O Impacto do Coronavírus no Mundo e nas Vendas Online do Brasil

por Leandro Ratz Segunda-feira, 16 de março de 2020   Tempo de leitura: 4 minutos

Uma epidemia se espalha rapidamente por todo o mundo, atingindo todos os continentes. Com isso, qual é o impacto que uma doença mundial tem sobre a economia e as vendas online no Brasil?

Começamos por um impacto direto nas cadeias globais de suprimentos, produtos que são fabricados e produzidos e que são exportados para todos os países ou grande parte deles, incluindo o próprio Brasil. Principalmente, as indústrias chinesas, que nesse momento passam por uma grande dificuldade não só em exportar, mas na própria produção, em qual a grande maioria está parada por um isolamento que se faz necessário para conter o avanço da doença.

As bolsas também já tiveram um impacto considerável, já que a economia global sofre uma desaceleração e as incertezas sobre o avanço da epidemia são grandes demais para manter ou aplicar novos investimentos no momento. O dólar alcançou o patamar de R$ 4,50 e a Bovespa retornou aos 100 mil pontos, apresentando uma queda de 8% em 2020.

Coronavírus e vendas online

Basicamente, com a alta de dólar, os preços na ponta podem sofrer variações e isso influencia diretamente no consumo.

Uma consultoria chinesa especializada na produção de suprimentos, a Trendforce já apresentou um relatório onde aponta que a produção de smartphones no primeiro trimestre de 2020 deve cair 12% comparado ao mesmo período do ano passado. No Brasil, um dos itens mais vendidos é o smartphone, então como não teríamos impactos nas vendas desses produtos?

Outras categorias como monitores, TV’s e notebooks também sofrerão com a produção. Segundo a consultoria, terá uma redução de milhões de unidades produzidas. Esses produtos também estão entre os mais buscados e vendidos no Brasil.

Mas falando um pouco mais de Brasil e o impacto direto nas vendas, seja no mundo físico ou online, algumas grandes fabricantes como LG, Samsung e Motorola já tiveram parte da produção suspensa pela falta de suprimentos e componentes eletrônicos que são importados da China. A alternativa foi dar férias coletivas no caso da fábrica da LG em Taubaté – SP.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 50% das empresas associadas já sofrem com o recebimento de materiais da China.

Apesar de existir uma “oportunidade” sobre a produção nacional para atender tal demanda afetada pelo vírus, da China e países como Coreia do Sul e Itália, por exemplo, ainda assim teremos impactos por consequência da influência mundial na economia, com variações do dólar, falta de suprimentos única e exclusivamente produzidos na China com um custo exclusivo da mão de obra chinesa, que é muito baixo, a exportação de commodities do Brasil para fora e uma provável redução no consumo dos brasileiros.

Para alguns pode parecer mera especulação, já para outros, que ‘sentem na pele’ a falta de matéria prima, por exemplo, a preocupação é maior já que o impacto cai diretamente no lucro das empresas e em uma desaceleração do crescimento necessário para se manter no mercado.

O fato é que a epidemia já tem impactos mais severos lá fora, nos países mais atingidos e que, se não houver um plano maior de contingencia mundial, sentiremos cada vez mais em toda a cadeia de vendas brasileira.

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