O que esperar do e-commerce em 2030?

por Larissa Lotufo Quinta-feira, 26 de março de 2020   Tempo de leitura: 6 minutos

A única certeza que uma pessoa pode adotar em sua vida é a de que as mudanças são inevitáveis e constantes. E isso é válido — e muito — para o mercado virtual, que se transforma freneticamente desde o desenvolvimento digital pós-anos 2000.

Se compararmos a maneira que se consumia mercadorias em 2001 com o modo que fazemos hoje, parece até coisa de outro planeta.

  • Disseminação da internet;
  • Popularização da tecnologia — que possibilitou parte considerável da população acessar produtos como smartphones, tablets, notebooks e até assistentes virtuais;
  • Disponibilização de novas plataformas de vendas.

Tudo isso permitiu que a cultura de consumo se transformasse inúmeras vezes. E nem 50 anos se passaram.

Todavia, a transformação não para e mais novidade vem por aí. Dentro deste cenário de modificações e futurismo mercadológico, confira as principais tendências para 2020 que vão durar a década inteira!

Chatbots como ferramentas padrão de atendimento ao consumidor

Chatbots não são novidade para ninguém, porém essa ferramenta tem se popularizado rapidamente entre as empresas e se tornado mais acessível aos negócios. Ao mesmo tempo, o consumidor em geral se adaptou muito bem a este tipo de assistente, demonstrando que o produto é uma saída interessante e que muitas vezes acaba por ser um investimento mais rentável do que grandes equipes de telemarketing. Por conta disso, vai ser cada vez mais comum ver empresas adotando chatbots para atendimento em seu SAC, principalmente para os atendimentos mais simples e gerais.

Indústrias: firmes e fortes no e-commerce

Nos últimos 5 anos os fornecedores começaram a invadir o cenário virtual, tornando-se competidores no e-commerce. E essa tendência se mostra ainda mais forte a partir de 2020, já que as indústrias experimentaram o gostinho das vendas aumentando com essa estratégia. Sendo que as redes sociais apresentaram um papel de destaque nesta história. Empresas como Unilever já começaram a explorar — e muito bem — o Direct-to-Consumer (Direto ao Consumidor – DTC). Aumentaram a proximidade da marca com os seus consumidores, educando o seu consumo diretamente para a sua loja virtual (direto de fábrica).

Assistentes virtuais: um novo campo a ser explorado pelo e-commerce

Se existe um gramado verdinho e pronto para ser explorado é o das assistentes virtuais. Isso porque, diferente dos demais aparelhos digitais, ainda não são tão populares e ainda estão delimitando o seu formato e público-alvo. E é neste cenário que surge oportunidade para inovação e muita criatividade. Portanto, se o seu comércio está procurando uma forma de se reinventar, é bom deixar esta tendência no radar!

Pagamentos: mais ágeis, mais simples e mais móveis

Como sempre, o consumidor digital está cada vez mais inquieto e quer mais praticidade em pagamento virtual. Por isso os códigos e processos de pagamentos simplificados sempre fazem muito sucesso entre qualquer público-alvo. Neste sentido, continua sendo uma tendência mundial a padronização dos processos de pagamento, assim como o crescimento das empresas de pagamentos móveis e digitais, como a PicPay, por exemplo.

Clubes de assinatura vieram para ficar!

Os clubes de assinatura viraram uma febre nos últimos tempos. Tem clubes tem livros, de bebidas (alcoólicas ou não), de produtos de beleza, de roupas, de comidas (guloseimas ou vida fitness) e até de pets, como não poderia deixar de ter. Mas o fato é que essa moda pegou e realmente veio para ficar, se mostrando um mercado mais consolidado a partir de 2020.

Microinfluenciadores digitais com cada vez mais lugar ao sol

Os “influencers” fazem sucesso e são usados por muitas marcas para promover parcerias, isso já é até notícia datada. O que é novidade é que cada vez mais o microinfluencers estão ganhando espaço neste mercado. Tanto que uma pesquisa realizada pela Collective Bias mostrou que 30% dos consumidores são mais propensos à comprar um produto por recomendação de um(a) blogueirinho(a) “não famoso(a)”. Tendo em vista que a internet permite que as pessoas se aproximem e criem relações mais “reais”, os microinfluencers passam mais credibilidade ao consumidor por serem “gente da gente”.

Data! Data! Data!

O uso de dados dominou a maneira de se fazer negócios — e marketing — nos últimos 20 anos. E isso sempre foi feito em um estilo meio faroeste: cada um por si e salve-se quem quiser! Esse cenário mudou drasticamente em 2018 com o advento do GDPR (General Data Protection Regulation — Regulamento Geral de Proteção de Dados) europeu, que passou a ditar algumas regras para o jogo. Isso fez com que diversos países regulamentassem a proteção dos dados internamente. No caso do Brasil, a LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados ou Lei 13.709 de 2018, está marcada para vigorar a partir de agosto de 2020.

Com essas novas regras, novos procedimentos internos precisaram ser implementados, novos protocolos de segurança garantidos e começou a nascer uma nova cultura da dados: a cultura da proteção de dados, da qual nenhuma empresa ou organização fica isenta. Isso não vai impedir a sua empresa de fazer nada, mas vai criar regras claras e transparentes para cada tratamento de dados pessoais feito. Tudo para proteger as informações e a privacidade do consumidor, algo que não era lá muito respeitado antes dessas regras.

Blockchain na veia!

A tecnologia do blockchain é um assunto constante nas rodinhas de tecnologia, mas em larga escala ainda não é tão aplicada. A tendência é que essa realidade se modifique a partir de 2020 e as inovações futuras passem a acontecer por meio do sistema de blockchain. Isso vai garantir um sistema como um todo mais seguro e transparente, assim como pode modificar alguns papeis no mercado atual — como é o caso dos intermediários que vão precisam se reinventar nesta nova realidade.

Aglomeração de marcas: síndrome de “Pink e Cérebro”?

Apesar de a internet criar oportunidades de democratização e popularização, criou espaço para os grandes, se tornarem gigantes. Neste sentido, a partir de 2020 mais aglutinações de marcas devem acontecer para que a batalha de gigantes aconteça de forma mais igualitária. Será necessário unir forças e mercados para que varejistas consigam concorrer com marcar como Amazon ou Alibaba, por exemplo.


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