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O futuro do varejo: deixar passar ou participar da revolução?

por Luiggi Senna Sexta-feira, 17 de novembro de 2017   Tempo de leitura: 4 minutos

É importante observar as mudanças que estão acontecendo no mercado americano, pois logo elas chegarão aqui.

O varejo nos EUA bateu recordes de lojas fechando nos últimos anos. Apesar de muitos culparem a Amazon, os motivos foram diversos – e muitos deles podem ser observados aqui também.

Entre os principais motivos está a mudança do comportamento do consumidor. As pessoas estão se tornando cada vez mais acomodadas devido a própria disponibilização de facilidades tecnológicas.

Não é a tecnologia que torna as pessoas acomodadas, pois é sabido que qualquer ser vivo busca aumentar sua eficiência energética. Fazer mais com menos. Assuntos de biologia que deixamos para um outro fórum. Mas o fato é que qualquer evolução que permita ao ser humano fazer mais, gastando menos, tende a ser rapidamente adotada.

Estamos vivendo uma revolução tecnológica (e de modelos de negócio viabilizados pela tecnologia) num ritmo nunca antes visto. E na minha opinião, parece que há tantas inovações disponíveis que está se tornando até lenta a adoção das mesmas. Hoje já há tecnologia barata para vivermos num mundo muito mais futurista do que o que nós vivemos.

Vamos olhar para algo rotineiro e que imagino que, a maioria de nós, pouco repara. Fazemos compras dos mesmos produtos toda semana, ou quinzena, durante anos e anos da nossa vida. Saímos de casa, vamos ao trabalho e na volta damos aquela passada na mercearia para comprar algo que está faltando.

Pão, queijo, presunto, iogurte, sabonete, desodorante… Sempre as mesmas coisas, das mesmas marcas. E se não tiver aquela marca de sempre, muitas das vezes aceitamos a que tem mesmo. Não faz muita diferença.

É importante perceber que a existência desse comportamento repetitivo e de tecnologia barata que ainda não está sendo utilizada é uma dicotomia que explicita a ineficiência presente no modelo atual. E como sabemos, ineficiências de mercado tendem a acabar, num modelo de mercado competitivo.

É importante se preparar para o que está vindo. Ser parte da mudança dá alguma chance. Deixar a mudança acontecer, pode decretar o fim.

Vamos lembrar exemplos recentes e não tão recentes assim. A Xerox. As empresas de revelação fotográfica. Vendas por reembolso postal. Locadoras de vídeos. Mídia impressa. Empresas de telefonia agora cobram por dados. A lista pode se tornar bem extensa… É um fato que mudanças drásticas vão ocorrer em todas as indústrias em algum momento. É importante ser o gerador da mudança.

E voltemos a mercearia. Por que as pessoas continuam fazendo suas compras semanais como antigamente? Claramente existe um fator predominante para que isso esteja ocorrendo. E não é pela falta de vontade do consumidor. Existe uma inércia compreensível na adoção das novas tecnologias pelo varejo. Mas já é possível observar a caixa de Pandora se abrindo. Mas neste caso a sua versão do bem.

Vamos olhar o setor de restaurantes. Primeiro veio o Ifood (digo, aplicativos do tipo). Depois esse mercado notou que a logística urbana chamada de last-mile era um problema. Começou a aparecer todo tipo de aplicativo para resolver o problema da logística: Uber Eats, Spoon Rocket, Rappido e agora empresas que prometem resolver de forma mais eficiente usando bikes.

Estão sendo criadas as plataformas logísticas. Esse tema de plataformas merece um capítulo só para ele, dada a importância para as mudanças que estão acontecendo.

A criação de uma plataforma logística se revela importante para um próximo passo que deve acontecer no curto prazo: o acesso a um sistema de delivery barato para qualquer estabelecimento. Perceba que isso não envolveu nenhuma grande nova tecnologia. Mas pelo simples fato de existir a tecnologia, os empreendedores começaram a pensar mais além do que se pensava antes e a enxergar oportunidades onde não se enxergava antes.

Vou deixar para outra ocasião falar um pouco mais sobre as principais tendências que acredito que irão ditar o futuro do varejo. O fato é, as mudanças estão acontecendo e rápido. Devemos participar da construção dessa mudança para estarmos entre os que irão chegar do outro lado.

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