Marketplace ou app próprio: o que é melhor para o seu negócio?

por Lucas Pizetta Quarta-feira, 01 de setembro de 2021   Tempo de leitura: 6 minutos

Nos últimos meses, vimos muitas empresas se transformando digitalmente para poder continuar as vendas e sobreviver às restrições impostas pelos governos. Como consequência, o e-commerce brasileiro cresceu 73,88% em 2020, com faturamento registrando alta de 83,68% no acumulado do ano. É o que aponta o índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) em parceria com o Neotrust | Movimento Compre & Confie.

Após consolidado o processo de digitalização, grandes varejistas disponibilizaram seus sites para empreendedores cadastrarem e venderem seus produtos. Empresas como Casas Bahia e Magazine Luiza são alguns exemplos desse movimento de abertura de marketplaces. Enquanto esse movimento acontecia por parte das gigantes, houve também um outro, capitaneado por comerciantes pequenos e médios. Muitos lojistas optaram por investir mais e criar um e-commerce próprio, assim escapando da grande concorrência dos marketplaces, com liberdade, inclusive, de personalizar o próprio site. Em meio às alternativas e com a necessidade de aumentar as vendas, surge a dúvida: o que é melhor para o negócio, marketplace ou app próprio?

Antes de definir qual é mais adequado para sua marca, é preciso ver os prós e contras das duas formas de venda. Vamos começar falando dos apps próprios. Nesse modelo, o empreendedor tem como vantagens:

  • Possibilidade de personalizar a sua loja de acordo com a identidade visual e posicionamento da sua marca;
  • Acompanhar e quantificar os resultados do e-commerce, por meio de métricas como ROI (Retorno sobre o Investimento) e taxa de conversão;
  • Trabalhar o próprio branding, desenvolvendo o posicionamento da marca através de estratégias de marketing digital;
  • Possibilita identificar facilmente o comportamento dos consumidores que mais visitam a loja para assim traçar uma comunicação ainda mais assertiva;
  • Aumenta as chances de fidelização dos clientes.

E como pontos negativos:

  • O custo dos investimentos na implantação do app e nas estratégias de marketing digital é de responsabilidade do próprio empreendedor;
  • Todos os cuidados referentes à logística, forma de pagamento e segurança ficam exclusivamente nas mãos do lojista.

Esses pontos podem ser facilmente corrigidos com uma boa agência que já tenha equipes tanto para desenvolver o e-commerce do zero como também para fazer as estratégias e trabalhos de marketing digital.

Já o marketplace traz de benefícios ao empreendedor:

  • Zero investimento com a implantação da loja e com a plataforma;
  • Grande visibilidade e credibilidade do marketplace, trazendo, consequentemente, evidência e confiança aos usuários em relação à sua marca;
  • Investimento menor em ações de marketing digital e publicidade. Afinal, o próprio marketplace já executa.

Da mesma forma que a loja própria, esse modelo de vendas também tem desvantagens, como:

Necessidade de disputar com promoções e valores dos produtos iguais ou equivalentes ao seus que são comercializados por outras empresas no marketplace;

  • Dependência em relação às comissões e aumento de taxas, que acabam diminuindo a margem de lucros;
  • Menor possibilidade de gerar recompra e de fidelizar clientes, uma vez que a visibilidade e o posicionamento que ficam registrados na mente dos consumidores estão ligados ao próprio marketplace.

E agora, qual escolher? A escolha deve ser pautada de acordo com as estratégias traçadas pela sua empresa e com as suas particularidades, mas acredito que o app próprio seja mais vantajoso. Alguns motivos me levam a ter esse pensamento. Em 2020, o Brasil foi o terceiro país no mundo em número de downloads de app, é o segundo país do mundo com o maior tempo diário de uso de smartphone (4,8 horas/dia) e o tempo mensal em aplicativos móveis cresceu 40%.

Além disso, a pandemia fez com que mais consumidores comprassem online, e a pesquisa Panorama Mobile Uso de Apps no Brasil mostrou que 60% dos consumidores estão mais dispostos a fazer uma compra em um app que baixaram durante a pandemia. Então, podemos perceber que as compras em e-commerces se tornaram normais e ter a sua própria loja virtual vale o investimento por conta dos dados, comunicação e personalização, fidelizando mais clientes e lucrando durante os tempos difíceis.

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