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Marketplace: o que projetam para o futuro do comércio virtual

por Carlos Alves Segunda-feira, 23 de Abril de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

Ano após ano, a internet apresenta mais potencial para alavancar os diversos setores da economia mundial. No varejo eletrônico, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a estimativa é de um crescimento de 15% em 2018, atingindo R$ 69 bilhões de faturamento em seus mais de 220 milhões de pedidos distribuídos entre as lojas virtuais e marketplaces.

Esse cenário favorável e de números voluptuosos, em que não existe mais o tabu de realizar uma compra online, faz com que os empreendedores vejam esse mercado com bons olhos. Com isso, é natural que existam mais sellers presentes em um ambiente que fornece toda a comodidade para os consumidores que querem adquirir qualquer produto em poucos cliques e de onde estiverem.

Para auxiliar os novos vendedores, os grandes portais do varejo eletrônico brasileiro fazem uso do conceito de marketplace, ou seja, abrem espaços em suas lojas virtuais para que outros vendedores realizem a venda de seus produtos. Assim, o público se sente seguro por estar comprando em um site de uma grande rede. Por consequência, a empresa ganha em acessos e novos clientes para sua base de dados, e os players conseguem alcançar mais pessoas, fazendo seu negócio crescer.

Apenas no segundo trimestre de 2017 foi registrado um aumento de 32,1% no número de lojistas oferecendo seus produtos por meio de marketplaces, segundo o estudo Panorama dos Marketplaces no Brasil, da Precifica em parceria com a ABComm. Essa alta indica que o modelo é visto como promissor entre os vendedores e já não é mais uma tendência, mas sim realidade para os varejistas que buscam uma oportunidade de divulgar seus produtos com uma redução no investimento em mídia.

Ao ganhar robustez, é possível encontrar atualmente marketplaces segmentados, que reúnem diversos produtos para um determinado nicho de mercado, dando ao consumidor maior poder de escolha, já que ele pode realizar todos os comparativos – inclusive de preços – dentro de uma só plataforma.

Conforme divulgado no Panorama dos Marketplaces, alguns setores são mais visados do que outros. A área de móveis e decoração, por exemplo, é uma das que possuem a menor concentração de vendedores e é uma das mais buscadas por compradores, tornando-se uma excelente oportunidade de investimento. Além disso, existem nichos que não possuem grande concentração de varejistas dentro dos marketplaces e por isso são áreas que carecem de sellers especializados, sendo excelentes negócios para vendedores com know-how­ nesses segmentos.

Em determinados casos, a oportunidade vai mais além: alguns grandes shoppings virtuais inovam no modelo de negócio, transferindo seus produtos e estoques para o inventário de parceiros, ou seja, deixam de comprar artigos de algumas categorias, operando apenas com itens de terceiros.

Assim como em 2017, quando os marketplaces ganharam novos sellers e os já antigos aumentaram sua atuação para outros shopping centers virtuais, a tendência é que para 2018 essa prática ganhe ainda mais força e espaço dentro das lojas de variados tamanhos e segmentos. Isso vai colocar o consumidor ao centro de toda a operação, já que ele não mais precisa demandar de seu tempo para realizar as comparações as quais julgar necessárias entre as lojas e produtos.

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