O crescimento e os desafios do e-commerce na América Latina

por Juan D'Antiochia Sexta-feira, 10 de março de 2017   Tempo de leitura: 4 minutos

Apesar das incertezas e recentes mudanças políticas e econômicas em países como Brasil e Argentina, o mercado de e-commerce em 2016 em toda a América Latina apresentou resultados positivos. Uma recente pesquisa realizada pela Forrester apontou que o mercado deve movimentar US$ 30,9 bilhões até 2020 nos três principais players que são Brasil, Argentina e México.

Atualmente, o Brasil segue como líder desse mercado na região, ocupando também uma larga fatia no share global. Segundo dados de uma pesquisa encomendada pela Remarkty, o mercado brasileiro de software e serviços ocupa hoje a 10ª posição no ranking internacional. Outro país que apresentou um crescimento significativo foi o México, que com a contínua expansão poderá ser tão grande quanto o Brasil.

Mesmo com diferentes taxas de expansão, se constata um fator em comum: cada vez mais, empresas de e-commerce estão se aproximando da ideia de localizar suas operações em mercados emergentes como esses. O grande potencial da América Latina é nítido, mas alguns desafios precisam ser endereçados. Os principais ficam por conta de se entender e indicar qual será a evolução das preferências dos seus clientes, comportamento que tem mudado muito ao longo dos últimos anos.

Outro ponto marcante deste mercado fica por conta do grande crescimento em ofertas de soluções de financiamento ao consumidor. Segundo dados do último relatório de pagamentos da Worldpay divulgado em 2016, na América Latina, o parcelamento de compras segue como a tendência de pagamento mais comum utilizada pelos consumidores, com 53% da preferência. A utilização de cartões de débito representa 12%, seguido das e-wallets, com 11%.

Além dos meios mais tradicionais de pagamentos, o mercado tem apostado em novos métodos como a utilização de cartões pré-pagos, muito adotado pelos millenials que apesar de ganharem menos do que as gerações anteriores, conseguem economizar e se planejarem mais na hora de efetuar suas compras com esta modalidade.

Outros desafios que estão diretamente ligados a estes consumidores, como por exemplo, lidar com órgãos reguladores, compreender as leis de defesa do consumidor, encarar desafios logísticos, entender os canais de apoio ao cliente alternativo – ferramentas de mensagem instantânea e várias outras particularidades – são questões que os comerciantes precisam ter em mente antes de entrar em novas regiões. Desta maneira, será possível minimizar futuros contratempos e atingir metas previamente estipuladas.

Sempre é importante ressaltar que tudo isso vem ocorrendo em um ambiente econômico flutuante e com moedas voláteis, o que significa que estamos lidando com uma região complexa. Porém, o e-commerce que souber aproveitar as oportunidades poderá colher bons frutos futuramente. A região está expandindo tão rápido que os comerciantes bem sucedidos crescem organicamente, pelo menos 20%, a cada ano. Caberá ao empresário bem preparado atingir, além deste percentual, sua própria meta, sempre proporcionando aos clientes e consumidores uma experiência prática, única e inesquecível.

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