O PIX está chegando e vai revolucionar o varejo

por Gustavo Chapchap Sexta-feira, 18 de setembro de 2020   Tempo de leitura: 5 minutos

Nos últimos meses, muitos brasileiros que ainda resistiam ao e-commerce aderiram às compras via internet.

Os efeitos desse aumento da demanda foram imediatos no mercado: o faturamento do comércio eletrônico cresceu em relação ao ano passado e, como era esperado, houve também uma expansão no número de lojas.

Mudanças que estavam em curso foram aceleradas, mas a transformação digital não deve parar por aí. Os impactos sobre o varejo devem ser acentuados nos próximos meses, agora em virtude das mudanças nos meios de pagamento.

O PIX, novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, tem potencial para alterar de forma significativa o dia a dia do varejo, conferindo ainda mais importância para o ambiente digital.

Separamos para este artigo informações importantes sobre o assunto. Confira!

Segmento em expansão

O crescimento do e-commerce no Brasil já vinha se destacando antes da pandemia e das medidas de isolamento social — nos últimos anos, mesmo com a instabilidade da economia, o faturamento do setor crescia na faixa dos 20%.

Diante do cenário de fechamento das lojas físicas e das restrições à circulação da população, o segmento ganhou novo impulso.

Dados da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) indicam que, entre 23 de março e 31 de maio, foram criadas 107 mil novas lojas online no Brasil.

Para se ter ideia, isso significa mais de um novo e-commerce aberto por minuto durante o período de pandemia.

Até então, a média de abertura de lojas online por mês era de 10 mil estabelecimentos.

Entre os setores com maior crescimento estão: moda, alimentos e serviços.

A expectativa dos especialistas é que esse crescimento impacte fortemente a participação do e-commerce no varejo brasileiro. Em 2019, o share do varejo online ficou na casa dos 4% e, para 2020, a estimativa é que esse percentual chegue aos 10%.

O que se sabe até o momento é que existe demanda para o setor. Dados da ABComm mostram que o segmento ganhou 4 milhões de novos clientes em 2020.

O que é o Pix

O nome do novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central foi inspirado no termo Pixel. E a proposta é que o modelo ajude no processo de eletronização do mercado brasileiro.

Na prática, o que se espera é que os processos de pagamentos eletrônicos sejam simplificados, eliminando os intermediários.

Sob a perspectiva do varejo, têm sido indicados como principais benefícios:

  • redução do tempo das transações, uma vez que a transferência é feita de forma instantânea, sem precisar esperar, por exemplo, a compensação dos valores.
  • multiplicidade de opções, porque num único sistema é possível usar QR code, chaves de endereçamento e os pagamentos por aproximação (contactless).

Quem pode usar o Pix

Num momento em que o acesso ao e-commerce torna-se mais democrático — atraindo lojistas e públicos que ainda não haviam aderido às compras eletrônicas —, a chegada do Pix pode estimular ainda mais os negócios no segmento.

Primeiro, porque os próprios varejistas terão condições de organizar melhor os recebimentos, sem a necessidade de intermediação de um agente financeiro.

Com isso, terão acesso direto aos dados dos clientes, o que facilita as análises sobre os comportamentos de consumo do público.

A redução dos custos nas transações também deve beneficiar o varejo, permitindo que as lojas tenham condições mais competitivas para as suas atividades.

Do ponto de vista dos consumidores, o Pix permite que o comércio eletrônico atenda pessoas “desbancarizadas” que, até então, tinham dificuldade para fazer a compra pela internet.

A estimativa é que exista um enorme contingente de cidadãos nessa situação, algo em torno de 45 milhões de pessoas, segundo levantamento do Instituto Locomotiva.

Outro fator importante é que com a padronização desse tipo de pagamento o Brasil passa a adotar um sistema que se popularizou mundo afora.

Para se ter ideia, na China é raro encontrar maquininhas de cartões. Isso porque as transações ocorrem predominantemente por meio de QR Codes e smartphones.

A expectativa é que o mercado brasileiro também siga nessa direção, até pelo grande número de empresas que demonstraram interesse no sistema: 980 instituições financeiras aderiram ao programa dentro do prazo de inscrição.

Gostou do artigo? Ajudou a elucidar suas dúvidas sobre o Pix? Leia também o artigo sobre Os 3 Ps do varejo brasileiro, que mostra como as lojas devem se preparar para responder às novas demandas do mercado.

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