Métodos de pagamento próprio: nova estratégia das gigantes do varejo online

por Galleger Ilhe Quinta-feira, 03 de junho de 2021   Tempo de leitura: 7 minutos

Um dos grandes desafios das vendas online giram em torno dos pagamentos. As transações financeiras necessitam de uma combinação de múltiplas soluções em uma única plataforma.

E um grupo de empresas inovadoras, que cresce exponencialmente no mercado digital, se viu capaz de atender às expectativas dos clientes e fornecer uma experiência de pagamento perfeita.

Unindo o que há de melhor no e-commerce às facilidades proporcionadas pelos bancos digitais, algumas organizações estão revolucionando o mercado e criando seus próprios métodos de pagamento.

A parceria fechada entre a Via Varejo e a fintech americana Airfox, por exemplo, é uma das grandes apostas do varejo brasileiro na criação de um novo banco digital.

Para você entender melhor por que essas mudanças impactam (e perturbam) o ecossistema de pagamentos como o conhecemos, preparei uma visão geral de 5 organizações que acredito estarem na vanguarda da inovação em pagamentos.

O avanço dos neobanks

Com o surgimento e avanço da internet, o comércio eletrônico se tornou uma parte indispensável da nossa vida cotidiana.

Apresentando um nível completamente novo de conveniência – lojas virtuais na ponta dos dedos, ofertas personalizadas e entregas no mesmo dia — os clientes agora esperam o mesmo tipo de experiência de outros setores.

No entanto, os bancos ainda estão presos aos seus velhos hábitos e muitas vezes não conseguem atender às crescentes demandas dos clientes.

E foi justamente através dessa brecha deixada pelas gigantes financeiras que as fintechs e os e-commerces se juntaram e encontraram ótimas oportunidades para crescer e dominar o mercado.

“Antigamente eu acordava de manhã e sabia que meus concorrentes eram Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa. Eu mais ou menos sabia as armas que eles iriam usar. Agora, novos competidores podem surgir a qualquer momento”.

A frase citada acima, por Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, nos mostra claramente como as novas tecnologias ameaçam a indústria bancária no Brasil e no mundo.

De acordo com a revista Exame, 45 milhões de brasileiros não são bancarizados (não têm conta em banco), embora movimentam 800 bilhões de reais por ano.

E para suprir a inadequação dos bancos tradicionais, estão surgindo novos participantes no setor bancário que são capazes de “fisgar” esse público com produtos e serviços bem atrativos: os neobanks.

Os neobanks são instituições que já nascem 100% digitais, não possuem agências presenciais e nem outras estruturas com burocracias demasiadas.

Seus clientes podem realizar serviços bancários a qualquer hora do dia ou da noite e em qualquer local com acesso adequado à internet.

Utilizando uma plataforma online ou um aplicativo de celular, seus custos com tarifas são baixíssimos ou até mesmo grátis.

Com o foco completamente voltado para a satisfação e comodidade do cliente, são capazes de operar:

  • Transações simples;
  • Pagamentos digitais;
  • Serviços de crédito e financiamento alternativo;
  • Finanças pessoais, como serviços de pagamento de contas e depósito direto de salários.

Métodos de pagamento próprios

Abaixo veja algumas empresas brasileiras que estão investindo em seus próprios métodos de pagamento.

1 – Mercado Livre

Disponível pelo site ou pelos apps, o Mercado Pago é a carteira digital do Mercado Livre.

Atuando como intermediário entre o vendedor individual e o comprador, ele funciona gerenciando suas vendas no site de e-commerce de forma ágil e online.

É possível utilizar seu saldo para realizar compras em diversas lojas ou adquirir serviços variados como recargas de celular e bilhetes de transporte.

2 – Lojas Americanas

Disponível via aplicativo para celulares Android e iPhone (iOS), o Ame Digital é a conta digital das Lojas Americanas. Ele foi criado para pagar compras feitas no seu próprio site e em lojas parceiras como o Shoptime, Submarino e Méliuz.

Com um sistema de cashback integrado, onde parte do valor retorna para o usuário, o serviço também permite enviar e receber dinheiro facilmente entre contas Ame.

Seja através de um QR Code ou de transações como TED e DOC, o Ame não cobra nenhum tipo de taxa. Além disso, ele não emite cartão de crédito/débito nem opera como banco.

3 – Casas Bahia

Muita gente não sabe, mas a Casas Bahia também tem seu próprio banco digital: o BanQi.

O processo de abertura da conta é todo realizado através do aplicativo e de forma bem simples: basta baixar o app, preencher seus dados, criar uma senha e ativá-la.

Pelo aplicativo também é possível pagar boletos, como qualquer outro app bancário, e receber notificações quando uma parcela estiver para vencer.

Não são cobradas taxas para abrir ou manter a conta ativa e também é possível fazer transferências TED sem cobranças para outros bancos.

Um dos seus diferenciais é o seu cartão pré-pago, que possui bandeira Mastercard, além de ser grátis e não possuir anuidade. O cartão pré-pago do BanQi é aceito em diversas lojas e estabelecimentos, além de ser internacional e permitir compras fora do país.

4 – RappiPay

Em março deste ano, a Rappi também lançou a sua carteira digital, chamada RappiPay. Neste recurso, o usuário pode transferir e receber dinheiro, além de dividir entregas.

O saldo do RappiPay vira pontos, sendo R$1 equivalente a 1 ponto. Eles podem ser usados para pedidos no próprio aplicativo do Rappi, trocados por dinheiro ou ainda funcionar como “troco” em entregas futuras.

A carteira digital também permite que sejam efetuados pagamentos em lojas físicas através da leitura de um QR Code.

5 – Renner Masterpass

Primeira varejista de moda do país a oferecer uma carteira digital a seus clientes, a Renner, em parceria com a Mastecard, lançou em 2016 o Renner Masterpass.

Na época, a intenção era criar um ambiente seguro para o consumidor, onde a plataforma armazenasse informações de cartões de crédito, débito, pré-pagos e fidelidade, garantindo simplicidade e agilidade no “check out” das transações online.

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