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Reflexão sobre a participação da mulher no mercado de trabalho

por Juliana Fernandez Terça-feira, 20 de março de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

Quando pensamos em mulher no mercado de trabalho, já nos vem à cabeça problemas como desigualdade, preconceito e falta de reconhecimento. Esse cenário vem mudando cada vez mais, porém ainda existe um longo caminho até alcançarmos o que seria ideal.

A mulher recebe cerca de 70% do salário do homem para fazer o mesmo trabalho e tendo a mesma formação (IBGE, 2015). Além disso, segundo pesquisas da Universidade da Pensilvânia, o salário das mulheres diminui cerca de 7% por filho. E usar o argumento de que a diferença salarial se dá por conta da licença maternidade não tem fundamento, já que a desigualdade existe em todo o período (não só no da licença) e essa diferença continua sendo aplicada às mulheres mesmo após a idade fértil.

Ao entrarmos no mercado de tecnologia, as diferenças entre gêneros são ainda mais perceptíveis, principalmente porque a participação da mulher no meio tecnológico ainda é pequena. Isso se pode notar em faculdades de engenharia ou até mesmo em empresas do setor:

“Entre as companhias do S&P 100, o ranking com as maiores empresas do mundo compilado pela agência de risco Standard & Poor’s, 20% delas têm, pelo menos, uma diretora. No Vale do Silício, o mesmo acontece só com 10% das empresas. Ao descer na cadeia hierárquica, o problema persiste. No Google, 30% dos funcionários são mulheres. Se levarmos em conta a divisão mais importante, a de engenharia, a relação é menor: 17%. No Brasil, encolhe ainda mais. Somente 10% dos engenheiros no centro de engenharia de Belo Horizonte são mulheres. Não é um problema isolado. A mesma relação desigual entre homens e mulheres acontece no Facebook (31% são mulheres), na Apple (30%) e no Twitter (30%). Para piorar, só 10% dos aportes financeiros são feitos em startups comandadas por mulheres, segundo estudo da Harvard Business School.”

Fonte: Época Negócios “Por que há menos mulheres no setor de tecnologia?”

Algumas empresas estão tentando mudar esse cenário internamente buscando mais profissionais mulheres. A Infosys, por exemplo, quer que, até 2020, 25% da sua diretoria seja composta por mulheres. O problema é: de onde elas virão?

Poucas mulheres trabalham na área de tecnologia porque poucas mulheres estudam esses assuntos. Esse problema não se dá por uma questão técnica ou por má formação, mas sim por uma questão cultural, por falta de incentivo. Desde pequenos, homens são incentivados a aprender e se interessar por questões mais lógicas através de brincadeiras e atividades que estimulam isso. Essas atividades, então, passaram a ser vistas como coisas “de menino”, o que acabou inibindo as garotas de mostrarem seu interesse por assuntos mais lógicos, já que falta espaço e oportunidades para elas.

Para mudar esse cenário, é essencial que as mulheres também sejam incentivadas desde pequenas a desenvolver seu lado mais lógico através de atividades que contribuam para isso. Além disso, também é importante lutar contra a ideia de que profissões relacionadas à tecnologia só podem ser exercidas por homens, deixando de lado a estranheza ao ver uma mulher fazendo um curso de exatas ou assumindo um cargo na área de tech.

No mundo corporativo, algumas empresas estão realizando ações com o intuito de mudar esse contexto. Alguns exemplos são: convidar mulheres para palestrar e compartilhar suas experiências profissionais, desenvolver cursos de programação somente para meninas, e discutir a importância da participação das mulheres dentro das próprias empresas. Iniciativas assim podem parecer muito simples, porém, podem ser muito efetivas na busca por um mundo mais igualitário também no âmbito profissional.

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