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Internet aberta é aliada para uma melhor experiência de compra

por Tiago Cardoso Quinta-feira, 14 de abril de 2022   Tempo de leitura: 6 minutos

Antes da pandemia, os walled gardens como Google, Amazon e Facebook eram os principais players quando se tratava de oferecer experiências online perfeitas. Mas, desde 2019, muitos varejistas e marcas fizeram grandes melhorias em suas propriedades na web – e os compradores perceberam isso.

O estudo global Shoppers Story Survey realizado pela Criteo com mais de 17 mil entrevistados ao redor do mundo descobriu que quatro em cada cinco consumidores acham que pesquisar e encontrar um produto em sites de varejistas e marcas melhorou nos últimos dois anos.

Acrescente a isso processos de checkout mais simples e melhores opções de entrega ou atendimento, e é fácil ver o porquê os consumidores aproveitam a diversidade de produtos, conteúdo e serviços oferecidos na Internet aberta.

Os compradores geralmente iniciam sua pesquisa de produtos em sites de varejo ou das marcas

Com o avanço da pandemia, muitas lojas fortaleceram sua presença no e-commerce para manter a atenção dos consumidores e oferecer uma alternativa aos que não se sentiam confortáveis em ir às lojas. Mesmo com a retomada, o hábito se manteve, e os sites viraram um catálogo virtual para quem busca novidades.

A pesquisa realizada em 2021 mostra ainda que, em comparação com 2019, mais compradores estão iniciando sua pesquisa de produtos em sites de varejo e marcas, que estão superando os marketplaces e os mecanismos de busca como o primeiro ponto de contato. Essa tendência é válida mesmo quando os compradores ainda não escolheram um item específico.

No estudo, 43% afirmaram que vão direto ao site da marca quando querem um produto específico, um aumento em relação aos 38% registrados em 2019. Já o uso de ferramentas de busca, como Google e Bing, caiu de 28% em 2019 para 22% em 2021. O uso de marketplaces, como Amazon e Mercado Livre, manteve o mesmo nível, 22% em 2021 ante 21% em 2019.

Os consumidores questionam o conteúdo dentro dos walled gardens

De acordo com o Consumer Sentiment Index, outro estudo global da Criteo realizado em 2021, mais da metade dos entrevistados disseram que têm receio em relação às notícias que veem dentro dos walled gardens: 53% afirmaram que viram fake news em suas redes sociais.

A pesquisa revela ainda que as gerações mais velhas são mais propensas do que suas contrapartes mais jovens de colocarem o conteúdo social sob questionamento: 77% dos Boomers e da Geração X relutam em acreditar em todas as notícias que veem, contra 70% da Geração Z e dos Millennials, que dizem a mesma coisa.

Os compradores também questionam a legitimidade dos próprios produtos: o mesmo estudo da Criteo mostra que cerca de metade dos consumidores suspeita que alguns dos produtos que veem na Amazon são falsificados.

Os consumidores recorrem à Internet aberta para obter informações valiosas

Sete em cada 10 (68%) dos consumidores disseram que costumam ler artigos informativos na Internet aberta antes de comprar produtos que nunca compraram antes ou produtos importantes.

A maioria dos consumidores valoriza as avaliações de produtos, sendo que 77% dizem que elas são uma parte importante de seu processo de tomada de decisão, e quase três quartos relataram que avaliações confiáveis de produtos fazem parte do que torna a Internet tão valiosa.

Mas sua influência depende de onde eles aparecem. Quase dois terços dos compradores suspeitam que algumas das avaliações que veem na Amazon são falsas, e 43% confiam em avaliações em sites independentes mais do que naquelas que veem na Amazon, em comparação com apenas 20% que dizem o contrário.

Em suma, a maioria dos consumidores sabe que os walled gardens têm limitações quando se trata de comércio e estão visitando intencionalmente sites de editores, varejistas e marcas antes de fazer uma compra. Com uma grande possibilidade de compras e acesso a marcas, varejistas e marketplaces, os consumidores estão mais conscientes da maneira com que interagem com os produtos, a fim de encontrar a forma que melhor os satisfaz.

Leia também: Quatro pontos vitais para a experiência digital do consumidor

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