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O que é Dropshipping e como funciona esse modelo de negócio?

por Valéria Mancini Quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022   Tempo de leitura: 8 minutos

Sabemos que cada negócio tem as suas particularidades e pode configurar cenários de vendas de acordo com necessidades que melhor se adaptam às suas características. Aprendemos que a situação de crescimento exponencial demanda que marcas, distribuidores e  sellers  façam e-commerce e deem o primeiro passo em direção à transformação digital. Nessa oportunidade, vamos falar do dropshipping.

Do que estamos falando quando dizemos “dropshipping”?

Trata-se de um tipo de venda em que os sellers, ou vendedores varejistas, não precisam estocar, na loja própria, os produtos que comercializam. Pelo contrário, os pedidos do cliente e o endereço de entrega do consumidor final são passados ao distribuidor para que ele os despache de forma direta. Fazendo o dropshipping, as entregas sempre são realizadas em nome do vendedor. Quanto aos varejistas, cabe a eles a função de levar adiante a relação com o consumidor final.

Esse modelo permite que as marcas desenvolvam lojas online de uma forma rápida e fácil. Com a sua implementação, podem ser otimizados:

  • processos de logística e custos de abastecimento;
  • acelerar o tempo de envio aos compradores;
  • permitir a venda de todo o catálogo de produtos, gerando mais oportunidades de vender, sem que seja necessário realizar grandes compras.

Graças às facilidades oferecidas pelo dropshipping, a rede de vendedores pode focar a captação e a fidelização de novos clientes.

Esse mapa nos permite visualizar que, por exemplo, um seller do setor de pneus, ao receber uma compra de um produto fora de estoque, repasse (de forma automática) o pedido ao distribuidor / fornecedor. Assim, o distribuidor será o encarregado de preparar o pedido para, depois, realizar a entrega ao consumidor final. Ou seja, os sellers podem publicar e vender os produtos que não possuem, mas que chegarão às mãos do comprador de todas as formas.

Quando são configurados os cenários de negócios dentro de um modelo de venda indireta, existem diversas opções a considerar para que uma marca tome as suas decisões.

As marcas compartilham da necessidade de cumprir o seu objetivo de vender cada dia mais e isso pode ser conquistado ao atender a essas múltiplas variáveis, entre as quais destacamos o preço e o estoque.

Dropshipping é o modelo de negócio que funciona sem estoque próprio

Toda empresa (tendo muitos ou poucos SKUs) possui uma porcentagem de produtos denominada “alta rotatividade” (de 20% a 30% do catálogo). Por outro lado, a porcentagem restante tem pouca demanda; são de média ou baixa rotatividade (70% do catálogo). Esse cenário abre a possibilidade de vender produtos que não se encontram nas lojas dos sellers, mas sim no depósito/armazém da marca. Com o dropshipping, as marcas estão oferecendo uma solução que facilitará a compra para os seus consumidores. Por consequência, a experiência positiva na hora de comprar online gera um resseguro necessário, que resguardará os clientes dessa marca.

Estoque exclusivo

Outro cenário possível que considero importante mencionar é o dos “produtos premium”. Dentro desses 70%-80% do catálogo, o qual chamamos de média ou baixa rotatividade, há marcas que incluem produtos especiais ou exclusivos. Esses últimos dificilmente serão comprados pelos vendedores varejistas. Porém, podem muito bem ser publicados em seus sites de e-commerce.

Desafios solucionados pelo dropshipping: implementar uma estratégia de e-commerce. Afinal, as marcas querem saber onde estão seus produtos. A confecção do catálogo digital de produtos inicia um processo de melhoria contínua, no qual a informação sobre cada produto pode facilmente ser visualizada por meio de relatórios e indicadores.

Ressalto que esse processo pode ser acompanhado pelo resseguro de que esse catálogo de produtos seja publicado por toda a rede de vendedores em múltiplos marketplaces.

Graças ao dropshipping, evita-se o problema de os vendedores varejistas não terem estoque de produtos em seus depósitos.

Esse desafio é frequente porque os sellers podem não contar com espaço, dinheiro suficiente ou, até mesmo, desconhecerem toda a oferta do catálogo. Em qualquer um dos casos mencionados, digo que oferecer dropshipping é uma solução porque gera facilidades para sortear quaisquer dos inconvenientes mencionados.

Como precificar os produtos dessa modalidade de negócio?

Apesar de não ser algo tão estritamente relacionado ao dropshipping, quanto às políticas de estoque, trata-se de uma variável fundamental que os compradores observam com cautela em suas pesquisas.

As marcas podem escolher entre políticas de preços fixos, variáveis ou adotando margens para o seu exército de (re)vendedores. A diferença entre o preço de atacado e de varejo será o que o vendedor varejista obtiver de lucro.

O dropshipping pode beneficiar as marcas ou distribuidores?

Poucas pessoas sabem, mas geralmente liderar a estratégia de e-commerce é de responsabilidade das grandes empresas. Cabe às marcas a função de colocar recursos disponíveis para que, no ecossistema onde está, encontre-se toda a sua cadeia comercial cresça.

É imprescindível lembrar também que elas são responsáveis por oferecer soluções quanto à criação de catálogos, logística e distribuição. Afinal, tudo isso aproximará um exército de (re)vendedores à comercialização de seus produtos, levando à venda indireta de cada negócio ao próximo nível.

Nesse processo, as marcas podem aumentar as suas publicações em múltiplos marketplaces e, se levarmos em consideração novos horizontes, ter um crescimento vantajoso.

Para uma marca, o dropshipping pode ser a possibilidade de disponibilizar os seus produtos em novas regiões onde nem se imaginava vendê-los.

Como o dropshipping pode beneficiar os vendedores?

Como disse anteriormente ( no sentido de começar a vender produtos que não se encontram na loja do vendedor), o dropshipping é em muitos aspectos uma porta aberta. Ou seja, um caminho que direciona à venda do estoque total de produtos que estão no catálogo. Trata-se de uma facilidade em relação ao dinheiro de que dispõem os vendedores varejistas para comprar mais modelos de produtos.

Basta imaginar uma pequena loja que comercializa os produtos de uma marca grande, mas que não conta com espaço em sua loja física suficiente para estocar uma grande quantidade de produtos. Soma-se a isso o fato de que são os vendedores que conhecem quais são os produtos de maior rotatividade e, portanto, estão aptos a negociar — com a marca — que tipo de produto disponibilizar no próprio estoque e quais funcionam melhor para uma estratégia de dropshipping, em qualquer dos cenários escolhidos.

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