija um alto investimento inicial, no longo prazo ela tende a se reverter em fretes mais baratos e, consequentemente, mais vendas fechadas.

Pontos de retirada

Muitos clientes de comércio eletrônico não se importam em retirar o produto pessoalmente, desde que isso signifique redução do prazo de entrega e do valor do frete.

Nesse sentido, vale a pena fazer parcerias com estabelecimentos em regiões com maior demanda e enviar todas as mercadorias para os endereços selecionados, transformando-os em pontos de retirada. Oferecer essa opção de entrega aumenta a confiança do consumidor, diminui os custos logísticos e ainda fortalece o negócio do parceiro, que pode lucrar com uma nova divisão de negócios e atrair mais clientes.

Como nunca se sabe quando os Correios entrarão em greve ou o combustível vai aumentar, sempre vale a pena adicionar essas alternativas às possibilidades de negócio. Além de reduzir os riscos de atrasos, você ainda poderá explorar o valor da inovação, sempre bem-vindo para os consumidores do mercado digital!

Para ler o artigo original clique aqui.

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