Acesso rápido

As moedas virtuais abrem novos caminhos para o e-commerce

por Sandro Ivo Pionkowski Terça-feira, 07 de novembro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Disrupção é um termo usado para descrever inovações que oferecem produtos acessíveis e criam um novo mercado de consumidores. De acordo com o professor Kip Garland, da Fundação Dom Cabral, as tecnologias disruptivas, quando surgem, têm qualidade inferior aos produtos que dominam o mercado, mas elas acabam ganhando terreno.

Em geral, quando uma pequena empresa lança algo de grande magnitude, acaba desestabilizando os players tradicionais, que quase sempre são os líderes de seus respectivos setores. Um exemplo muito conhecido é o do Youtube.

Quando foi lançado, os estúdios riam, pois acreditavam que ninguém assistiria a um vídeo de má qualidade feito em casa. Obviamente,eles estavam enganados. Assim como no caso do Youtube as moedas virtuais também têm desafiado os gigantes.

As moedas virtuais, além de estarem sendo utilizadas como forma de investimento, abrem um novo caminho para empresas que trabalham com e-commerce.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a principal característica das moedas virtuais reside no fato de que, para suas transações, não é necessária a intermediação de instituições financeiras. Além disso, trata-se de um tipo de moeda global, aceita em qualquer lugar do mundo.

No Brasil, existem algumas empresas que já aceitam ‘Bitcoins’, uma moeda virtual, como forma de pagamento. É o caso de um e-commerce de bikes e acessórios chamado ‘Las Magrelas’ e de uma loja de produtos eletrônicos chamada ‘Webtronico’. Segundo o site Tecmundo,  existe até uma pousada localizada em Maresias, no litoral de São Paulo, que já adotou a forma de pagamento.

Outro caso muito interessante, fora do Brasil, é o da fabricante de produtos para informática Dell. Em 2014, o CEO da empresa, Michael Dell, anunciou que a companhia passaria a aceitar ‘Bitcoins’ como forma de pagamento para qualquer computador de fabricação própria.

De acordo com reportagem publicada recentemente no site da revista Istoé Dinheiro, já é possível efetuar compras com a moeda. Um outro exemplo é o do Soundcloud. A plataforma de música online também já aceita o pagamento de seus serviços via ‘Bitcoin’

Importante ressaltar que quando eliminam-se intermediários – neste caso as taxas cobradas pelas administradoras de cartões de crédito ilustram bem como exemplo –  os custos caem e o lojista consegue, como resultado, levar o seu produto por um preço mais agressivo, o que no varejo (sobretudo online) é fator chave de sucesso.

Além disso, a chegada desta tecnologia também abre novas oportunidades para rotas comerciais globais. Ainda existem muitos países com processadoras de pagamentos que só funcionam localmente. E é importante lembrar que muitas empresas já estão investindo muito dinheiro e-commerce.

Se o e-commerce é o comércio virtual entre pessoas e empresas, evidentemente que ele será o grande alavancador da aceleração no uso das moedas virtuais no mundo. Veremos, portanto, players de todos os tamanhos no varejo online passando a adotar os Bitcoins, assim como as outras mil moedas virtuais existentes, como meio de pagamento a ser aceito na aquisição de produtos e serviços.

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