Como aproveitar os marketplaces para vender mais na Black Friday?

por Maurício Trezub Quinta-feira, 16 de novembro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Já está dada a largada para a Black Friday e esse é o momento para antecipar os descontos e garantir que os produtos estejam no estoque para o consumidor. É nessa hora que o potencial dos marketplaces ganha ainda maior atenção e passa a ser mais explorado por lojistas e fabricantes, sejam os que já atuam via comércio eletrônico ou os que só estão no ambiente offline.

Grandes lojas virtuais, como Americanas.com, Magazine Luiza, Submarino, Shoptime, entre outras, permitem que diferentes perfis de lojistas vendam produtos nos seus canais, o que beneficia lojas menores, que potencializam as suas vendas pelo intenso tráfego de visitas que os grandes “selos”, habitualmente, recebem.

Essa dinâmica torna-se um diferencial de negócios, principalmente quando o assunto é Black Friday e a disputa pela atenção dos consumidores fica ainda mais intensa.

Considerados grandes shoppings da Internet, os marketplaces recebem muitas visitas e, de acordo com uma pesquisa realizada pelo E-bit, com 5,3 mil consumidores, 44% afirmam que compraram na Black Friday do ano passado, sendo que 25% deles também compraram nas lojas físicas.

Quando perguntados se pretendem comprar pela Internet na próxima Black Friday, 81% disseram que sim – dos cerca de 13% que não têm intenções, disseram que mudariam de ideia caso realmente encontrassem um desconto que valesse a pena.

Como a data já é considerada legítima pelo consumidor, muitos deles planejam seus orçamentos de modo a estarem com algum dinheiro disponível, demonstrando a intenção de compra e visitando diversos sites.

Essa busca dos consumidores pela melhor opção de compra marcou o ano de 2017 e consolidou ainda mais os marketplaces no e-commerce brasileiro. Prova disso, é a escolha da Amazon queapós cinco anos de chegada no Brasil, começa a vender produtos de outras categorias além dos livros, com a intenção de expandir a sua presença no país.

Isso significa que ter a possibilidade de expor seus produtos em grandes plataformas, sem dúvida, gera uma ótima oportunidade e retorno em vendas significativo, principalmente para os pequenos vendedores, que podem ter maior visibilidade.

No entanto, é preciso pensar na integração do seu estoque aos marketplaces. Essa operação deve ser feita com bastante atenção e planejamento, além de estar preparada para qualquer imprevisto.

Nos últimos anos, o volume de pessoas que acessam os marketplaces durante a Black Friday tem aumentado. No entanto, quando muitas delas acessam o site ao mesmo tempo, ele tende a ficar mais lento, afetando também a comunicação com o hub de integração sobre os pedidos realizados.

Por exemplo, um lojista tem 10 camisetas em estoque na loja virtual. Ele avisa sobre a venda para diversos marketplaces, como Americanas.com, Ponto Frio, Casas Bahia, Magazine Luiza, Amazon e por aí vai. Se o cliente comprar 5 camisetas em apenas um marketplace, o estoque da loja já está comprometido, pois não suprirá se houver mais pedidos, assim, em pouco tempo.

Por isso, é importante fracionar o seu estoque e colocar todos os itens disponíveis em todos os marketplaces, para assim, obter uma margem de segurança e garantir que o cliente terá o produto que pediu entregue.

A qualidade da entrega é extremamente importante para possibilitar uma boa experiência ao cliente, além de ser bem avaliado por ele e fidelizar esse consumidor para voltar a comprar em sua loja virtual.

Nesse sentido, tome cuidado para não vender itens sem ter estoque suficiente e, também, para não deixar de vender um produto que você tenha disponível. Por isso, é importante ter total percepção das mercadorias disponíveis para identificar a hora de repor produtos e evitar ruptura.

Apostar em uma ferramenta que integre toda a operação para ajudar na centralização do estoque e direcionamento dos pedidos e entregas pode ser uma saída, pois envolve gerenciamento, atualização de status de pedido, gestão do frete, embalagem, transporte e entrega do item. Esse conjunto de controles proporciona maior confiabilidade em cada passo a ser dado.

O lojista está acostumado a focar seus esforços em vender mais durante a Black Friday e, por isso, acaba por trabalhar mais com um produto do que outro, o que pode gerar muita venda de apenas um tipo de mercadoria e a estagnação de outro no estoque. Com a venda ativa de itens específicos, é preciso avaliar cada saída para que não ocorra a falta de estoque e possíveis conflitos com os clientes.

Para não acabar o mês com saldo negativo, uma alternativa rápida é trabalhar com estoques distintos, ou seja, diferentes locais de armazenamento, espalhados em mais de uma região. Dessa forma, o prazo de entrega e custo de envio ficam reduzidos, já que poderá acionar o fornecedor mais próximo do destinatário para realizar a entrega.

Outra boa opção, nesse caso para os negócios que possuem também uma loja física, é o estoque compartilhado, pois consiste em utilizar o mesmo espaço e os mesmos produtos para suprir tanto a operação online quanto a offline, gerenciando de forma integrada a venda dos pedidos.

Como as promoções são anunciadas no final de novembro, pode acontecer de alguns fornecedores também saírem de férias, reduzindo a equipe e levando mais tempo para fabricar e entregar os produtos.

Isso pode impactar nas vendas no marketplace e, até mesmo, no próprio e-commerce dessa empresa. Assim, garanta que cada mercadoria suba no marketplace escolhido o quanto antes e não aceite novos produtos até o completo equilíbrio do seu estoque.

Também procure deixar alinhado previamente com os fornecedores as suas expectativas de vendas para a Black Friday – sem esquecer de considerar que logo depois já começam as do Natal! O mercado eletrônico nunca para. Não é a sua loja que vai parar, não é mesmo?

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