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O mundo real: seu e-commerce está pronto?

por Jose Larrucea Quarta-feira, 18 de outubro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Eu gosto de começar alguns dos meus pensamentos com citações de filmes e nesta ocasião não será muito diferente. Lembro do Morpheus, do já “velho” filme Matrix, quando ele falava com Neo (personagem interpretado por Keanu Reeves) recém-acordado depois de ter escolhido a pílula vermelha, lhe diz: “Welcome, to the real world” (“Bem-vindo, ao mundo real”, em português).’

Com esta frase, Morpheus queria dizer que a vida anterior do Neo, tal e como ele a conhecia, não era verdadeira, mas uma ilusão da qual ele tinha acabado de acordar. Por consequência, ele tinha nascido de novo. Esta é a mesma ideia do “mundo real”, no qual vivemos.

Considero-me um fanático por tecnologia, não apenas pessoalmente, mas profissionalmente: sempre trabalhei e ainda trabalho no mundo digital. Mas ainda lembro do início da minha carreira (anos 2000) quando trabalhar em startups de tecnologia era considerado algo diferente.

Entenda “diferente”, neste contexto, como um termo educado, pois ninguém na família ou amigos entendia realmente o que eu fazia ou o que esse tipo de empresa (“startup”) trazia de valor para a comunidade ou meramente como ganhava dinheiro. O online era simplesmente considerado como uma moda ou tendência passageira.

Na minha última viagem aos Estados Unidos, muitos momentos me fizeram lembrar de filmes do passado, bem semelhantes ao que acabei de comentar, pois nossa civilização está se aproximando muito do início de uma nova era, que talvez até já tenha começado.

Esta é uma era na qual a tecnologia não é mais restrita a um grupo de pessoas, mas realmente e, principalmente, para as massas de um modo onipresente e literalmente em todo lugar.

Esta viagem em especial tinha vários propósitos: um deles era aprender sobre novos produtos da empresa, cujo DNA inclui Machine Learning, máquinas com capacidades de visão e identificação de pessoas em imagens e vídeos e algumas outras informações relacionadas.

Durante décadas, o vazio entre o mundo físico ou offline e o antagônico online era claro, definido e a linha divisória entre esses dois mundos era palpável, ampla e fazia com que eles fossem inconfundíveis um do outro. O mundo online, onde tudo é digital, conectado e acontece em tempo real, versus o mundo offline, análogo, desconectado e quem sabe em qual ritmo e velocidade.

Hoje, muitos desses conceitos estão começando a dissipar sua essência em termos de significado, alterando inclusive, seus pilares mais profundos e sólidos. O que é comércio eletrônico, o que o define, quais são as diferenças entre o comércio on e offline?  Afinal, o que é online e offline? O que é digital e analógico?

No caminho de volta dessa viagem, paramos no Aeroporto Internacional de Houston e fomos testemunhas de uma cena não muito distante da realidade descrita naqueles filmes do futuro.

Descobrimos uma exército de iPads (8000) distribuídos pelos terminais B e C, com um único propósito: trazer a tecnologia o mais perto possível das pessoas. Aproximar ainda mais a máquina dos humanos para que esse vazio entre o mundo offline e online seja eliminado totalmente, de uma vez e para sempre.

A iniciativa representa tangivelmente uma mudança estratégica manufaturada pela United Airlines e a OTG, pela qual foi criada uma nova janela, porta ou qualquer outra denominação desejável que possibilite o “on the ground” digital commerce.

Isto possibilita incluir no portfólio áreas como entretenimento, pagamento, gastronomia, e inclusive, se pensamos à frente (ou talvez NÃO tão à frente assim), o mundo de Garçons robóticos, monitoramento de expressões e conversas: todo um novo mundo em termos de “Human to Machine” (HTM) e dinâmica de proximidade.

Não faz muito tempo que estamos vivendo na presença de máquinas; máquinas anteriormente inanimadas, inertes e basicamente desenvolvidas com alguma função especifica, porém sem um “drive” de proatividade.

Hoje esse drive de antecipação está virando a norma, o padrão de comportamento num cenário em que as máquinas começam a pensar, sentir e reagir frente ao que está ao seu redor e, dentro desse universo, claramente com os humanos incluídos.

Levando em consideração toda essa reflexão, eu gostaria de lançar esta pergunta retórica: o que é hoje o mundo real?

Originalmente publicado em: https://joselarrucea.com/2017/10/02/the-real-world/

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