Acesso rápido

O poder do vídeo no e-commerce

por Redação E-Commerce Brasil Segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Por Patrícia Leite, Diretora Executiva da Atvnaweb

No último Fórum E-Commerce Brasil, gravamos uma série de entrevistas sobre o que é tendência nos negócios do varejo digital. Estão todas publicados em nosso site. Uma das perguntas que fizemos aos entrevistados foi sobre o uso de vídeos no varejo eletrônico brasileiro. Queríamos saber o que estão pensando e fazendo os varejistas tradicionais, aqueles que estão inovando no e-commerce, e as outras empresas de serviços que estão começando?

Esse nosso interesse tem uma razão. A nossa empresa produz vídeos para web há um bom tempo. Em 2003, fizemos os primeiros IPOs ao vivo na internet. Em 2007, produzimos web vídeos para o e-commerce de um grande varejista. Hoje, acumulamos mais de 4 mil web vídeos produzidos para vários modelos de canais digitais: editorial, viral, treinamento e e-commerce. Entre os nossos clientes, dois têm foco no review de produtos: Nova Pontocom e HP Brasil.

Testamos tudo. Movimento de câmera, tipos de luz e iluminação, tempo de vídeo, taxa de compressão, qualidade de imagem, formatos e principalmente, linguagem interativa. Já sabemos que o vídeo ajuda a vender, e em que momento ele pode ser melhor aproveitado. Mas percebemos que ainda falta, por parte do mercado, entender como é possível transformar essa experiência de compra em novas conversões (de vendas).

Com a evolução da tecnologia e o absurdo de fluxo de informações, nós, milhões de usuários e potenciais compradores na web, viramos protagonistas no mundo virtual. Gravamos e publicamos o nosso próprio conteúdo. Viramos criadores. E, dessa facilidade, abriu-se a porta para a criação espontânea.

Outro dia ouvi de um canal de TV que o negócio deles estava sendo repensado por inteiro. Eles não fazem mais conteúdo para telespectadores. Fazem conteúdo para outras mídias.

No e-commerce, os “demos” de produtos usados em 2007 já podem ser tratados de forma diferente.

É o caso dos vídeos de “unboxing”, que viraram moda na web. Tem coisa mais curiosa do que a iniciativa de uma pessoa qualquer ligar a própria câmera para mostrar a experiência de receber um produto que acabou de comprar na internet? A ideia é ser caseiro mesmo, e quem fala (na primeira pessoa) é o usuário comum. O valor está em mostrar, com o máximo de realidade, essa primeira experiência. Desembalar o produto e mostrar os detalhes, sem roteiro pronto, em plano sequência, sem corte e sem edição. O formato virou hit e outro hit surgiu tirando sarro do próprio hit. E assim por diante. Os vídeos vão evoluindo rapidamente, um em cima do outro. E cada vez aparecem mais adeptos dessa mídia.

Estamos vivendo um momento em que é preciso contar a história de outra forma, principalmente porque quem está ouvindo não quer se dar ao trabalho de ler e reler uma página estática. Quem está atrás da tela não quer comprar um “sorriso” montado. No computador, o vídeo consegue gerar uma experiência próxima daquela que se alcança numa loja física. O vídeo mostra todos os reais detalhes que o consumidor quer saber na hora da compra.

O vídeo serve para construir a marca, é estratégia para aparecer mais e, no e-commerce, é ferramenta de começo, meio e fim. Desperta a intenção, gera “lead”, aguça a vontade, envolve, ajuda a concretizar a venda e cria outras novas. Tudo depende de como e onde ele aparece no site.

O vídeo é educativo e generoso. Ajuda a ensinar sem custo, mostra o passo a passo de como fazer alguma coisa como se você estivesse lá, no exato momento da compra, e ainda permite ser visto de qualquer lugar e quantas vezes a pessoa quiser. Agregando opções interativas e integradas à demonstração do produto, é possível fazer tudo isso de uma maneira bem mais moderna e divertida.

As vantagens são inúmeras. Não é à toa que já surgiram vídeos publicitários feitos exclusivamente para a internet, ações de marketing através de vídeos do YouTube e  vídeos interativos, que misturam o vídeo comum com a interação direta com o usuário, criando uma espécie de game.

Com tanta bagagem, ninguém engole mais qualquer coisa. Não basta fazer e publicar no YouTube ou no Facebook. Tem que entender quem é que vai ver, gostar e recomendar.

Só tem uma coisa que um vídeo na web não pode mais ser: chato.

As possibilidades tornaram-se ainda mais infinitas.  Reconheça o seu usuário e direcione vídeos para ele. Explore-o no lugar exato e com a linguagem certa para o momento do click, e acompanhe os resultados. Eles com certeza virão.

***

Artigo publicado na Revista E-Commerce Brasil, edição 06.
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