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Mídias sociais e colaboração corporativa: como mudar a cultura da empresa?

por Daniel Mendes Quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A atuação nas redes sociais é uma tendência no mundo empresarial. Marcar presença e monitorar os ambientes sociais da internet, como os atuais Facebook, Youtube e Twitter, é o caminho atual que muitas empresas tomaram para a propagação de seus valores,  visando vantagens competitivas.

Na implantação de um novo processo de comunicação empresarial, é necessário provar sua eficácia e principalmente o retorno sobre o investimento, o famoso ROI. Esse convencimento é baseado sempre em fatos, números, cases e explicações racionais, para assegurar a eficácia e provar que vale mesmo a pena essa implantação.

Implantar uma atuação consistente exige de fato muita coragem da parte dos gestores e profissionais envolvidos, uma vez que é sempre complexo medir os riscos e o retorno sobre o investimento ou ROI nas mídias sociais. O objetivo a ser alcançado é o de estreitar o  relacionamento com o cliente, e o retorno muitas vezes é o engajamento dos consumidores, portanto muito mais ligado à imagem da marca e a lembrança e fixação da marca, em detrimento ao objetivo de venda imediato, mais almejado no processo de marketing tradicional.

Surgem então questões que toda empresa, envolvida ou planejando suas ações nas mídias sociais, estão passando nesse exato momento:

  • Como convencer a alta gerência e departamentos a investir em algo “novo” que, apesar dos fartos números de participantes, não pode ser aferido em forma de lucro imediato?
  • Como defender uma mídia que depende mais da resposta do público do que da atuação e eficácia das campanhas?

Tais questões surgem porque as mídias sociais muitas vezes estão sendo analisadas pela ótica das mídias tradicionais, assim como todo processo de comunicação com os consumidores. No passado se provava com números, gráficos e principalmente com o conforto obtido através da sensação de controle. Contratando uma boa agência, realizando uma pesquisa de mercado e criando anúncios interessantes e impactantes nas mídias de massa, havia uma certa garantia de sucesso, ou ao menos uma boa margem de acerto.

Nesse universo de mídias sociais, é sempre o consumidor quem dá as regras. São ambientes que não podem ser controlados como as mídias tradicionais, mas mesmo assim é importante e vital para as empresas envolverem-se nesse processo. O sucesso nessas novas mídias deve-se muito mais aos relacionamentos travados entre empresas e consumidores, da resposta rápida para as reclamações desses consumidores  e da relação de  sinceridade e transparência, e principalmente, sejamos claros, do bom desempenho dos produtos,  serviços, e do atendimento servido pelas empresas.  Não há espaço para se esconder atrás de gráficos, de números, de grandes agências ou grandes ideias de publicitários. Tem mais valor a empresa franca, ágil, bem humorada e principalmente que dá valor à opinião do cliente e se propõe a mudar.

As empresas que já tem a cultura de colaboração e uma estrutura menos hierárquica em seu DNA, tendem a se adaptar mais rápido ao novo paradigma proposto pelas mídias sociais. Já são mais abertas a opiniões e mais propensas à inovação, a arriscar-se mais visando um posicionamento mais marcante. São as empresas que estarão na crista da onda nos próximos anos e as que serão mais bem sucedidas, aproveitando melhor as vantagens das mídias sociais.

Mais uma vez a teoria de Charles Darwin se aplica: “Não sobrevive a mais forte das espécies, nem a mais inteligente, e sim a mais responsiva às mudanças”.  No futuro, sobreviverão no mercado competitivo as empresas que se adaptarem aos processos e relacionamentos travados nas redes sociais, ou nas futuras plataformas de mídias sociais que estão sempre aparecendo, modificando-se e evoluindo. Aquelas que insistem em manter sua comunicação bilateral e impor seus valores e meias verdades, mantendo-se na zona de conforto e ignorando as mídias sociais, infelizmente tendem a ser cada vez desacreditadas ou a perderem cada vez mais sua competitividade, pois os usuários mais recorrentes das mídias sociais de hoje serão todos os consumidores de amanhã.

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1 comentário

Comentários

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  1. Daniel, excelente artigo! Precisamos nos adaptar as novas fases, e propor mudanças coerentes. Muito boa a citação do Darwin “Não sobrevive a mais forte das espécies, nem a mais inteligente, e sim a mais responsiva às mudanças”

    Abraço

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