O que aconteceu com as eWallets?

por Juan Pablo D'Antiochia Quinta-feira, 16 de março de 2017   Tempo de leitura: 5 minutos

A previsão era que 2016 seria o ano decisivo para as eWallets e as carteiras digitais, mas isso não aconteceu. Mesmo com os lançamentos do Apple Pay e do Android Pay, que garantiram milhões de acessos à ferramenta, sua adoção tem sido muito mais lenta do que o esperado. Por que esses métodos de pagamentos ainda não caíram nas graças dos consumidores?

Dentre os motivos que podem ter impactado o crescimento está o aumento de pagamentos com cartões contactless, que utiliza a mesma tecnologia das carteiras digitais. Como resultado, os consumidores passaram a questionar a vantagem de se usar o telefone para fazer compras por meio da tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a troca de dados sem fio e de maneira segura.

Outro fator pode ser que, no seu lançamento, essa tecnologia mobile só funcionava em smartphones de última geração e, com isso, poucos consumidores tiveram acesso a ela. Do lado dos comerciantes, a aceitação tem oscilado. Muitos, por conta da necessidade de investimentos, são mais cautelosos e aguardam para ver quais ecossistemas ganharão mais força.

Ainda assim, a expectativa, de acordo com a mais recente edição do Global Payments Report, estudo conduzido pela Worldpay, é que em 2020, a popularização das eWallets, de fato, aconteça, atingindo, globalmente, 30% do market share. Grandesplayers, como a Apple e Google, já estão levando suas carteiras digitais para o desktop. Desta forma, tanto os comerciantes on-line como seus consumidores poderão usufruir das facilidades dessa tecnologia, utilizando um método de pagamento único, tanto no mundo virtual como nas lojas físicas. Este comportamento atende assim a demanda crescente dos consumidores que preferem o comércio móvel.

Aliado a isso, mais usuários terão acesso a telefones habilitados para NFC, já que seus modelos anteriores tendem a ficar obsoletos. Esse movimento também deve acontecer com os lojistas, que precisarão substituir os terminais de suas lojas nos próximos três a cinco anos, o que ampliará o suporte a carteiras digitais e incentivará a utilização desta forma de pagamento.

A tendência para este método de pagamento é incluir outros serviços para se tornar ainda mais eficaz e melhorar a experiência dos consumidores, como por exemplo, indicar informações adicionais das transações dentro do aplicativo de pagamento, oferecer recursos de orçamento e esquemas de fidelidade integrados.

O único obstáculo significativo à adoção será a fragmentação dos ecossistemas de pagamentos. Ainda há trabalho a ser feito em termos de transferência de dados entre aplicativos móveis. Será necessária uma colaboração mais estreita entre as organizações concorrentes para tornar a experiência de carteira digital conveniente o suficiente para influenciar os consumidores modernos.

Quando isso acontecer, serão os consumidores quem definirão quais tecnologias de pagamento serão as mais utilizadas em um mercado competitivo. Por isso, é importante que comerciantes estejam preparados para atender essas mudanças.

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